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domingo, 30 de abril de 2017

Jó diante do Trono

“Ah, se eu soubesse onde O poderia achar! Então, chegaria ao seu tribunal. Exporia ante Ele minha causa, e, minha boca encheria de argumentos.” Jó 23;3 e 4
Temos Jó, no auge de sua amargura, desejando depor no Tribunal de Deus. Tal era a confiança em sua integridade que não temia diante de uma situação que assustaria a imensa maioria dos viventes; aliás, desejava-a.

Há dois prismas em que nossa pretensa justiça pode ser mensurada; no horizontal, nossa relação interpessoal, e, no vertical, diante do Senhor do Universo. Se, no primeiro caso, alguém íntegro como Jó poderia estar mesmo, confiante, no segundo, quem?

Quando, por fim, O Eterno concedeu a anelada oitiva, fez umas dezenas de perguntas sobre as obras da criação, e demandou do infeliz patriarca, onde ele estava quando tudo fora feito. Falando do cavalo, perguntou por que aquele não teme a morte, antes vai a um combate como se, a uma festa; “Escava a terra, folga na sua força, sai ao encontro dos armados. Ri-se do temor, não se espanta; não torna atrás por causa da espada” Cap 39;21 e 22

Ou, quis saber quem ensina o melhor habitat para as aves, por exemplo; “Voa o gavião pela tua inteligência, e estende as suas asas para o sul? Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho?” VS 26 e 27 Mencionando a imponência do crocodilo, lembrou: “Brincarás com ele, como se fosse um passarinho, o prenderás para tuas meninas?... Ninguém há tão atrevido, que despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim?” Cap 40; 4 e 10

Não estava, O Senhor, acusando Jó de impiedade, antes, de temeridade; de, sendo criatura finita, mortal, estar questionando os juízos do Eterno. Aliás, quando foi chamada a “senha” de Jó, perante O Santo Juiz, O Meritíssimo apresentou como acusação, ignorância. “Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?” cap 38;2

Assim, por melhores que sejam nossos caracteres, mais relevantes nossas boas obras, ainda resta uma separação abissal, entre a criatura inclinada a pecar, e O Criador, “Tão puro de olhos, que não pode contemplar o mal.” Hc 1;13

Esse abismo moral, não só desqualifica nossas obras como meio de salvação, como, declara inútil qualquer sacerdócio praticado por homens, presos no mesmo vale que nós.

Por isso, o Amor de Deus não fez menos que o necessário para colocar a Salvação ao nosso alcance, Jesus Cristo. “Este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Porque nos convinha, tal, Sumo Sacerdote, Santo, Inocente, Imaculado, Separado dos Pecadores, feito mais sublime do que os céus; que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo a si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes, homens fracos, mas, a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.” Heb 7;24 a 28

Óbvio que, quando diz que Cristo éSeparado dos pecadores” refere-se ao Seu Ser, Sua Santidade; entretanto, como Sacrifício substituto, deu-se por nós; como Mestre, comeu, andou, com pecadores, socorreu-os; como Sumo Sacerdote Eterno intercede por aqueles que Nele confiam. Sua Intercessão filha do Seu amor atribui aos arrependidos, pureza, inocência que só Ele tem. 

Daí que, fraquejando nossas justiças, por melhores que sejam, como era a de Jó, resta o socorro do Senhor, Justiça Nossa. “Nos seus dias Judá será salvo, Israel habitará seguro; este será o Seu Nome, com o qual Deus o chamará: O Senhor Justiça Nossa.” Jr 23;6

Se, boas obras, contudo, são irrelevantes para a salvação, não significa que sejam más; apenas, insuficientes. Uma vez que, sem Cristo seriam praticadas por pessoas espiritualmente mortas; o que faria, delas, igualmente, mortas. Por isso, a primeira “Obra” que o Eterno requer, é operada pela fé. “Jesus respondendo disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que Ele enviou.” Jo 6;29

Feito isso, os crentes “nascem de novo” pela fé, então, obras derivadas daí, como frutos da salvação, serão aceitas como “cheiro suave ao Senhor.” “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais, Deus preparou para que andássemos nelas.” Ef 2;10

sábado, 29 de abril de 2017

"Greve Geral", manipulação parcial

“Tudo isto vi quando apliquei o meu coração a toda a obra que se faz debaixo do sol; tempo há em que um homem tem domínio sobre outro homem, para desgraça sua.” Ecl 8;9

O sonho de consumo de tantos políticos, o “exercício do pudê” deplorado nas falas de Salomão, como uma desgraça.

Usando redes sociais, telefone e outros meios de comunicação, pressionamos, e o projeto da Lei de Abuso de Autoridade, que foi feito para proteger corruptos, não foi aprovado de modo a intimidar investigadores, como queriam seus proponentes. Reivindicação dos brasileiros que, usam verde e amarelo, quando se manifestam, e não incendeiam nada.

Ontem, porém, eram os sindicalizados, os vermelhos, que obstruem o direito de ir e vir dos cidadãos, minorias que se apossam do todo, e incendeiam pneus, veículos de transporte em defesa dos “direitos dos trabalhadores”. Fui parado num bloqueio desses, entre Tio Hugo e Soledade, e pelo perfil da maioria dos “manifestantes” se via tratar-se de incautos manipulados carregando bandeiras de seus donos, e gritando mantras, sentindo-se cidadãos engajados.

Sou trabalhador, e 90% do que foi proposto nas reformas trabalhistas tem meu apoio, apesar de não morrer de amores pelo Governo Temer. Principalmente, o fim do imposto sindical. Mas, pergunte- aos manifestantes de ontem, contra qual aspecto estavam protestando, e sequer saberia dizer exatamente contra o quê, era, exceto, que era pelos “dereitos, e contra o Governo golpista”.

Todos temos direito, de ser contra, ou, a favor disso, ou, daquilo. Em geral, a reforma proposta é boa. Se, alguns pontos são controversos, podemos usar os mesmos mecanismos de pressão que usamos contra a lei do “Abuso de Autoridade”, para fazermos valer nossa cidadania, sem interferirmos nos direitos inalienáveis de nossos semelhantes.

Tinha dois tipos de pessoas nas manifestações: Os manipuladores, os que tocam o berrante, e os incautos manipulados que recitam seus mantras, e a pretexto de construírem um país melhor, ajudam a destruir parte, do que existe. Temos desemprego como nunca, e só um imbecil pensaria combater isso olhando apenas pelo prisma dos possíveis empregados, não dos empregadores. Certas leis abusivas que inibem a livre iniciativa tolhem novos postos de trabalho, mais, que preservar direitos.

Estrondoso silêncio se ouviu contra o câncer nacional, a corrupção; tampouco, menções de apoio à Lava Jato que tanto tem feito para punir culpados; então, fica fácil perceber, que tipo de forças estava trancando ruas, ontem.

O lixo residual de um sindicalismo corrupto, desviado dos fins a serviço de partidos de esquerda, invés de classes trabalhistas, como deveria ser; um estigma social, “Walking Dead” carrapatos no couro do Brasil pretextando cidadania, e buscando a vida fácil dos desocupados fartos, mascarados atrás de pretextos legítimos.

Reitero, não acho O Governo Temer, grande coisa, é resto do Governo Dilma, eleito pelos mesmos que protestaram ontem, mas, salvos alguns pontos mais sensíveis, as reformas são boas e necessárias; pergunte-se a um trabalhador mesmo, não um sindicalista safado, se ele prefere ser um desempregado com “direitos” ou, ter uma fonte digna de renda.

Odeio mentira e injustiça. Uma década depois de estarem no poder, os canhotos ainda atribuiam certos males a FHC que os deixara. Agora, são oposição há poucos meses, de seu próprio vice, e não têm mais culpa das dívidas, crise, corrupção, desemprego, tudo voltou a ser culpa “das elites”; canalhas, assassinos dos fatos, inimigos da verdade! Até quando seremos tolerantes com essa safadeza sem limites?

Claro que os professores, policiais, e demais servidores têm direito de receber em dia, e a reforma da previdência como tem sido proposta precisa ser combatida, rejeitada; mas, isso, podemos fazer via mandatários que elegemos, pressionando-os para que nos representem, sem precisar da violência invasiva que foi cometida ontem. Se, vista pelo prisma do dano, a coisa foi vultosa; pelo de pessoas aderindo, pífia. Minorias de tranca-ruas, violentos, em defesa de seus umbigos gordos, disfarçados de cidadãos.

Alguém sabe dizer por que, após treze anos no poder, o partido dos Trabalhadores, que era a favor da Reforma Agrária ainda tem os Sem Terra? Porque são vagabundos profissionais, milícias de aluguel, que não querem trabalhar, baderneiros profissionais a serviço do PT. Num país sério estariam presos.

Com o incremento das redes sociais, o conto da carochinha socialista não cola mais. Aqueles que mandavam prender e soltar, eram donos das ruas do Brasil, hoje são uma súcia ridícula, sem crédito, que causa asco, invés de admiração, estão nus e ainda não perceberam.

