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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Brasil; sob o Juízo Divino

“...O seu pão comerão com receio, e água beberão com susto, pois, sua terra será despojada da abundância, por causa da violência de todos os que nela habitam.” Ez 12;19

O juízo da crise econômica por causa da crise moral, da violência que assolou a Terra de Israel, então. Cheia está a Palavra de Deus de exemplos assim, quando o desleixo para com O Santo foi punido da mesma forma.

Por Isaías disse. “A terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, quebrado a aliança eterna. Por isso a maldição consome a terra...” Is 24;5 e 6

No tempo de Ageu: “Esperastes muito, mas, eis que veio a ser pouco; esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o Senhor dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta... Por isso retém os céus sobre vós o orvalho, a terra detém os frutos. Mandei vir seca sobre a terra, sobre os montes, o trigo, o mosto, o azeite, e o que a terra produz; como também sobre os homens, o gado, e todo o trabalho das mãos.” Ag 1;9 a 11

Exemplos práticos de maldição atingindo agricultura e pecuária de então. Não sem motivo, pois, Paulo discursando aos gentios associou a produtividade normal da Terra com testemunhos do amor de Deus, disse: “Contudo, não deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.” Atos 14;17

Entretanto, a economia moderna, embora deva muito à produção primária, tem desdobramentos que, então, não tinha. Construção civil, comércio, e outros ramos da indústria que geram fontes de renda para tantos, podem sofrer seus “estios” em tempo de fartas chuvas, o desemprego.

Segundo as estatísticas oficiais chegamos à astronômica monta de 14 milhões de pessoas sem emprego, atualmente. Será isso mera contingência econômica, ou, deriva do Juízo Divino contra nosso País, por estar O Senhor descontente com ele?

Abstraindo o ranço ideológico, esquerda e direita, vejamos fatos, diretrizes governamentais tomadas nos últimos anos, pelo prisma da Lei de Deus, buscando pistas de eventual descontentamento, caso, existam.

Antes que algum apressadinho apresente frutos dos falsários disfarçados de cristãos, e há tantos, Deus tratará com cada um deles, estou olhando no aspecto governamental. Falsas igrejas são causas de maldição também; mas, como laboram pretensamente em causas espirituais, é a desertificação nessa área, geralmente, seu juízo temporal; no final, o mesmo inferno dos corruptos.

Mas, as questões legais e econômicas derivam de iniciativas governamentais, por isso, as raízes espirituais da crise devem estar nesse solo.

Pois bem, o Governo do PT, entre outras bandeiras empunhou as seguintes: “Desconstrução do padrão hetero-normativo da família”, noutras palavras: Destruição do modelo familiar desejado por Deus.

Promoção do ensino do homossexualismo no colégio, o famigerado kit gay; e a cereja nessa torta, a ideologia de gênero;

no aspecto da vida, empunhou abertamente a bandeira do aborto; dos bons costumes, liberação das drogas; no da justiça se empenhou sempre em potencializar direitos de criminosos, recusando a redução da maioridade penal, e chamando de promoção dos direitos humanos, a condescendência do Estado com bandidos. Enfim, total inversão de valores, se, tivermos a Palavra de Deus como fonte de valores dos quais devemos beber.

Dou uma banana para mantras “politicamente corretos” que se apressarão a me rotular de homofóbico, radical, fundamentalista e o escambau, dane-se! Tolerar é uma coisa fácil, eu tolero; violência a lei já coíbe contra qualquer cidadão, seja gay ou não; não carecemos leis específicas para isso. Agora o Estado promover a supressão moral como algo belo é abjeto.

São minorias; o Estado Democrático deve legislar, sobretudo, para interesse majoritário, pois, é a maioria que escolhe governantes num sistema assim.

Então, antes era corrupto também, embora, em escala menor, depois do PT segue sendo no mesmo calibre, até porque foram os petistas que elegeram quem está lá. Negam de pés juntos, mas, lhe deram 54 milhões de votos.

Em suma, passamos de uma nação que era meio indiferente a Deus e Sua Lei, para outra que resolveu combatê-lo, banir Seus valores. Como dizia Estobeu: “Termina com má fama quem quer duelar com o mais forte.”

O Brasil é um país sob o Juízo Divino; está colhendo os frutos das afrontas que semeou; e o pior ainda virá, sobretudo, para os semeadores. 

Antes que surja um babaca desses com cérebro alugado dizendo que religião e política são excludentes, ouçamos da Palavra: “Ele (Deus) muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos.” Dn 2;21

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

As pérolas e os porcos

“Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.” Prov 23;9

Notemos que o silêncio do sábio é receitado não por que seu ouvinte não o careça ouvir; antes, porque mesmo carecendo se recusaria. Pior, desprezaria os conselhos.

Mas, por que alguém abriria mão tão naturalmente de algo que precisa? Dois males costumam patrocinar atitudes assim; orgulho e presunção. Aquele prefere privar-se de um bem para não “dar o braço a torcer”, “ficar devendo favores” a outrem; nessa, mesmo sendo um ignorante de carteirinha, o sujeito presume-se sabedor das coisas; quem discordar dele, ou, tentar acrescentar mais luz, só pode estar errado. O “sábio aos próprios olhos”.