Avisa lá que a farra das urnas eletrônicas acabou; que a mamata do imposto sindical também; que está mais que na hora desses “trabalhadores” aprenderem a trabalhar. Direitos legítimos devem ser preservados, lutaremos por eles; mas, para isso, não carecemos “representantes” ilegítimos.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Esquerdismo:Hemiplegia moral

“Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.” Eça de Queiroz

A política, de viés direitista, moderado, esquerdista, tem lá suas mazelas sempre, em maior ou, menor grau, dependendo dos valores de um povo, onde é exercida. A vantagem do sistema democrático é a alternância de poder; tende a oxigenar um pouco o ambiente. O Brasil, porém, ficou dezesseis anos sem "trocar as fraldas”, não é de estranhar que esteja cheirando tão mal.

A Esquerda assumiu acenando ética, combate à corrupção, inclusão social, e, deu no que deu. Há “vantagens” de ser de esquerda. A maior de todas, é que a mentira é instrumento válido de luta; seus fins são tão “nobres” que todos os meios são justos.

Em nome da causa podemos dizer que Cuba e Venezuela são democracias; que impeachment é golpe; que vagabundos do MST que nunca trabalharam, farão greve; que chamar corruptos a responderem pelos atos nos ditames da Lei é abuso de autoridade; que mudando a definição da classe média, de uma renda per capita de pouco mais de mil para 391, num passe de mágica, um governo “socialista” eleva milhões de pessoas da pobreza à dita classe;

E, quando a uma década no poder, determinado lapso era apontado, presto diziam que a culpa era do FHC, “herança maldita”, não deles; agora, a uns três ou quatro meses na oposição, acusam que todas as mazelas que produziram em quatro mandatos, roubo, corrupção, incompetência, é culpa do “Governo golpista”, não, deles;

Temer é da Elite se, Presidente, se, vice deles, é legítimo representante dos desfavorecidos. Aí, há uma reforma da Previdência em curso, iníqua, que todo cidadão decente deve opor-se, porém, pegam carona na coisa e querem que os contrários à dita reforma sejam também pacientes das suas doenças, e vociferem contra o “golpe”;

dia 28, sindicalecos pelegos em defesa do maior ladrão da história do Brasil, querem promover greve geral, misturando tudo, dizendo que é pelos direitos dos trabalhadores, quando, querem aproveitar nossa boa fé e defender corruptos. Assim, até nas frentes que seria lícito lutar contra, eles atrapalham, de tanto que “defendem aos pobres”.

Todos eram peões no começo de seu partido, agora, Dirceu, Palocci, André Vargas, Pimentel, Lula e família são milionários. Mas, se os delatores acusam, defendem-se querendo provas. Como tudo foi feito ao arrepio da Lei, óbvio que, documentos que serviriam como prova não existem. Mas, bastaria demandar deles, a origem de seus patrimônios, se não puderem explicar convincentemente, estará provado o roubo, duvido que consigam!

Há ladrões de direita, centro, também, eu sei. Mas, esses, como Renan, Jucá, Eunício, Lobão, Sarney, Requião, etc. são apenas ladrões por conta própria, não são “guerreiros do povo brasileiro” tampouco, têm milícias de aluguel para cantar: “Fulano é meu amigo! Mexeu com ele, mexeu comigo!” Carece certa honestidade essa sujeira toda, no encontro do nome com os bois.

O PT cresceu tumultuando, promovendo greves, piquetes, acenando ética na política. A Imprensa foi relevante em seu crescimento com a cobertura que fazia. Agora que os fatos lhes são desfavoráveis, a mídia é manipuladora, golpista, elitista.

Tem abostados ainda, li hoje um, que diz que o PT permitiu que viessem à luz escândalos de corrupção, que antes eram abafados. Se tivessem o poder desejado, calariam a Lava Jato, estão tentando, aliás; Lula prometeu que se ganhar em 2018 acabará com “essa palhaçada”.

Ser de esquerda, pois, é odiar aos que aplicam a Lei, esposam valores republicanos; defender larápios que locupletam-se do erário com máscaras de protetores dos pobres.

Pior de tudo é que nós, que não somos canhotos argumentamos baseando nossas diatribes em conceitos como, lógica, moral, verdade, coisas que não valem nada para eles. Um esquerdista fanático é como um touro na arena; não importa a posição do toureiro, nem os milhares de expectadores vendo tudo; apenas vê certo pano vermelho, e morre batendo cabeça por aquilo, vazio, e estúpido.

Em suma, ladrões de esquerda, não são estritamente ladrões; são combatentes libertários da causa dos pobres. Só que esses Robin hoods do avesso, não tiram dos ricos para darem aos pobres, antes, tiram dos pobres e fazem ricos a si mesmos. A cada contrato superfaturado, com fizeram milhares com a Odebrecht, roubam duas vezes, para o empresário fraudulento, e para o partido corrupto e corruptor.

Outro dia ouvi uma frase de um venezuelano que me pareceu cabal: “No capitalismo, se você trabalha, você come; no socialismo, se você obedece, você come”. Denunciando falta de tudo por lá, e depósitos exclusivos de alimento para as milícias do Maduro. Sou liberal porque sou homem, cidadão, não gado de déspotas assassinos, ladrões e corruptos! Explodam todos os tiranos do mundo!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Ouço vozes

“Há tanta espécie de vozes no mundo, e, nenhuma delas é sem significação.” I Cor 14;10

Embora, o contexto refira-se à disciplina no exercício do dom de línguas, pretendo olhá-la sobre outro escopo: A variedade de vozes e seus significados.

A profusão de idiomas, que seria impossível se tivéssemos evoluído dos animais, como postulam alguns, significa algo também. Segundo a Bíblia, O Criador tencionava que os homens habitassem todo o planeta; “multiplicai-vos, enchei a Terra”. Porém, em Babel, decidiram construir uma torre, que servisse como referencial geográfico, para que não se espalhassem, descumprindo o mandado do Eterno.

Por isso, O Senhor confundiu as línguas, forçando a dispersão por todo o globo. Assim, a diversidade de “vozes” inicialmente significa que o homem é inclinado à desobediência, de modo que, certas coisas, só faz, compulsoriamente. “A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois, não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, pode ser.” Rom 8;7

Mesmo não sendo intenção do Pai, que gostaria de conduzir apenas com Sua Palavra, Seu Conselho, se, necessário, assim o faz. “Instruir-te-ei, ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa cabresto e freio...” Sal 32;8 e 9

Tendo O Criador nos dado entendimento, inteligência, podemos, mesmo nos coisas inanimadas, identificar certa voz, que aponta para Si, não, para improvável perfeição casual. “Porque suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto, Seu Eterno Poder, quanto, Sua Divindade, se entendem, claramente se vêem pelas coisas que estão criadas...” Rom 1;20

Paulo apelou ao entendimento, porém, Davi louvara a beleza da Criação, usando a figura da voz, não audível, contudo, perceptível: “Os céus declaram a glória de Deus, o firmamento anuncia a Obra das Suas Mãos. Um dia faz declaração a outro, uma noite mostra sabedoria a outra. Não há linguagem nem fala... A sua linha se estende por toda a terra, suas palavras até ao fim do mundo...” Sal 19;1 a 4

A galeria dos “Heróis da Fé” de Hebreus 11, de certa forma é um compêndio de vozes. O testemunho de bravura daqueles, deve ser um incentivador a nós outros, que, ainda “não resistimos até ao sangue, combatendo contra o pecado” Heb 12;4 A Fé que manifestaram, deve falar conosco, como se diz de Abel, por exemplo: “Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons; por ela, depois de morto, ainda fala.” Hem 11;4

Quando O Salvador entrou ovacionado em Jerusalém, os religiosos com inveja rogaram que Ele silenciasse Seus seguidores, porém, disse: “Se esses calarem, as próprias pedras clamarão”.

Embora, sempre se interprete como figura de linguagem, há um quê de literal nisso, uma vez que, foi em tábuas de pedra que Deus deu Sua Lei a Moisés. Esse, quando transferia o governo a Josué, mandou que na Terra Prometida, erguesse um padrão e gravasse todas as ordenanças para que não fossem esquecidas. “Será, pois, que, no dia em que passares o Jordão à terra que te der o Senhor teu Deus, levantarás umas pedras grandes, as caiarás. Escreverás nelas todas as palavras desta lei, para entrares na terra que te der o Senhor teu Deus, terra que mana leite e mel, como te falou o Senhor Deus de teus pais.” Deut 27;2 e 3

Malgrado, se diga que a voz do povo é a Voz de Deus, O Eterno tem um falar “um pouco” distinto: “A voz do Senhor ouve-se sobre as suas águas; o Deus da glória troveja; o Senhor está sobre as muitas águas. A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade. A voz do Senhor quebra os cedros; sim, o Senhor quebra os cedros do Líbano.” Salm 29;3 a 5

Entretanto, como aprendeu Elias na caverna, muitas vezes, é num fruir manso, suave, não em manifestações espetaculosas, que privamos Santa Intimidade, e ouvimos a Voz de Deus.

A maioria dos pecados que cometemos demandam assessoria da voz, em mau uso. Assim, mentira, maledicência, falso testemunho, calúnias, manipulações, etc. Tiago pôs o dedo na ferida: “Nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.” Tg 3;8 e 9

Um ditado hindu diz: “Quando falares, cuida, para que tuas palavras sejam melhores que teu silêncio”. E, Salomão ilustrou quão melhores podem ser: “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” Prov 25;11

domingo, 23 de abril de 2017

A cereja da torta

“... Se este não fosse malfeitor, não te entregaríamos.” Jo 18;30 “...Dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.” V 38

Quando Pilatos demandou a razão de terem trazido-lhe, Jesus, os acusadores não apresentaram como motivo, eventual culpa do acusado, antes, evocaram sua pretensa integridade como avalista; “Se não fosse malfeitor, não te entregaríamos.” Contudo, falando com O Senhor, o governador formou seu próprio juízo. “Não acho nele crime algum.”

Muitas vezes conflitamos conosco mesmo, para estarmos em paz com os circunstantes; ignoramos o que sabemos, no íntimo, para fazermos o que desejam aqueles que nos cercam. Essa auto traição possa acomodar as coisas, mas, o pior tipo de traidor é aquele que trai a si mesmo. 

Trair a qualquer um é grave, contudo, inda resta a atenuante de que, nosso amor próprio foi mais forte, e pensamos nas conveniências egoístas, mais, que nas consequências sobre a vítima. Porém, quem trai a si mesmo, atenua como? Talvez diga que, quis evitar a mal maior, vendo no comodismo, bem, mais valioso que honestidade. Dessa “matéria-prima” se faz hipócritas.

“Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena-se naquilo que aprova.” Rom 14;22 O contexto é atinente às coisas que causam escândalo, mas, a ideia de não condenar a si mesmo pelas más escolhas, é igual.

Acho tragicômico pessoas usarem as redes sociais para reafirmarem idiossincrasías, isolacionismo público, sua redoma psíquica onde só é permitido curtir ou, grafar, “linda(o)”; seus, “sou assim mesmo, ninguém tem nada com isso”, “só aponte a mão para mim quando a sua estiver limpa”; “já que não pagas minhas contas, não dê palpites”, etc. Cada um dizendo para todos que não precisa ninguém. Se assim é, exclua todos, feche essa bosta de uma vez por todas.

Eu permito que me corrijam se constatarem que estou errado; concordo que discordem, observado o devido respeito; que me aconselhem se têm coisas uteis a dizer; que brinquem comigo falando bobagens; que zoem se o inter ganhar, etc. Preciso que leiam o que escrevo, para que, meu labor faça sentido...

Sonegar essas coisas que são verdadeiras seria mentir, trair a mim mesmo. Embora sejamos ímpares, indivisíveis, donde vem, indivíduo, temos dificuldade de lidar com nossa individualidade. Nossas digitais não coincidem com as de ninguém, entre sete bilhões de terráqueos, tal, a singularidade que implantou em nós, O Criador. Então, embora seja desejável, salutar o convívio, malgrado, eventuais diferenças, devemos seguir sendo nós mesmos, de almas saudáveis, postura sincera, não abdicando do eu, para ser fragmento de massa.

“Toda unanimidade é burra.
Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.”
Nélson Rodrigues “Não espere unanimidade ao pedir que coloquem a mão na massa. Você só consegue essa unanimidade se fizer o convite pra ficar de pernas para o ar.” Eduardo Colamego

Assim, nossa decisão em relação a Cristo deve vir de conhecimento pessoal dele, como fez pilatos. Certa feita O Senhor perguntou aos seus, o que a “galera” falava sobre Ele. Uns, diziam ser Elias, um outro profeta, até, João Batista redivivo...então, perguntou-lhes novamente: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

Não significa, isso, que Ele, ou, qualquer um de nós, seja o que as pessoas dizem; antes, o que dizem sobre nós, na maioria das vezes mostra o que as pessoas são, invés de evidenciar quem somos. Aí, quando Pedro disse que Ele era O Messias, O Filho de Deus, O Senhor lembrou que Pedro era um Iluminado pois, Deus lhe mostrara a verdade.

Por fim, para completa saúde da alma, não basta que sejamos honestos conosco mesmo, e que possamos discernir as coisas como são; a cereja da torta é que atuemos em conformidade com o que somos e sabemos, senão, nossa luz vira trevas. Pilatos reconheceu anunciou a inocência do Senhor várias vezes, entretanto, O entregou para que fosse morto. Sua luz, seu discernimento nada serviram para direcionar seus atos.

Lampejos eventuais de discernimento que não moldam o caráter. Tiago assemelhou ao cara suja que olha-se no espelho, sai de diante dele e esquece como era sua fisionomia.

A Luz de Cristo, necessariamente molda o andar dos Seus, os coloca em harmonia com iguais, e com Deus, como ensinou João: “Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” I Jo 1;6 e 7

Decida por si mesmo, em relação a Jesus; é sua vida, não a de terceiros que está em suas mãos.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Jesus ou Moisés?


“Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?” Mat 19;7

Era comum os religiosos contraporem Jesus a Moisés. Esse, com seus escritos era o “Canon” de então; todo e qualquer ensino deveria passar por seu crivo; Jesus era a novidade. Um coração rebelde costuma fazer maravilhas na servidão da própria rebeldia; tendo um pretexto “válido” então, nem se fala. Assim, nunca se punham como refratários aos desafiantes ensinos do Mestre, antes, como zelosos da Lei, a qual, acusavam ao Salvador de descumprir.

Todavia, ele fo categórico: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas, cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que céu e terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” Mat 5;17 e 18
Veio com exigências maiores que Lei, pelo menos, à forma superficial, com a qual, escribas e fariseus estavam acostumados; daí, o desfio era exceder em essência, aos passos dos pretensos praticantes. As concessões feitas “por causa da dureza do vosso coração”, deixadas de lado, para um alvo melhor, pois, “no princípio, não foi assim.”

Paulo explicou em seus escritos, que, a Lei é espiritual; O Senhor, expôs de modo profundo, seu Espírito. Não apenas, não matar; antes, nem odiar; não apenas, não adulterar, sequer, cobiçar; não a fácil vingança, antes, perdão, amor; mesmo, aos inimigos. Assim, quando Seus ouvintes apelavam a Moisés, não estavam demonstrando zelo, estritamente, mas, fugindo das profundas implicações do ensino proposto pelo Senhor.

Os discípulos não foram desafiados a fazer como os religiosos, sim, fazer mais, melhor: “Porque vos digo que, se, vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” Mat 5;20

Afinal, se esperássem deveras, em Moisés, deveriam estar esperando por Cristo; “Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” Jo 5;46 e 47 Sim, Moisés previra a vinda de um Profeta que traria também, a Palavra de Deus. “Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, porei minhas palavras na sua boca; ele lhes falará tudo o que eu ordenar. E, qualquer que não ouvir minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu requererei dele.” Deut 18;18 e 19

Por isso, justo, na carta endereçada aos hebreus, a diferença entre Moisés, servo, e Jesus, Senhor, é apresentada já na introdução, para, situar devidamente, ambos. “Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto, maior honra do que a casa tem aquele que a edificou. toda casa é edificada por alguém, mas, quem edificou todas as coisas é Deus. Na verdade, Moisés foi fiel em toda sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas, Cristo, como Filho, sobre sua própria casa...” Heb 3;3 a 6

Uma coisa é certa: Quando Deus nos fala para corrigir, das duas uma: Ou, procuramos nos adequar ao que estamos ouvindo, mediante arrependimento, ou, buscamos pretextos desqualificando quem fala, para que sigamos “qualificados”. Aquilo que o entendimento pode captar, nem sempre é o que a vontade abraça. Os discípulos de profetas dos dias de Elias sabiam que O Senhor arrebataria Seu servo; disseram a Eliseu que também sabia. Porém, cumprida a profecia, erraram três dias pelos montes procurando quem Deus levara. Ora, O Eterno continuava entre eles, porém, agora, atuando mediante Eliseu. O Fato novo que recusavam, inicialmente, assimilar.

Que os pecadores recusem mudar, de certa forma é compreensível, pois, toda mudança demanda perdas, renúncias; agora, que o façam com pretextos espirituais, justificando-se, invés de, assumindo sua posição, é que soa insano; parece, tal postura, com os ladrões de nosso país, que querem mecanismos de processar aos juízes, invés de prestarem contas à Lei.