Primeiro o pensador desaconselha que tomemos esse caminho, dando às nossas parcas percepções, o status de sabedoria, de aferidoras de medida. Antes, evoca a Sabedoria Absoluta, Deus, como Alvo para saúde psíquica e intelectual. “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor, aparta-te do mal. Isto será saúde para o teu âmago e medula para os teus ossos.” Prov 3;7 e 8

Ora se temo ao Senhor, no mínimo concordo com Seus conceitos sobre bem e mal, e, escolho obedecê-lo, dado que, a isso impulsiona o devido temor.

Num segundo momento aquilata o dito “sábio”: “Tens visto o homem que é sábio aos seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele.” Prov 26;12 O sujeito ocupa um inglório lugar no pódio das luzes, pois, está abaixo dos tolos.

Ora, essa ironia que lhe rotula sábio, noutra parte é dissecada em seu vero ser, e resulta em falta de noção: “Há uma geração que é pura aos seus próprios olhos, mas, nunca foi lavada da sua imundícia. Há uma geração cujos olhos são altivos, suas pálpebras são sempre levantadas.” Prov 30;12 e 13

Aquilo que lhes parece puro, saudável, ao escrutino do Espírito não passa de imundícia. Todavia, seus hospedeiros desfilam airosos e orgulhos, olhos altivos como se estivessem em relevância, quando, se sua cegueira voluntária fosse curada se veriam apenas imundos.

Embora, ajam obtusos no intelecto, sua doença é filha da vontade rebelde. No fundo sabem onde o galo canta, como se diz, mas, escolhem “não saber” dado que o saber a virtude responsabiliza, requer praticá-la; e preferem acariciar o vício tão barato, ao esforço por essa que demanda renúncia, submissão, cruz.

Assim, no afã de salvarem seus comodismos eventuais, pervertem valores, mudam o mal em bem, ousam contra conceitos do Eterno chamando-os de preconceito; em seu porre de “liberdade” inconsequente, pensando romper as grades, robustecem-nas, tão somente condenam-se; “E, a condenação é esta: A luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz; não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas.” Jo 3;19 e 20

Notemos que O Senhor não os acusou de não poderem ver a Luz; antes, de não poderem amá-la, dado que, escolheram amar seu lado oposto, as trevas. Isso corrobora o argumento que o mal dos tais não é lapso de entendimento, antes, de vontade. Um tolo, simplesmente, alguém que não sabe ainda pode ser iluminado, ensinado; enquanto, esses presunçosos recusam, redarguem, por isso, “Há mais esperança para um tolo que para eles.”

Muitos animais bem treinados, mediante certas recompensas são capazes de fazer coisas bem “inteligentes”, como nos circos se pode ver. Contudo, esses, indômitos, mesmo que se lhes ofereça o Céu como recompensa, e a Vida Eterna de lambuja, seguem não domesticáveis, rudes, intratáveis.

Salomão mesmo em suas reflexões sobre o homem em si, divorciado do Criador o nivelara aos animais: “Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.” Ecl 3;18

Se, o homem em si, cotejado com os animais dá um inglório zero a zero, esses, parecem fora de si, abaixo da linha de pobreza moral, como que, inoculados com um tanto do ódio que o canhoto tem do Eterno.

Por isso, palavras sábias, condutoras de luz, se lhes soam como ameaça, dado que, fizeram das trevas seu dileto habitat.

Todavia, fomos criados “Imagem e Semelhança” do Criador; os que se deixam encontrar quando Ele Busca, recebem de novo vida espiritual; deixam de ser o reles homem em si, para sê-lo de novo, em Deus. Ensina-nos a pensar como Ele, a “Mente de Cristo”, e paulatinamente capacita, mediante O Espírito Santo que nos é dado, a agirmos de modo que lhe é agradável.

A Palavra de Deus diz quem Ele é;nossa reação a ela, quem somos; sejamos sábios, pois.

sábado, 12 de agosto de 2017

Ciúme, zelo, emulação...

“... o amor é forte como a morte, duro como sepultura o ciúme; suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas.” Ct 8;6

Ciúme, ou, zelo é inevitável, como a ira. Mas, torna-se mau quando fora do lugar. Paulo testificou que os judeus contemporâneos seus eram assim. “Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas, não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, procurando estabelecer sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus.” Rom 10;2 e 3

Assim, o ciúme está a serviço das obras da carne. Uma das derivações dele é a emulação. Uma espécie de rivalização, de competição, que em seu aspecto negativo recai para a inveja, desfeita; por outro lado, pode ser estímulo a buscar o mesmo; ser igual a outrem do qual nos sentimos emulados.

Paulo disse que investia em seu ministério entre gentios, esperando com isso, que alguns judeus também fossem salvos. “Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles.” Rom 11;14

Denunciou os judaizantes que transtornaram a graça do Evangelho entre os gálatas; tinham ciúmes, pois, os consideravam ovelhas suas. Não andarem as ovelhas de Cristo, como se, deles, lhes incomodava; perdiam a sensação de guias. “Eles têm zelo por vós, não como convém; mas, querem excluir-vos, para que tenhais zelo por eles. É bom ser zeloso, mas, sempre do bem; não somente quando estou presente convosco.” Gál 4;17 e 18

Essa concessão ao zelo, ou, ciúme, pois, está condicionada ao bem; o que conceituaríamos como tal, senão, a Vontade de Deus. Aliás, foi exatamente o não discernir a Santa Vontade, das coisas mundanas, que Tiago referiu como motivo de ciúmes do Espírito. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis que amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?” Tg 4;4 e 5

Ciúmes a ponto de ensejar inimizades, como dissera Salomão. “...suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas...”