Quem teme perdas, jamais tomará sobre si a cruz de Cristo, pois, essa é a figura das profundas renúncias a que são desafiados os que anelam salvação. Na verdade, tais “perdas” eventuais, no fundo, são um grande investimento, dado, o contraponto proposto aos que se convertem, como ensina Paulo: “Porque para mim tenho por certo que as aflições do tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Rom 8;18 “...As coisas que o olho não viu, o ouvido não ouviu, nem subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” I Cor 2;9

Muitos pecadores rebeldes morreram assentados “na cadeira de Moisés”; outros tantos, ganharam asas de águia, depois de submissos à cruz do Salvador. Coragem! O céu é o limite.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Reconciliação

“Mas, eles foram rebeldes, contristaram seu Espírito Santo; por isso se lhes tornou em inimigo, Ele mesmo pelejou contra eles.” Is 63;10

A ideia de termos inimizades, por inócuas que sejam, nunca é um pensamento agradável, embora, em algumas situações, pouco, ou, nada possamos fazer. Há casos, nos quais, mesmo que nada tenhamos feito de mal às pessoas, por inveja, ou, alguma outra razão insana, não gostam de nós, saem espalhando veneno a nosso respeito. “Orai pelos que vos perseguem e abençoai aos que vos maldizem”; a receita Bíblica, porque, pessoas assim, certamente, têm carência espirituais grandes.

Contudo, quando algo mais que isso pode ser feito, devemos fazê-lo. “Portanto, se trouxeres tua oferta ao altar, e te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti, deixa diante do altar tua oferta, vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, depois, vem e apresenta-a. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.” Mat 5;23 a 25

Se, meu irmão tem algo contra mim, foi porque falhei com ele, nesse caso, reconciliação depende de mim. Quando depende dele, nada posso fazer, exceto, orar.

Não podemos chegar a Deus, saltando sobre o semelhante. “Aquele que odeia seu irmão está em trevas, anda em trevas, não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.” I Jo 2;11 “Se alguém diz: Eu amo Deus, e odeia seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar Deus, a quem não viu? Dele temos este mandamento: que quem ama Deus, ame também seu irmão.” Cap 4;20 e 21

Entretanto, quando nossa inimizade é contra Deus, motivada por rebeldias, aí, temos um problema de outra dimensão. Eli, o sacerdote relapso, pusera a questão aos filhos: Pecavam, esses, nas coisas do próprio sacerdócio; invés de exercer com vigor sua autoridade, apenas ergumentou: “Não, filhos meus, porque não é boa a fama que ouço; fazeis transgredir o povo do Senhor. Pecando homem contra homem, os juízes julgarão; pecando, porém, o homem contra Deus, quem rogará por ele?” I Sam 2;24 e 25

O Eterno pôs a questão noutros termos, o de quem luta contra Ele. “Quem poria sarças, espinheiros diante de mim na guerra? Eu iria contra eles e juntamente os queimaria. Que se apodere da minha força, faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.” Is 27;4 e 5

Fazer paz com Deus, eis a questão! Embora incautos vejam no Evangelho apenas um desafio a mudar de religião, uma “busca por clientes” estilo telemarketing, ( nalguns casos, infelizmente, é ) no fundo, é um apelo do amor de Deus, que pelo Seu Espírito fala em nós, apresentando aos inimigos eventuiais, uma mensagem de reconciliação. Inimigos? Isso não seria dramático demais? Não. É ser bíblico. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis que amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4;4

Assim, a medida que apresentamos de modo sadio a mensagem do Único Mediador, somos feitos agentes da reconciliação entre pecadores e O Santo. “Tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, nos deu o ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando seus pecados; pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.” II Cor 5;18 a 20

Claro que isso demanda que deixemos de vez, a rebeldia que, se, por um lado nos dá independência para agirmos como quisermos, por outro, nos distancia do Pai, como fez o filho pródigo em sua insana e egoísta saga. Achou que poderia se virar muito bem por conta; foi usado pelas cobiças alheias quando tinha o que dar; empobrecido, terminou comendo com porcos.

Quem não pode dizer de modo verdadeiro, como aquele? “Pai, pequei contra o céu, e perante ti”? Reconhecimento de culpas, eis, o primeiro passo para reconciliação com O Pai! “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas. o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Prov 28;13

Feito isso, poderemos, dizer como Paulo: “Se o Senhor é por nós, quem será contra nós”. Quem, que tenha poder maior? Contudo, “soltos das patas” digo, por nossa conta, estamos em inimizade com Deus, a mercê de um que, mesmo fingindo gostar de nós é traidor, assassino. Rogo, pois, de parte de Deus, que vos reconcilieis com Ele, mediante a cruz de Cristo.

domingo, 16 de abril de 2017

A Terra Plana, Global


“Edifiquemos nós uma cidade, uma torre cujo cume toque nos céus, façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face da terra.” Gên 11;4

Certa pergunta que O Senhor fez, não faz mais sentido. “Onde estavas, quando eu fundava a terra? Faze-me saber, se tens inteligência.” Jó 38;4

Agora temos recursos amplos, “cientistas” que conseguem até, desmistificar a ideia “falsa” de um globo, ensinando, enfim, que, diverso do que sempre acreditamos, a Terra é plana, não, esférica. Assisti um ou dois vídeos disso, nem dei importância, pareceu sem sentido demais para serem levados a sério. Entretanto, a coisa fermentou, até textos bíblicos estão usando para “provar” sua tese.

Um, onde homens decidiram fazer a Torre de Babel. Advogam que os antigos eram sábios; chegariam a Deus com sua obra se não fossem impedidos; francamente. A ordem Divina à humanidade fora: “Crescei, multiplicai-vos, enchei a Terra, sujeitai-a”. O texto do projeto da torre mostra uma decisão oposta; queriam fazer algo que fosse visível a grande distância, “para que não sejamos espalhados sobre a face da Terra”, disseram. Além disso, era iniciativa alienante de Deus, com alvo humanista; “façamo-nos, um nome”. A expressão, “torre cujo cume toque nos céus” é mera figura de linguagem, como temos hoje, arranha-céus.

Os terraplanistas apresentam argumentos “científicos”, baseados na curvatura da Terra, no fato de a água só parar em nível, etc. Não sou cientista, contudo, como leigo darei meus pitacos. Depois, sugerirei um ou dois pepinos para que eles descasquem também.


Quem disse que a água só para em nível? Uma gota sobre uma superfície qualquer, tem seu formato ovóide; isso, que se dá com algo mínimo, bem poderia dar-se também no macro, num contexto que engloba gravidade, atmosfera, pressão, etc. Sobre a curvatura, acho que demandarei uma resposta invés de dar.

Antes, suponho que, mesmo advogando que a Terra é plana, defendem que ela paira no ar, ou, estaria “ancorada” em algo? A Bíblia diz que Deus, “O norte estende sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada.” Jó 26;7 Os gregos diziam que Atlas a suportava nas costas; os egípcios, que estava sobre quatro colunas; contudo, não sabiam dizer onde se apoiavam os pés do deus, ou, as bases das colunas.


Assim, invés de um globo, seria uma pizza gigantesca, como aquelas naves alienígenas do “Independence Day? Desse modo, como é o “lado avesso”? Alguém já viu? Onde seria a “borda” da Pizza, que, passando alguém dali, começaria andar rumo à superfície oposta?

Certa vez viajei para a Nova Zelândia. Admitindo que sua localização seja aproximada, como está no mapa, extremo oriente, um pouco ao sul da Austrália. Por que, invés de voarmos para leste, sobre a África e Ásia, como deveria ser num sistema plano, chegamos mais rápido voando “para trás”, sobre Argentina, Chile e Oceano Pacífico? Ah, estando lá, por que o fuso horário era de mais dezesseis horas em relação ao Brasil? Aliás, como se explica o fuso, senão, num globo? Poderia alguém falar via Skype, por exemplo, à meia-noite, de um lado da Terra com outros que vivem o meio-dia, se, a Terra fosse plana? Onde o sol faz a curva?

A Bíblia prevê, o fuso, implicitamente, por ocasião da Volta de Jesus. “Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, outro, deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, outra, deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, outro será deixado.” Luc 17;34 a 36 Cenários noturnos, “na cama” e diurnos, “no campo” no mesmo evento.

Isaías falando sobre a Soberania de Deus, o faz com as seguintes palavras: “Ele está sentado sobre a redondeza da terra, cujos habitantes são como gafanhotos; é Ele o que estende os céus como uma cortina, os desenrola como uma tenda para neles habitar;” Is 40;22

Todavia, a Bíblia fala, de certo modo, em Terra plana: “Todo o vale será exaltado, todo o monte e todo o outeiro, abatido; o que é torcido se endireitará, o que é áspero se aplainará.” Is 40;4 Trata-se de uma alegoria, onde os religiosos hipócritas, considerados grandes, os montes, seriam abatidos; os excluídos sociais, meretrizes, publicanos, os vales, seriam exaltados, muitos desses foram salvos, daqueles, se perderam.