Qual sentimento movera O Eterno a chover fogo sobre o sacrifício no Desafio de Elias, senão, o Santo Zelo pelo Seu Majestoso Nome que estava indignamente suplantado por fantoches de humana feitura; imagens de Baal? Por Isaías disse: “Eu sou o Senhor; este é meu nome; minha glória, pois, a outrem não darei, nem, meu louvor às imagens de escultura.” Is 42;8

Nos dias de Ezequiel a apostasia assumira proporção tal, que colocaram imagens de escultura no átrio do Templo do Senhor. Aquilo O irritava tanto que, se afastava do lugar de culto que Ele mesmo escolhera. “...levantei meus olhos para o caminho do norte, e, ao norte da porta do altar, estava esta imagem de ciúmes na entrada. Disse-me: Filho do homem, vês o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário?...” Ez 8;5 e 6

Usamos dizer: O incomodado que se mude. Pois, bem, O Eterno incomoda-se profundamente com a idolatria, não só culto às imagens como simplificam alguns. Avareza é equacionada com idolatria; adoração, bajulação de ministérios, pregadores e cantores também; tudo mais do mesmo; onde arde essa febre, O Espírito Santo se afasta, por zelo Ao Majestoso Nome de Deus.

Pois, se o homem foi projetado para a comunhão com O Santo, amando a justiça, a verdade, a retidão, dominando sobre a criação, mas, em submissão, respeitando certo limite posto, o homem assim, digo, era “Imagem e semelhança de Deus;” o que resultou após a queda, egoísta, enxerido, independente, insubmisso, infelizmente se fez a imagem e semelhança de outro, que lhe dissera: “Vós sereis como Deus; e sabereis o bem e o mal.”

Em suma, por detrás dos ídolos, de qualquer espécie, O Eterno vê a imagem do canhoto em relação promíscua com aqueles que Ele Ama; isso lhe desperta ciúmes. Por isso requer santidade dos Seus servos; Isso significa consagração, separação dos valores perversos do mundo, pela adoção dos Divinos.

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; que sociedade tem justiça com injustiça? Que comunhão, luz com trevas? Que concórdia entre Cristo e Belial? Que parte o fiel com o infiel? Que consenso, o templo de Deus com ídolos? Vós sois templo do Deus Vivo como Deus disse: Neles habitarei, entre eles andarei; serei seu Deus e eles, meu povo. Por isso saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor; não toqueis nada imundo, Eu vos receberei; serei para vós Pai, vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.” II Cor 6;14 a 18

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Adoção ou perdição

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;” Jo 1;12

Temos certo contraste entre duas situações no que tange à relação do homem com Deus. O inimigo dissera: “Comam do fruto proibido, desobedeçam, sereis como Deus.” Porém, mediante João temos: “Recebam ao Senhor e Salvador; sereis, de novo, filhos de Deus”.

Não dá para negar que o último convite é bem mais módico que o primeiro; ser como Deus seria muito maior que ser filho. A diferença entre ambos, contudo, é que um é mentira. Aqueles que aceitaram a pretensão maligna de ser como Deus, na verdade, tornaram-se como o diabo, caídos, propensos ao mal, destituídos da Glória de Deus. E as consequências da escolha incidiram sobre toda a humanidade.

O inimigo usa projetar seus anseios desorientados sobre inocentes úteis, incautos manipulados por ele. Ora, no que era possível os humanos serem como Deus, Seus atributos comunicáveis, já o eram; “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”, fora o projeto. O fato novo proposto foi a autonomia, a independência. Não consta que fosse uma carência nos corações do primeiro casal essa prerrogativa. Quem sonhava ser como Deus era o canhoto, que, pela omissão inoculou neles um mal que era estritamente seu.

Desde então, que o egoísmo autônomo entrou em cena, o poder passou a ser pervertido no seu real significado. Deixou de ser uma responsabilidade para ser um privilégio. Se, quero dar a mim mesmo grandezas que desejo, e, posso fazer isso, faço; as únicas consequências que me importam são a minha satisfação, pensaria um egoísta em seu estado “puro”.

Salomão que governou um vasto e portentoso reino não via o poder como algo tão vantajoso assim, disse: “Tudo isto vi quando apliquei meu coração a toda a obra que se faz debaixo do sol; tempo há em que um homem tem domínio sobre outro homem, para desgraça sua.” Ecl 8;9

Pois, pensava ele, tendo autoridade sobre outrem sem tê-la sobre si mesmo, sobre o próprio espírito, o exercício desse poderio seria mal fadado. Antevia, por certo, o momento em que um poder superior faria a chamada, a morte; pois, dissera: “Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para retê-lo; tampouco, tem poder sobre o dia da morte; como também não há licença nesta peleja; nem, a impiedade livrará aos ímpios.” V 8

Nossos políticos são belos exemplos de poder sobre meios, pessoas, e servidão íntima às próprias concupiscências desordenadas. O país sai às ruas em demanda de enxugamento da máquina, moralização, fim de privilégios, ética, etc. e eles, vão de um lado para outro, locomovem-se numa cadeia de conchavos para encenar que nos estão representando, quando, representam apenas o insano anelo de perpetuarem privilégios.