Soa ridículo dar tratos sérios a algo tão pueril; tantos ataques à sã doutrina, e gastar massa cinzenta discutindo o sexo dos anjos. Como Débora liderando exércitos no front, e “sábios” da tribo de Rubem, “filosofando” se deveriam ir ao combate ou não; ver Juízes 5;15 e 16

A Árvore da Ciência foi onde nosso drama começou; só seremos redimidos, mediante outra, a Árvore da Vida, Jesus Cristo; e, a alienação do Salvador tem um formato mui preciso: Perdição eterna.

Jesus foi anarquista?

“Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, nada se lhe deve tirar; isto faz Deus, para que haja temor diante dele.” Ecl 3;14

Acrescentar, ou, tirar qualquer coisa do que Deus entregou pronto, completo, além da insana ousadia contra a Autoridade do Criador, traz a implicação blasfema de que Ele faz algo falho, que podemos melhorar.

Agur que deixou alguns escritos nos Provérbios pensava diferente: “Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.” Prov 30;5 e 6

Frequentemente deparo com ditos de “anarquistas cristãos”, gente que diz que O Próprio Senhor foi anarquista, revolucionário; por isso, teria sido morto.

Bem, o que significa a palavra anarquia? O prefixo a, em grego, é de ausência, negação. Assim, sem cérebro= acéfalo; sem moral=amoral; sem letras=analfabeto etc. Dessa fonte jorra anarquia. O termo arquia, deriva de “Archon” chefia, cabeça, comando, governo. Daí vêm palavras como, Arcebispo, arcanjo, autarquia, e claro, anarquia, que significa, sem comando, sem governo, sem autoridade sobre si. Será que O Senhor foi isso mesmo?

Paulo pensava diferente, pois, disse que Cristo, “esvaziou si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e, achado na forma de homem, humilhou a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Fp 2;7 e 8

A simples distinção entre anjos, serafins, querubins, arcanjos, principados, potestades, mostra hierarquia no reino espiritual. E, hierarquia nenhuma firma-se, senão, sobre o princípio da autoridade, devidamente obedecida, claro.

Cristo se fez homem, para nos redimir da queda, essa se deu, justo, por terem falhado, nossos pais, em observar a Autoridade do Criador; se, o “Segundo Adão” veio repor as coisas no devido lugar, necessariamente tinha que ser obediente às autoridades que Ele mesmo constituíra. Quando Pilatos gabou-se que tinha poder, tanto para libertar, quanto, crucificar Jesus, Ele não negou, apenas referiu a origem desse poder: “Nenhum poder terias contra mim, se, do alto não te fosse dado.”

Jesus foi “Revolucionário” no sentido de Ousado, veraz e perspicaz em denunciar a hipocrisia, corrupção das autoridades religiosas de então. Seus pleitos não eram com Pilatos ou Herodes, antes, o Sinédrio. “O que me entregou a ti, - disse, após reconhecer a autoridade de Pilatos – maior pecado tem.” Veio para tirar o pecado do mundo, não o reino de César da Palestina, como acusaram alguns. Aliás, disse: “Dai a César o que é de César...”

Pois, mesmo ante o sumo sacerdote, autoridade contra a qual, combatia seus desvios, quando desafiado sob juramento, O Senhor obedeceu. “Jesus, porém, guardava silêncio. Insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, Filho de Deus. Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, vindo sobre as nuvens do céu.” Mat 26;63 e 64

Portanto, um “anarquista cristão” é tão lógico, quanto, um evolucionista cristão. Uma doutrina que nega a Deus, “casada” com outra que O afirma.

Paulo foi explícito quanto a necessária obediência às autoridades. “Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; as que há foram ordenadas por Ele. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas, para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme; pois, não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, vingador para castigar o que faz o mal.” Rom 13;1 a 4

Quando diz que a autoridade é ministro de Deus, não significa que Deus aprova seus passos em particular, antes, que no exercício probo de sua função, faz algo que é Vontade do Eterno.

Quantos “fariseus” de hoje, crucificariam, se pudessem, ao Juiz Sérgio Moro, por exemplo? Acaso é um anarquista, um fora da Lei? Antes, é, justo, seu zelo pela lei e a ordem que o faz indesejável a tantos, cujos feitos os colocam em rota de colisão com ele. Desse modo, Cristo foi Revolucionário entre os religiosos de Seus dias.

Não nos enganemos; a ojeriza às figuras de autoridade, por bonitinha, charmosa que pareça, é a mais bela filha de satanás. Foi com ela que seduziu ao primeiro casal, e disseminou milhões de mortes ao longo da história. Quem deseja harmonia com O Senhor Jesus Cristo, rompa todos e quaisquer laços com assassinos. Sério assim.

sábado, 15 de abril de 2017

O santo, em relevo

“Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, vos separei dos povos, para serdes meus.” Lev 20;26
Uma das coisas mais incompreendidas da vida espiritual, é a concepção de santidade. Pra uns, é poder de fazer milagres; se, fez pelo menos dois, em vida, pós morte, “canonizam”; outros, disposição interior para fazer o bem; mesmo que sua doutrina seja blasfema, à Luz da Bíblia, se “só faz o bem” vira santo; outros, ainda, o rigoroso cumprimento de certas regras eclesiásticas, usos, costumes, leis, uma espécie de Fariseus modernos... contudo, temo que as três correntes padeçam certa alienação do vero sentido.

Primeiro requisito alistado no verso acima: Pertencer a Deus; “ser-me-eis”; ou seja: Sereis para mim. Parece simples, mas, não é. A coisa mais difícil de negar, a mais resiliente, é a vontade. Para sermos do Senhor, precisamos negar a nossa, em prol da Dele. Isso relega ao nada, nossas predileções, opiniões, concepções de vida. Nos anulamos Nele, regidos por Sua Palavra, quer concordemos, quer, não. Abdicamos de nossas ilusões eventuais, confiados na Sabedoria Daquele que conhece onde cada caminho leva. “Há um caminho que ao homem parece direito, mas, o fim dele são os caminhos da morte.” Prov 14;12

Facilmente, pessoas se dizem de Deus, se, a consequência esperada for bênção; não tão simples, se, for para obedecer Sua Palavra. O “Negue a si mesmo”, contraponto à sugestão do traíra no Éden, “decida por si mesmo” é indispensável para reversão dos efeitos da queda, e restabelecimento da comunhão. Feito isso, e tomada a cruz, por mais nefasto que seja nosso pretérito, sujo mesmo, posicionalmente passamos a ser santos; Pertencemos a Deus.

Aí, vamos ao segundo passo: Identificação. “...porque Eu, O Senhor, Sou Santo...” Assim como um pai humano alegra-se ao ver seus traços na fisionomia dos filhos, Deus quer ver, nuances do Seu Ser, no homem que regenera, para que, seja, outra vez, Sua Imagem. É um processo longo. Acostumados que estávamos a agir de nosso modo, ignorantes da Vontade Divina, dois lapsos precisam ser preenchidos.

Primeiro: Devemos abdicar de nossas ideias e aprender a Vontade de Deus. “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos os meus, diz o Senhor.”Is 55;7 e 8
Segundo: Conhecida a Vontade do Altíssimo, ela deve moldar nosso pensar e agir, doravante. Saber e não praticar inda é decidir por si, seguir no conselho do inimigo. Dispor do remédio e convalescer na doença, pela recusa de ingeri-lo. “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” Jo 13;17
Claro que, os renascidos não podem de suas próprias forças lograrem isso. Porém, O Senhor enviou O Espírito Santo, que atua em ambas as frentes; tanto nos alumia para que compreendamos A Palavra, quanto, nos fortalece, encoraja, para que, a cumpramos. Seu alvo, nosso aperfeiçoamento; Seu tempo para nós, até O Dia do Senhor. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” Fp 1;6
Por fim, uma consequência horizontal. “Vos separei dos povos...” Essa separação, entenda-se, não é geográfica, tampouco, física; antes, espiritual. Escrúpulos morais, eventualmente, tolhem nossa presença em certos ambientes, mas, como o sol visita o pântano, leva luz e calor sem sujar-se, podem, os espirituais, andarem, se necessário, em lugares adversos, sem se contaminarem com as circunstâncias. Quando trabalhei entregando produtos de limpeza, em Porto Alegre, muitas vezes entreguei-os em bordéis. Fiz meu trabalho e o ambiente não me devorou.

Óbvio que é muito mais fácil, aprazível, o convívio com outros da mesma fé; entretanto, os que inda não creem carecem ser estimulados pela Luz de Deus em nós; isso requer convívio. “Assim resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Mat 5;16

Ademais, a separação recomendada não é dos pecadores, estritamente, antes, dos hipócritas. “Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com avarentos, ou, roubadores, ou, idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, agora escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, avarento, idólatra, maldizente, beberrão, roubador; com o tal, nem ainda, comais.” I Cor 5;10 e 11
Em suma: Santidade é pertencer ao Senhor; identificar-se com Seu Ser, mediante Sua Palavra, Seus Valores, e separar-se da corrupção do mundo. O santo não precisa fazer milagres, mas, permitir que Aquele que faz, remova sujeiras que maculam a Santa Imagem de Deus. “Os limpos de coração verão a Deus.”