Sua “Reforma Política” basicamente consiste em aumentar verbas de campanha, meio usado para, enganando incautos, manter ladrões disfarçados de representantes; o verniz que os maquia, pois, deve ser pago por nós.

Porém, voltando, ser filho de Deus não é a ordem natural das coisas como devaneiam incautos falando de boca cheia: “Deus é Pai, não é padrasto; também sou filho de Deus”. Não é bem assim. Aos que recebem a Cristo como Senhor, Aquele que Governa, O terão também como Salvador; Aquele que faculta adoção de filhos.

A situação nossa, pecadores, perante Deus, é como a do filho pródigo em seu retorno, depois de desperdiçar tudo. “direi ao meu pai, - pensava – não sou digno de ser chamado teu filho, faz-me como um dos teus servos.” Quem chegar ante O Pai, nesse espírito será recebido como filho; senão, nada feito.

Pois, ser filho requer certo poder que não temos; carecemos auxílio do Espírito Santo para nos comportarmos como tais. Como vimos acima, poder é dever, responsabilidade; O Eterno despertou certos alienados que se Jactavam de qualquer maneira. “O filho honra ao pai, o servo ao seu senhor; se Sou Pai, onde está minha honra? E, se Sou Senhor, onde está o meu temor? diz o Senhor dos Exércitos...” Mal 1;6

Paulo lamentou a sina do pecador pela falta de poder sobre o pecado; “Porque não faço o bem que quero, mas, o mal que não quero faço. Ora, se faço o que não quero já não faço eu, mas, o pecado que habita em mim.” Rom 7;19 e 20
O que podemos estimulados pela Palavra e convencidos pelo Espírito Santo é uma escolha mera entre o salário do pecado que nos mantém “como Deus”; ou, o Dom de Cristo, que adota por filhos. Façam suas escolhas. “Porque o salário do pecado é a morte, mas, o dom gratuito de Deus, vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

As varas

"Será que a vara do homem que eu tiver escolhido florescerá; assim farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós... Torna a pôr a vara de Arão perante o testemunho, para que se guarde por sinal para os filhos rebeldes; assim farás acabar as suas murmurações contra mim e não morrerão.” Núm 17;5 e 10

Algumas coisas chamam atenção nesse incidente de confirmação por parte do Senhor, da escolha de Aarão para o sacerdócio. As murmurações contra os escolhidos pelo Senhor era o mesmo que murmurar contra Ele; disse: “...murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós...” Isso deve ser entendido em seu contexto; nem de longe patrocina a pretensa “Ungidolatria” de certos safardanas sem frutos, probidade, aos quais, mera crítica doutrinária já os força a se esconder atrás do biombo de intocáveis “ungidos do Senhor”.

Há pessoas idôneas escolhidas e capacitadas para determinados ministérios; mas, não são intocáveis. Elas podem padecer “fome e sede de justiça”, sendo caluniadas, perseguidas; ou, se parecer bem Ao Santo pelejar por honrar Suas Escolhas, será sempre iniciativa Soberana Dele, não, fruto de melindres carnais de gente que anela o aplauso humano.

Contudo, volvendo ao princípio, tivemos um juízo em misericórdia, para evitar outro em ira. Digo; confirmação sobrenatural da Divina Escolha, para que não fosse necessário punir exemplar e cabalmente aos rebeldes; “...assim farás acabar suas murmurações contra mim e não morrerão.”

Então, o primeiro julgamento se ateve a dissipar eventuais brumas entre verdade e mentira; entre vontade humana e Divina. Deus sofreu a desonra humilhante de ter que provar algo. O Fez espetacularmente. Se, ainda assim persistissem murmurando, restaria apenas Sua Ira, a morte dos rebeldes.

A Missão de Cristo, em seu contexto é como o primeiro juízo; uma separação entre luz e trevas, entre verdade e mentira. Sua Vitória sobre a morte confirmada de modo sobrenatural. Como foi então, uma vara morta receber o dom de florescer e frutificar, foi o aponte do Eterno sobre O Caminho da Salvação; Sua Doutrina, as placas que orientam a caminhada.

A reação a Ele não foi das melhores, contudo: João diz: “A luz resplandeceu nas trevas, e as trevas não a compreenderam.” Jo 1;5

Na verdade, o que João atribuiu a um lapso de compreensão em relação à Luz, Cristo, o Próprio, definiu como lapso afetivo, incapacidade de amar; “...a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz; não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas. Mas, quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.” Jo 3;19 a 21

O fato que, pecadores indo ao Senhor, seus feitos deparam com reprovação, tem sido um jugo insuportável para aqueles, cujo amor próprio se tornou um ídolo; patrocinador de uma presunção tal, que torna seus hospedeiros incorrigíveis, fadados à ira por recusarem implicações necessárias pra receber a Misericórdia Divina; arrependimento, confissão, e abandono gradativo do pecado.