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Santa Hipocrisia

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois, edificais os sepulcros dos profetas, adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar sangue dos profetas. Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.” Mat 23;29 a 31

De tudo se pode acusar um hipócrita, menos, de não ter autocrítica, intimamente. Seu agir mostra que ele sabe-se desafinado com a verdade, a coerência. Ao fazer “mais” do lhe foi demandado, tenta disfarçar, o menos, da desobediência, com encenação. Os profetas pretéritos, nunca pediram, como Renato Portaluppi, uma estátua, antes, desafiaram o povo à Vontade de Deus. Em geral, não obedeciam, entretanto, os coevos de Jesus tinham os profetas como heróis, edificavam seus túmulos, monumentos em sinal de “honra”.

Depreciando isso, O salvador disse que a prática não era nada mais, que, testemunho de uma culpa, similar a que tiveram os assassinos de profetas, antepassados deles.

Ontem vimos o Papa Francisco lavando os pés de doze presos, e beijando-os; Cristo apenas lavou, ele fez “melhor”; eis aí, um traço da hipocrisia! Naqueles dias, andando de sandálias por estradas poeirentas, lavar os pés era uma necessidade; Cristo o fez em humildade e desafio ao serviço mútuo, invés da competição entre os discípulos. Devemos ficar com a essência do ensino, a figura não é mais necessária, tampouco, o beijo. Certas cenas de “humildade” são o pedágio que muitos pagam para seguirem céleres na autoestrada do orgulho. Humildade vera atua sem plateia e nada busca, senão, servir.

Hoje, o mundo celebra sua “Sexta-feira Santa”. A maioria das pessoas passa o resto do ano alheia a Deus e Sua Palavra, mas, hoje, encenam o Calvário, “edificam o sepulcro dos profetas” e testificam da identificação espiritual com os hipócritas que, fingindo zelo religioso, mataram O Senhor.

O mundo celebra, os servos de Deus O servem, full time, e não dão a esse dia importância maior que aos outros. Sexta-feira Santa, Quaresma, abstinência de carne, etc. são ensinos ausentes nas Escrituras.

Que dizer de um Pai ter um filho egoísta, insensível, desobediente, que passa 364 dias do ano em rebeldia, e, no dia dos pais, chega todo atencioso com presentes; assim, alienar-se da Vontade Divina o ano todo, e hoje, empanturrar-se de religiosidade hipócrita, oca.

Não somos desafiados a santificarmos datas, antes, vidas. “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede também, santos em toda vossa maneira de viver; porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” I Ped 1;15 e 16 “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual, ninguém verá o Senhor;” Heb 12;14 etc.

Infelizmente, o catolicismo ensinou uma “santificação” que depende de um processo pós morte, outra coisa que desafina da Bíblia. Requerem dois milagres como “prova” para “canonizarem” alguém. Por esse critério, João Batista ficaria de fora, pois, “...João não fez sinal algum...” Jo 10;41

Ora, santificação bíblica é separar-se dos valores mundanos que se opõem ao querer Divino; isso se faz mediante aprendizado e prática da Palavra de Deus; o que destoar, por piedoso que pareça não passa de encenação hipócrita. “Dei-lhes a tua palavra, o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas, que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Jo 17;14 a 17

Fale-se em implantar ensino religioso obrigatório nos colégios baseado na Bíblia, e presto o ódio que o mundo tem de Deus, subirá na mesa. Contudo, hoje, a maioria consome essa droga psíquica, enganando a si mesmo, presumindo-se servo de Deus, apenas por gostar de teatro e de carne de peixe.

Depois, os mesmos “religiosos” saem em seu pleito pelo aborto, descriminação das drogas, postam suas defesas aos corruptos e ladrões de estimação, falam mentiras, faltam com a palavra, sonegam dívidas...invés de basear decisões na Palavra de Deus, o fazem em suas opiniões. Essa foi a sugestão do diabo: “Vocês mesmos decidem o bem e o mal”, e só um completo imbecil, ou, um louco, presumiria fazer a Obra de Deus, usando ferramentas do inimigo.

Esses veem com a balela: “Todas as religiões são boas, tens a tua, tenho a minha, Deus é o mesmo, blá, blá, blá...” Se não estiver cabalmente baseado na Palavra de Deus, ensino espiritual nenhum serve; se, derivar dela, se faz mais que religião, é vida. E vida para o ano todo, todos os anos, não, para um dia apenas.

“Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.” Shakespeare

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O ímpio em relevo

“Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao Senhor.” Salm 10;3

Três características do ímpio. Primeiro, é egoísta; seus próprios desejos são seus parâmetros de ação, e, gloria-se disso; segundo, faz de seus defeitos, “valores” uma vez que, aprova os passos de outros semelhantes; bendiz ao avarento que, também é uma espécie de egoísta. Esse apega-se ao dinheiro, idolatra, fazendo dele, mau uso, um fim, não, meio; por fim, seu brado de independência espiritual, sua autonomia suicida; “renuncia ao Senhor.”

Entretanto, essas três “virtudes” são apenas o cabeçalho do livro da vida do ímpio, a ponta do iceberg. Para gloriar-se dos próprios desejos, carece assessoria do orgulho; não raro, deparo com nuances “filosóficas” do egoísta e orgulhoso: “Viva o hoje como se não houvesse amanhã, não ligue para o que os outros pensam, pois, o que importa é estar bem consigo mesmo...” Etc. Essas incoerências de mandar todos os outros a m. enquanto aconselha aos outros, chega a ser bisonha, mas, desfila como sábia em passarelas ignorantes.

O Cristão está inserido no coletivo, célula de um corpo; deve ter cuidado com outros, estar bem com Deus, antes que, consigo mesmo. “Para que não haja divisão, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos padecem com ele; se um membro é honrado, todos se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros, em particular.” I Cor 12;25 a 27

Ao aprovar atos de outros de má índole, se faz pedra de tropeço, uma vez que, eventual influência que exerça sobre terceiros, será nociva, não, benéfica. A avareza requer falsidade, disfarce; seus filhos não costumam admiti-la. “... as armas do avarento são más; ele maquina invenções malignas, para destruir os mansos com palavras falsas...” Is 32;7

Um político corrupto em campanha, sonhando com as benesses do poder, e adoçando seus lábios demagogos ante incautos é um belo exemplar de falsidade, avareza; e, há tantos.

Por fim, renunciando ao Senhor, mostra-se arrogante, e, necessariamente, profano. Mesmo aqueles que, recusam a obedecer, sequer se importam em conhecer ao Senhor, em dado momento, usam seus, “graças a Deus”, ou, “se Deus quiser”; o que, dado o lapso de relacionamento é, tomar Seu Nome em vão, profanar O Santo.

Claro que, a coisa é ainda mui pior que isso, porém, essa pequena amostra basta para que vejamos quão sério é, alienar-se o homem, de Deus, e atuar em pretensa autossuficiência; comprazer-se na aprovação humana, e desprezar a Divina.

Pois, além do que é em si mesmo, se faz paciente de certos “efeitos colaterais” da impiedade. É amaldiçoado por Deus; “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” Jr 17;5

Tal maldição permite que, até desfrute certa calmaria, jamais, a verdadeira paz. Essa, deriva da justiça; ele ignora a árvore e desconhece o fruto. “Os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, cujas águas lançam de si, lama e lodo. Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus.” Is 57;20 e 21

Mais ainda, sua companhia é desaconselhada, pois, sendo alguém que escolheu a maldição, contagia outros à sua volta. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem, se assenta na roda dos escarnecedores.” Salm 1;1
Afinal, os pecadores que se arrependem, confessam e mudam de vida, inda que, de pretérito ímpio, passam a ser reputados justos; tais, são comparados a alguém que foi tirado da lama, e firmado sobre uma rocha, enquanto, os que persistem na impiedade, são equacionados como cisco ao vento, que serão desmascarados quando tentarem se esconder entre os justos. “...os ímpios são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.” Sal 1;4 e 5

Infelizmente, após a queda, a impiedade é nossa vocação natural; depois que ouvimos O Evangelho, passa a ser uma escolha. Se, antes a culpa era herdada, agora, foi “conquistada” por nossos “méritos”. Por isso, Deus, que a todos ama, malgrado seus erros, amorosamente chama: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” Is 55;6 e 7

A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.” Santo Agostinho

domingo, 9 de abril de 2017

Síria; as "razões humanitárias"

"De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” Tg 4;1

Embora, grosso modo seja assunto de nações, guerras nascem dentro de indivíduos com poder sobre armas, impotentes ante as cobiças malsãs. Como verniz sempre um motivo “nobre” que as justifica, enquanto, os motivos verdadeiros esgueiram-se subjacentes, quase imperceptíveis.

Não dá para negar que guerras dão lucro, para fabricantes de armas, e outros aparatos logísticos necessários, sem falar, nos “despojos” de eventual triunfo. A queda das Torres Gêmeas com o choque de aviões só convence imbecis; claramente tratou-se se implosão, e mesmo um terceiro edifício não atingido por nada, “ruiu” também.

Exposta a frieza desumana dos “terroristas” necessária se fez uma “resposta”; os ataques ao Iraque e Afeganistão foram as consequências. Parece que a Família Bush tem certas afinidades com uma grande corporação fabricante de armas, segundo denunciou o free lancer, Michael Moore.

Agora, temos a Síria. E, antes que as bestas ideologizadas odiadoras profissionais dos americanos babem suas convicções, convém lembrar que a Rússia está lá, defendendo o ditador Bashar Al Assad, desde o começo. Trata-se de mero conflito de interesses comerciais, de dominação. O resto é fumaça. Ora, uma guerra dessa proporção sem os Estados Unidos seria como uma Copa do Mundo sem o Brasil, impensável. Trump tratou de colocar os “pingos nos is” e mandou ver.

O motivo da entrada americana? Armas químicas, supostamente usadas por Assad. Ora, ante as terríveis imagens de crianças agonizando ao efeito dos gases, a opinião pública quase aplaude a iniciativa de Trump, uns, o fazem, aliás. Como não combater severamente tais atrocidades? Assim, o Presidente ignorou a necessidade de aprovação pelo Congresso, e, eventual oposição da ONU. Entretanto, o furo é mais embaixo.

Se, razões puramente humanitárias bastam para que Tio Sam saque seu colt, por que as centenas de cristãos decapitados e fuzilados pelo ISIS e mostrado ao mundo, não lograram tal reação? Ou, os milhares de cristãos incinerados vivos na Nigéria, por fundamentalistas islâmicos também passou batido? Quer dizer que as oitenta vítimas de agora, são mais que aquelas tantas, em número muito mais expressivo? Ou, matar inocentes pode, desde que, não seja com gás?

Não sejamos ingênuos. Não me surpreenderia, aliás, se o dito gás Sarin, tivesse sido “plantado” por alguém infiltrado, para dar, enfim, “motivo humanitário” para a “classificação americana” para a Copa; digo, sua entrada na guerra.

Desde meados do século passado, a rivalidade da Rússia, ( então, União Soviética ) e Estado Unidos ganhou corpo, a chamada Guerra Fria; pois, mesmo estendendo seus tentáculos a diversas frentes bélicas, como Vietnã, Cuba, Alemanha, então, dividida, etc. jamais se enfrentaram diretamente, pois, isso tem tudo para descambar num conflito mundial.

Agora temos ambos no mesmo campo de batalha, a Síria; pior, um louco no comando, de cada lado. Putin e Trump. Tem tudo para “dar certo”, digo, incendiar de vez nosso caótico mundo.

A Bíblia apresenta tal cenário como necessário, pois, num mundo apavorado pelo “mover das ondas”, exércitos em guerra, deve surgir um pacificador que unirá a todos, sob seu governo; a Besta, também conhecido como, Anticristo.

Então, embora nos convenha uma leitura mais acurada, que o peixe que nos tentam vender, não podemos evitar o inevitável. Somos mordomos individuais de nossas almas, gerentes de nossos credos, responsáveis por nossas escolhas; o demais, está nas mãos de terceiros. E, a maldade, a mentira ou hipocrisia dos outros, não bastam para me fazer justo. Preciso da justiça de Cristo, diante de Deus para me justificar, e da minha, para justificar a Deus, admitindo meus pecados e minha injustiça, mediante vero arrependimento. “a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.” Luc 7;35

Temos maldades para todos os gostos, em nosso próprio existenciário, não precisamos ir à Síria para ver. Aquilo que fora exceção, infelizmente virou regra. Vemos governantes corruptos unidos buscando meios “legais” de burlar a sociedade. Não fosse a visibilidade atual, mediante a mídia alternativa, e nos engabelariam uma vez mais. Quando O Eterno decidiu banir aos cananeus, disse que era para Israel os destruir, pois a “medida da sua iniquidade estava cheia”, temo que essa mesma sentença se aplique ao planeta, em nossos dias.

Assim, o cenário não é mais para discussões ideológicas, preferências por A ou B, mas, de juízo iminente. Mais ou menos como Sodoma e Gomorra, quando anjos foram enviados ao justo Ló, e lhe disseram; “Escapa por tua vida, e não olhes para trás.”

O mundo será exemplarmente julgado, mas, quem se esconde em Cristo, julga a si mesmo culpado; e pelo juízo do Calvário, é absolvido, não entra em condenação. Escapemos, pois, por nossas vidas.

O Uno e o diverso

“Mas, a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.” Ef 4;7

O fato do texto começar com, “mas”, o contrapõe, em parte, ao que vem antes. E antes vem a afirmação da unidade dos salvos, em um só corpo, um Senhor, um espirito, um batismo, uma fé, uma esperança...

Assim, fica posto o que é único, e, o que pode ser diverso. Após, estarmos no indivisível Corpo de Cristo, os salvos em qualquer denominação, temos a particularidade de sermos usados “segundo a medida do dom de Cristo”, o que, mesmo em essência sendo iguais a todos, nos diferencia.

Paulo versando sobre a diversidade dos dons espirituais disse que, O Espírito Santo, reparte a cada um conforme lhe parecer útil. Assim, um só Espírito, mas, com diversidade funcional dos salvos.

Posto isso, somos desafiados a mantermos a paz com os que são do mesmo Espírito, mesmo que, funcionem para Ele, diferente de nós. “Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.” Ef 4;3

Infelizmente, cristãos, em grande parte, acostumaram a ter usos e costumes como doutrina; Aí, um que se veste diferente, ou, não usa os cacoetes de determinado ramo do cristianismo, se lhes torna um “herege” algo a ser denunciado, evitado. 

Precisamos aprender a diferença entre fatores culturais, do essencial. Por exemplo: A Bíblia aconselha: “Saudai uns aos outros com ósculo santo.” Ora, nós ocidentais não temos esse hábito; isso fazem os orientais. Nós costumamos apertar a mão ao saudar alguém. Quem está certo? Ambos. A intenção, a essência, é que se cumprimente afetivamente. O modo de expressar isso difere de uma cultura para outra. Ambos os gestos são válidos.

Quando esses cristãos falam dos desvios do cristianismo, sempre se referem a casca, vestes, aparência. Erros teológicos graves, como a “Teologia da prosperidade”, o fetichismo, o legalismo, arianismo etc. passam desapercebidos aos olhos desses vigilantes da fé alheia. Nem sabem o que significam aquelas palavras, pois, aprenderam a maldizer a pretenciosa teologia, que também não sabem bem do que trata, mas, como discorda em parte de suas percepções, deve ser algo ruim.

Usam o bordão de que na igreja deve reinar decência e ordem, e isso está mesmo na Palavra. “Mas, faça-se tudo decentemente e com ordem.” I Cor 14;40 Basta ler o contexto para ver que se trata de uso disciplinado do dom de línguas na igreja. Falarem todos em línguas estranhas, e ao mesmo tempo, pior, não tendo intérprete, soará indecente, aos olhos de um visitante qualquer. “Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?” v 23

Mas, para esses, as gritarias e desordens tipo reteté, são os “cultos de fogo”; eu, um maldito consumidor de “tiologia” querendo minar sua fé. Ser espiritual não equivale a ser barulhento, antes, humilde, bom ouvinte, discípulo, obediente... “Porque Deus não é Deus de confusão, senão, de paz, como em todas as igrejas dos santos. Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.” Vs 33 e 37

Não que a igreja seja local para desfile de vestes indecorosas, mas, o bom porte dos servos do Senhor, por si, e o testemunho do Espírito Santo nas consciências, vai incomodar eventual descuidado, para que reveja posturas, sem carecer do julgamento de outro pecador que senta ao seu lado.

O hipócrita costuma confiar nas coisas certas que faz, ignorando os reclames da consciência que pesam sobre os lapsos, do que não faz. Muitas vezes seu orgulho disfarça-se de humildade. Quem precisa chamar atenção para seus “acertos” ainda ignora cabalmente seus erros. Veste bem o seu corpo, mas, sua presunção e soberba ainda desfilam nuas.

Aos disputantes de igreja em Roma Paulo perguntou: “Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio Senhor ele está em pé ou cai. Mas, estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.” Rom 14;4 E olha que, o contexto era sobre alimentação, nem se falava sobre vestes.

Então, ao que culturalmente é diferente de nós, ou, recebeu do Senhor dons diversos dos nossos, bem pode ser um de nós, se serve ao Mesmo Senhor, no Mesmo Espírito; Deus o recebeu. Onde homens usam saias, penachos de índios ou, pigmeus, ou, belos ternos com gravatas, em todos esses cenários, há servos de Deus genuínos, e hipócritas misturados. A vera doutrina bíblica é universal, aplica-se a todas as culturas; é capaz de transformar em santos, aos mais profanos, independente do cenário e do caldeirão cultural que viva.