Do seu modo são como os murmuradores aqueles, que acusaram Moisés de nepotismo; Deus fez manifesta Sua Vontade, a Vara escolhida floresceu e frutificou, mas, os rebeldes seguem murmurando, dizendo que foi “golpe”, digo, fraude. Conhecemos gente assim, não é? Nem uma muralha de argumentos factuais, lógicos, detém aos indômitos touros das paixões desorientadas.

Pois bem, Dado que É a Vida, O Salvador está mui distante de ser uma vara morta; antes, se apresenta como a Planta Dileta do Pai: “Eu sou a videira verdadeira, meu Pai É o Lavrador.” Jo 15;1 Nós, de certa forma éramos apenas varas mortas, mas, Sua Vida Sobrenatural derramada na cruz em nosso favor, nos permite nascer de novo.

Todavia, alguns estacionam na conversão achando que ela é o fim, o alvo do Lavrador; não. Sua Meta são frutos; nós, as varas enxertadas em Cristo, os meios pelos quais, os mesmos devem ser produzidos. Senão, seremos varas inúteis, descartadas na poda. “Toda a vara em mim, que não dá fruto, tira; limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais ainda.” V 2

Então, cada vez que a Doutrina do Senhor nos ilumina, corrige, vejamos como um juízo eventual, temporário, uma manifestação do Divino cuidado, para nos livrar daquele julgamento que será o final.

Tendo isso em mente, Paulo advertiu aos irmãos sobre a seriedade de sermos ramos na Videira Santa: “Porque, se nós julgássemos nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.” I Cor 11;31 e 32

sábado, 5 de agosto de 2017

O juízo desde já

“Também o Pai a ninguém julga, mas, deu ao Filho todo juízo... Deu-lhe poder de exercer o juízo, porque é O Filho do Homem.” Jo 5;22 e 27
A necessidade da encarnação de Jesus, aos olhos da Divina Justiça, algo que nem sempre foi bem compreendida. Para Deus é necessário que um Homem julgue a humanidade. Assim, o juízo é uma pasta do “Filho do Homem”.

Isso evitaria, talvez, eventual queixa de um condenado que diria: Deus é injusto ao nos condenar, pois, sendo Ele espírito, não sabe o que passamos num corpo de carne inclinado ao mal.

Então, “O Verbo se fez carne e habitou entre nós.” Quanto ao sofrimento, quem rivaliza com Ele? “Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas, tomou a descendência de Abraão. Pois, convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.” Heb 2;16 a 18

Assim, além do prisma jurídico, Sua encarnação O colocou no âmbito da empatia; identificação com nossas dores, por tê-las vivido também, em escala superlativa.

Não que seja Homem estritamente, Ele mesmo disse: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”. Porém, funcionalmente se fez como nós, para, reduzido às nossas limitações demonstrar cabalmente que é possível vencer ao pecado; se, não para nós em nossa condição caída, para nossos pais que herdaram ao paraíso, era. Mas, “... pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem abundância da graça, do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos para condenação, também, por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” Rom 5;17 e 18

Entretanto, graça não equivale a ter carta branca para pecar, antes, nos conduz a um compromisso de fidelidade para com Quem, graciosamente nos resgatou. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa, e piamente.” Tt 2;11 e 12

Se, pensamos em Cristo como, O Juiz, e Ele É, O imaginamos condenando os maus; mas, o ensino Bíblico O mostra salvando os maus arrependidos, pois, o juízo se deu por ocasião da queda, quando, toda espécie se perdeu. “Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido.” Mat 18;11

Cada um ao qual Sua Palavra é apresentada querendo ou não está num tribunal. Ou, apresenta provas de sua inocência, (Quem o pode?) ou, arrepende-se e roga perdão. Pois, se, formalmente o julgamento será “no último dia”, pra efeitos práticos se dá durante nossas vidas, quando ouvimos a mensagem que Salva. “Quem rejeitar a mim, não receber minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado o há de julgar no último dia.” Jo 12;48

Reitero, o juízo do último dia será apenas a formalização oficial de nosso juízo que, opta pela salvação ou pela perdição quando, como Pilatos recebe Jesus para Julgar. Aquele O recebeu fisicamente; nós, em espírito, pela Sua Palavra. “Quem crer e for batizado será salvo; mas, quem não crer será condenado.” Mc 16;16

Não O julgamos como réu, antes, como digno de crédito, ou não. A opção de não crer equivale à blasfêmia de chamá-lO mentiroso. “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.” I Jo 5;10

Em Suma, no juízo celeste está Ele como Juiz e testemunha; A Palavra; no Terreno, como água que purifica; a mesma Palavra, e Sangue que Redime; Sua vida Imaculada. “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; estes três são um. Três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue; estes três concordam num.” I Jo 5;7 e 8

Se, Ele se fez Homem, pra se identificar com nossas fraquezas, além do resgate, nos dá O Bendito Espírito Santo, para que nos identifiquemos com Seu caráter; a santificação. A regeneração da “Imagem e Semelhança” perdida na queda. Por isso: “Sede santos porque Eu Sou Santo”.

Não se trata de uma opção dos crentes que quiserem maior intimidade. É a coisa indispensável, se, queremos ser salvos; finalmente, agradecer face a face, Nosso Bendito Salvador. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual, ninguém verá o Senhor;” Heb 12;14

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A corrupção que balança o berço

“... Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.” Jo 5;7

Sem entrar no mérito se as águas de Betesda eram medicinais, se, havia ali um poder milagroso, ou, era superstição, o que chama atenção desse verso é um mal que assola a humanidade: Competição. “enquanto vou, desce outro antes de mim...”

Diz certo ditado, “Quem chega primeiro bebe água limpa”, nossa meta parece ser essa: Chegar antes. Ora, se nas competições esportivas é um aspecto normal, desejável, uma vez que corroboraria a excelência do trabalho bem feito, do exercício dos dons naturais, numa visão filosófica, espiritual, da vida, é insano.

Anteontem, 02 de agosto de 2017, o treinador Abel Braga que perdera seu filho há menos de uma semana, num acidente doméstico, foi aplaudido de pé por toda a torcida adversária, do Sport Recife, que recebia para enfrentar o seu time, o Fluminense.

Uma forma de dizer: Nas questões esportivas queremos vencer você; tudo faremos dentro das regras do jogo para isso; mas, em assuntos de vida, lhes somos solidários, receba nosso apoio. Foi um gesto emocionante, lindo. Deveríamos aprender algo com ele.

Contudo, o mal fadado egoísmo tem dado as cartas, infelizmente, no doentio jogo da vida. O que é a famigerada corrupção, senão, o meio ilícito mais comum de chegar antes, de uma visão egoísta, perversa, da vida, onde um dever para com todos acaba vencido por um “direito” bastardo de usufruir do Erário em causa própria?

Quantos milhões de vítimas nas intermináveis filas de parco atendimento hospitalar por falta de meios, recursos, poderiam dizer como o aleijado aquele. Há muito espero ser atendido, mas, quando vou, vai outro antes de mim, o corrupto.

Nosso pais mercê desses larápios pluripartidários tornou-se como o deficiente aquele, que, se a letra do seu Hino diz, “Deitado eternamente em berço esplêndido”, a realidade insiste em mostrar deitado mendicante em catre pútrido, pelo grassar do intenso estio de valores que acentua, cada dia, nosso deserto moral.

A cada quatro anos as águas são agitadas; digo, surge a oportunidade de um impulso que levantaria o Gigante; quiçá, ao menos a cabeça, apoiando-se nos cotovelos para olhar de outro plano a dura realidade circunstante. Mas, o bichão segue deitado, pilotado por biltres manipuladores, que se apressam a mergulhar servindo-se, invés, do nobre fim de servir.

Infelizmente a formação de bons valores, desde a base, a família, sistema educacional, entretenimento social, a programação televisiva, sobretudo, tem sido relapso no ensino dos deveres, e pródigo no fomento dos direitos. Aí, quando vemos um Congresso Nacional, Executivo, e Judiciário apodrecidos, salvas, raríssimas exceções, infelizmente, vemos o retrato fiel de nossa sociedade; nós os colocamos lá; tem gente que inda é viúva de defenestrados eventuais, de bandidos de estimação.

Aí vem um grupelho de artistas, também corruptos, pois, querem mamar no Erário pelas tetas fartas da fatídica Lei Rouanet, querendo cooptar a sociedade e exigir novo impeachment, achando que são nossos mentores, estrelas plenas de luz própria capazes de nos dizer o que pensar, vão se catar!

Sua “arte” na imensa maioria não passa de glamurização do vício, normatização da pornografia em horário nobre, portanto ativos agentes deletérios de bons valores, que agora se presumem agentes de uma assepsia na ferida de Brasília? Não têm espelho? Curem-se primeiro de seus egoísmos, depois, ajudem na cura do país, hipócritas.

Sempre foi assim como o crápula do Temer está fazendo; quem tem a caneta e as chaves do cofre compra os venais de plantão com nosso dinheiro. Os que ontem compraram, no Mensalão, Petrolão, no anti impeachment, posam de éticos da vez atacando a vício, não por amor à virtude, mas, por inveja; por desejar alimentar o vício próprio invés de ver outro alimentando o dele. Que nojo dessa gente!

Trocas lá em cima seria o famoso seis por meia dúzia; eleições agora seria contra a lei; o jeito é sofrer um ano ainda; até lá tratarmos nossos neurônios, deixarmos de ser torcedores de quem nos rouba para sermos cidadãos conscientes, empregadores de servidores públicos, não reféns de carismáticos sem caráter.

A parcela minoritária de cidadãos valorosos tipifica aquela punção impotente do deficiente que queria ir buscar cura ao agito das águas, mas, a maioria, os apaixonados por siglas, bandeiras, vai antes, busca seu fomento egoísta e o doente segue esquecido, impotente.

Um dia, espero, chegaremos a um nível de consciência tal, que possamos dizer como O Senhor: “Levanta, toma teu leito e anda.” Por enquanto, não crescemos o bastante; malgrado o gigantismo, inda estamos no “berço”, e o interesse egoísta e amoral tem sido a mão que o balança.

domingo, 30 de julho de 2017

Profeta; O Coração de Deus

“Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que profetizam; dize aos que só profetizam do seu coração: Ouvi a palavra do Senhor;” Ez 13;2

Profeta é alguém que fala em nome de outrem, no caso dos verdadeiros, do Senhor; comissionados por Ele. Assim, não decide quando vai falar, tampouco, o quê; antes, depende do Espírito de Deus que move seus passos e até, suas esperas.
Ezequiel estava denunciando os imitadores, os falsos.