Se alguém julga-se espiritual, reconheça que isso deriva da Palavra de Deus.

sábado, 8 de abril de 2017

As pedras, ou, os pães

“Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não tem honra na sua própria pátria.” Jo 4;44

Cá no sul usa-se certo ditado que parece contrariar a afirmação supra: “Touro em terreno alheio, é vaca”. Pode ser machista, politicamente desajustado, mas, a ideia é que, fora dos nossos domínios, não apitamos nada, antes, nos submetemos aos ditames de quem manda.

Entretanto, tratando-se de profeta, parece que o tal, manda mais, em terreno alheio, por quê? Precisamos investigar; buscar indícios.

A natureza do ministério profético supõe, que o ministro falará de coisas ocultas que ele viu em intimidade com Deus; isso o reveste de certo mistério, como se, sua própria vida devesse ter um quê, de oculta também. O fato de ter Sua Juventude e infância conhecida, era uma “falha” em Jesus, para que cressem que falava da parte de Deus. Diziam: “Não é este o filho do carpinteiro? não se chama sua mãe Maria, seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas? Não estão entre nós todas suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? Escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.” Mat 13;55 a 57

Durante minha infância espiritual assisti e participei muito dessa doença, da qual, diziam padecer os atenienses: “Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão, dizer e ouvir alguma novidade” Atos 17;21 Tínhamos bons mestres da Palavra em nossa casa, mas, queria ver a igreja lotar, era anunciar que determinado ilustre desconhecido de oliveira estaria pregando numa “Grande Campanha” evangelística.

Na maioria dos casos tratava-se de paraquedistas vendedores de bugigangas, cujos ensinos, qualquer neófito com algum discernimento, poderia contestar, mas, a coisa “bombava”.

Temos fome por novidades, mesmo que, nocivas; certo fastio do Pão do céu, como tiveram os judeus do Êxodo, no deserto.

O fato de que, O Salvador não foi bem vindo, entre os Seus, não O desqualificou um milímetro, antes, propiciou que outros, que inicialmente eram estranhos, passassem a pertencer à família da fé. “Veio para os seus, os seus não o receberam; mas, a todos que o receberam, deu o poder de serem feitos filhos de Deus.” Jo 1;12

Não que seja um erro desejarmos coisas novas; contudo, podemos errar quando buscamos em fontes duvidosas. Doutrinariamente devemos contar com certa “monotonia” nos ensinos da salvação: “Saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.” Atos 13;42 “Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas.” Atos 15;27 “Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais...” II Ped 1;12 etc. Não há novidade.

Contudo, as vidas que se deixam transformar pela Palavra, experimentam novidades todos os dias, no processo paulatino de santificação; “Fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim, andemos nós também em novidade de vida.” Rom 6;4

Isso progride mediante obediência, limpa-nos, do “fermento velho”; em dado momento, nos vemos totalmente transformados; “Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram, e tudo se fez novo”. II Cor 5;17

Ainda que, um profeta sadio seja portador de boas novas, de certo modo, rebusca-se das velhas, que foram dadas há muito, e pelo Espírito Santo, apresenta-as renovadas, cheias de vida, como, de fato, são. “Ele disse-lhes: Por isso, todo escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.” Mat 13;52 Falou dos Escribas, mas, como aqueles, o profeta escreve, só que, não em papiros, pergaminhos, antes, corações.

Infelizmente, a maioria dos que correm por novidades são meros fugitivos do que já sabem, como as reiteradas orações de Balaão, desejando que O Eterno mudasse de ideia. Deus não me dará algo novo, se, me mostro omisso diante do que sei ser, Vontade Dele. Exceto, nova exortação quanto a isso mesmo.

No deserto, a rejeição ao Maná, e os murmúrios por outro alimento, culminou com a Ira de Deus, excesso de carne em juízo contra os murmuradores. Para os atuais, novidadeiros, aos quais, a beleza da verdade não basta, algo semelhante tem vindo: “Esse cuja vinda é segundo eficácia de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios de mentira, com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam amor da verdade para se salvarem.” II Tess 2;9 e 10

Ante o tentador, Jesus negou-se a transformar pedras em pães; aos pecadores, deu-se, como Pão vivo dos Céus. Mas, muitos preferem ainda, as pedras.

domingo, 2 de abril de 2017

Anomalias espirituais

“Porventura sou Deus de perto, diz o Senhor, não, também, de longe?” Jr 23;23

No contexto, mediante Jeremias, dura diatribe contra falsos profetas está posta; intrínseco, a ideia que, pelo fato de estarem, os falsos, distantes, privados da intimidade com Deus, estariam longe, também, do Juízo. Entretanto, proferindo sentenças oriundas dos próprios corações e atribuindo-as ao Eterno, funcionalmente, se pretendiam, chegados do Senhor.

Ele reclamou Sua inocência: “Não mandei esses profetas, contudo, foram correndo; não lhes falei, mas, profetizaram.” V 21 Após, colocou a necessária distinção de conteúdo, se, fossem os tais, Seus: “Se estivessem estado no meu conselho, teriam feito meu povo ouvir minhas palavras, o teriam feito voltar do seu mau caminho, da maldade das suas ações.” V 22

Estranha doença nossa, nos presumirmos ao alcance Divino, para sermos abençoados, e distantes, para sermos responsabilizados por nossos atos. Assim, teríamos O Altíssimo perto de nossos anseios, e longe da Sua Justiça.

Ora, falar da parte de um Ser, “Tão puro de olhos que não pode contemplar o mal” a um mundo que “jaz no maligno”, corrupto, mentiroso indulgente, omisso, egoísta, adúltero, etc. e tentar agradar às duas partes ao mesmo tempo, seria fusão de óleo e água; impossível.

As “caixas de promessas”, o festival doentio de “profecias” dando chaves, posse da vitória, que grassa nas redes sociais, são sintomas desse utilitarismo espiritual, onde Deus nos serve do nosso jeito, não, nós a Ele, nos Seus termos.

Alguém contou o número fabuloso de promessas bíblicas e chegou a alguns milhares; esqueceu, porém, que sempre, pegada a uma promessa de bênção associada à fidelidade, temos o contraponto da maldição pela desobediência. Assim, ou, aceitamos os dois lados da moeda, ou, deixemos Deus fora disso; vivamos do nosso jeito.

Desde de Moisés, aliás, a coisa foi posta objetiva e séria; a nós, legado o privilégio da escolha: “Céus e Terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e tua descendência.” Deut 30;19

Infelizmente, grande parte da “Igreja” atual, concebeu um hibridismo numismático, uma “moeda extraordinária” que de um lado traz todas as benesses do Reino dos Céus, do outro, a pomposa efígie de César. Digo, propaga uma mensagem que nos faz “abençoados” em dois reinos opostos; O de Deus, e o mundo.

Tiago foi um tiquinho radical no tocante a isso: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis que amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, mas, dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo; ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, Ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; vós de duplo ânimo, purificai os corações.” Tg 4;3 a 8 O duplo ânimo, aliás, é tema central de toda a epístola de Tiago, basta ler com atenção.

Cristo também não foi nada “inclusivo” quanto às demandas para se entrar no Reino, ainda que, facultando entrada a todos, disse: “qualquer que não levar a sua cruz, não vier após mim, não pode ser meu discípulo... qualquer de vós, que não renuncia tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” Luc 14;27 e 33

E, essa seriedade toda era apenas para matrícula como discípulo, ou seja, aprendiz, não, profeta, ou, próspero, como se apregoa modernamente.

Inflar à Graça Divina, e baratear a justiça, como se, Deus fosse Bom, sem ser Justo, tem engendrado seres fantásticos como os da mitologia grega; ovelhas com cabeças de asnos e chifres de bodes... O Criador, tão cioso da Perfeição da Sua Obra determinou que a mesma se reproduzisse “segundo sua espécie”, e, não receberá no novo mundo, monstrengos, anomalias espirituais, caminhantes da larga avenida estreita... quem pariu Frankenstein que o embale.

Claro que, O Santo abençoa materialmente, inda nessa vida, os fiéis, mas, não é prioridade; muitos deles morrem na miséria, só terão recompensas no além. O chamamento prioritário de Cristo é das trevas, para a Luz; da perdição, para a salvação; da morte, para a vida. As circunstâncias são meros acessórios.

Ademais, quem aprender a permanecer perto de Deus, mediante obediência, intimidade, conhece Seu segredo de modo que, não mais confunde meios, com fins. “O segredo do Senhor é para aqueles que O temem; Ele lhes mostrará a sua aliança.” Sal 25;14 

Os demais, mesmo morando em igrejas, estão longe das bênçãos, infelizmente, e perto do juízo.