Interessante que, não sendo de Deus, necessariamente faziam a obra da oposição; contudo, não diz que eram inspirados pelo inimigo, antes, pelo próprio coração. Coração deve ser entendido como a essência da personalidade, conjunto dos desejos, sentimentos e mentalidade de alguém.

Assim, embora pareça meritório quando alguém afirma fazer algo de todo coração, não sendo um coração regenerado, ainda é um doente terminal. Mediante Jeremias O Senhor disse: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, perverso; quem o conhecerá? Eu, O Senhor, esquadrinho o coração, provo os rins; isto para dar a cada um segundo seus caminhos, segundo o fruto das suas ações.” Jr 17;9 e 10

Notemos que antes de galardoar às obras O Senhor pesa os motivos; sonda o coração. A coisa certa com intenção errada também é má.

O Salvador avançou mais; “Porque do coração procedem maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” Mat 15;19 Reitero, querer ou fazer, algo de todo coração não é nenhum “Selo do Inmetro” nenhuma garantia; depende do coração em questão.

Esse foi o imenso estrago da queda; o casal incauto que creu na promessa majestosa, “sereis como Deus” caiu e arrastou sua descendência a um estado tal, que não carece esforço para alinhar-se ao inimigo. Basta voarmos nas asas do nosso próprio coração caído, e, seremos como o diabo.

O Senhor em Sua Onisciência e Misericórdia prometeu tratar disso mediante o mesmo Ezequiel: “Então aspergirei água pura sobre vós e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei um coração novo, porei dentro de vós um espírito novo; tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito, farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” Ez 36;25 a 27

Notemos que antes da “cirurgia” temos a assepsia da ferida; “água pura sobre vós...” depois o transplante do novo coração, que passaria a funcionar com outros ares em comunicação com o “Pulmão” do Espírito Santo. Água pura, sabemos, figura da Doutrina de Cristo, que lava, regenera; Malaquias falando Dele disse: “Porque ele será como o fogo do ourives, como o sabão dos lavadeiros.” Mal 3;2

Só pela ação do Espírito Santo em nós, somos capacitados a ir paulatinamente trocando nosso modo de pensar e sentir pelo Divino, o Coração de Deus. “Deixe o ímpio o seu caminho, o homem maligno seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos os meus, diz o Senhor.” Is 55;7 e 8

E, para não termos coração duplo como disse Tiago, precisamos sacrificar o velho, para que o novo tenha todo o espaço; Paulo definiu essa escolha como a razão espiritual, disse: “...apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. Não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rom 12; 1 e 2

O “sacrifício vivo” equivale à negação de nossa vontade natural, aquela que assemelha ao inimigo, para sermos paulatinamente impregnados da Vontade Divina. Os que ousam dar esse passo podem ser chamados, como Davi, homens segundo o Coração de Deus. Ou, como disse Paulo, têm “a Mente de Cristo”.

Tais, caso desejem falar das coisas espirituais certamente o farão como veros profetas; será o Coração de Deus, não o seu, a fonte de Suas Palavras. “...todas minhas fontes estão em ti.” Sal 87;7

Enfim, para ser falso profeta a serviço do capiroto basta “dar boca pro gateado” como dizem os gaúchos, para ser profeta do Senhor carecemos conversão, mudança de sentir e pensar, novo coração segundo Deus, e, sobretudo, o consórcio do Bendito Espírito Santo em nossos ministérios.

Distinguindo falsos dos verdadeiros o Senhor usou duas figuras interessantes; palha e trigo. Enquanto uns serviriam apenas ao fogo, outros seriam fontes de alimento espiritual. Quem tem intimidade com o “Pão Vivo que desceu dos Céus” tem paladar assaz apurado, de longe discerne as coisas geradas em corações de palha.

sábado, 29 de julho de 2017

Fuga impossível

“Ah, se soubesse onde o poderia achar! (a Deus) Então, me chegaria ao seu tribunal.” Jó 23;3

A ordem natural é o homem pecador querer distância do Eterno. Tentar se esconder; ainda que não seja possível constrói um biombo de auto-engano e refugia-se nele. “Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não veja? diz o Senhor. Porventura não encho os céus e a terra?” Jr 23;24

Uma vez que somos necessariamente nascidos da carne carecemos novo relacionamento, espiritual. “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois, não é sujeita à lei de Deus, nem, pode ser.” Rom 8;7

Desse modo, contrariando a tendência fugitiva Jó desejava uma audiência. Invés de ouvir Sua Voz e se esconder como fizera Adão, queria defender-se. Aliás, afirmou expressamente ter feito diferente daquele: “Se, como Adão, encobri minhas transgressões, ocultando meu delito no meu seio;” Cap 31;33 Vemos que sua confiança não era filha da pretensão de não ter pecados; antes, de os não ter escondido, mas, confessado ao Senhor.

Ainda que sejamos pecadores, um bom andar, a preservação da boa consciência, invés de medo nos enseja paz com Deus. “Amados, se nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus;” I Jo 3;21

Coração aqui é sinônimo de consciência, aquela voz interna que denuncia quando erramos e silencia diante de passos retos. Essa pureza interior, diferente da justificação meramente formal do sacerdócio antigo, que compensava pecados com sacrifícios, sem estar, necessariamente, contrito, arrependido, a purificação da consciência; digo, é a excelência superior do Sangue de Cristo. 

Lava por dentro, não apenas exteriormente. “Porque, se o sangue dos touros e bodes, a cinza de uma novilha esparzida sobre imundos os santifica, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” He 9;13 e 14

Purificados para servir. Bem na contramão dos pregadores festeiros que acariciam ímpios para que ofertem em troca de bênçãos materiais; sequer tocam no doloroso tema da santificação. Tiago denunciou a impureza da ambiguidade, que anseia relacionamento com Deus e o mundo ao mesmo tempo, disse: “Chegai-vos a Deus, Ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; vós de duplo ânimo, purificai os corações.” Tg 4;8

Existe grande diferença entre o temor do Senhor, preceituado como necessário, e medo. Aquele é profunda reverência pela Pessoa Bendita do Eterno, zelo para não feri-lo em Sua Honra e Dignidade, pelo Nome e a Excelsa Majestade do Todo Poderoso; esse, o medo, é só isso mesmo; subproduto da desobediência, incapacidade de buscar reconciliação mediante arrependimento, fuga inglória, impossível.

É o Temor, sabedor que Deus É “Tão puro de olhos que não pode contemplar o mal” como disse Habacuque, que nos exorta à devida purificação. “Qualquer que nele tem esta esperança purifica-se, como também Ele é puro.” I Jo 3;3

Sabedores que não existe fuga geográfica possível, pecadores contumazes inventam meios, igualmente impossíveis, mas, que logram certa eficácia no escopo da apreciação humana. Esses são os hipócritas, que, cientes, no fundo, que desagradam ao Santo, fazem sua encenação aos olhos humanos tentando cooptar a aprovação da opinião pública.

Os superficiais apreços humanos empalidecem ante a ciência do Eterno. “...porque o Senhor não vê como vê o homem, pois, o homem vê o que está diante dos olhos, porém, o Senhor olha para o coração.” I Sam 16;7

Se, todos somos necessariamente nascidos da carne, só os convertidos que recebem ao Senhor Jesus são, também, nascidos do Espírito. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas, de Deus.” Jo 1;12 e 13

Essa balela genérica que se ouve alhures, tipo, também sou filho de Deus padece falta de amparo Bíblico. Todos são criaturas; só os que “Nascem de novo” recebem adoção de filhos; os demais seguem sendo fugitivos. Até filhos podem ser fujões eventuais, quando erram e recusam buscar perdão mediante arrependimento. Judas errou e decidiu “consertar” as coisas do seu jeito, suicidou-se.

Enfim, embora nos falte a integridade de Jó busquemos a Deus. Na verdade, Ele nos busca, apenas, deixemo-nos encontrar; demos boas vindas ao Salvador. Ele diz: “Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber minhas palavras.” Prov 1;23

Diz mais: “Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá. Mas, o que me der ouvidos habitará em segurança, estará livre do temor do mal.” VS 32 e 33

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Vida; o melhor dos "Melhores"

“Melhor é a mágoa que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.” Ecl 7;3

Ao principiarmos nossa investigação sobre o melhor, precisamos considerar dois aspectos. Ora, resulta em face das sensações, ora, das consequências. O melhor no aspecto sensorial tem a ver com seu aspecto aprazível, agradável, o gozo que produz. O melhor visando o produto relaciona-se com o resultado a que leva; malgrado, o caminho nem sempre seja aprazível.

Por exemplo: Imaginemos uma criança enferma cuja medicação necessária é uma injeção. Se, alguém lhe perguntasse o que preferiria, uma barra de chocolate, ou, uma injeção, óbvio que seu melhor, sua escolha seria doce, não, dolorida. Contudo, na meta da restauração da saúde, o melhor seria o remédio. Assim, distinguimos o melhor segundo a sensação do outro, segundo as consequências.

Óbvio que é desse último que fala Salomão, pois, a mágoa, o choro não são sensações agradáveis, coisas que buscamos; entretanto, - ensina - isso “faz melhor o coração.” Desse modo, a opção pela coisa certa, malgrado, as sensações envolvidas acaba sendo o fator que adjetiva aos próprios agentes da busca. “O coração dos sábios está na casa do luto, mas, o dos tolos na casa da alegria.” V 4

Isso posto resulta necessária a conclusão que, não devemos aquilatar o valor de um caminho pelo caminho em si; antes, pelo objetivo ao qual leva. 

Falando da salvação que veio trazer, O Salvador apresentou Seu caminho como pior; o mais difícil. Porém, esse conduz à vida, enquanto o alternativo, à perdição. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, espaçoso o caminho que conduz à perdição; muitos são os que entram por ela; porque estreita é a porta, apertado o caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem.” Mat 7;13 e 14
Um filósofo disse: “Para dominar as multidões basta conhecer as paixões humanas, certo talento e uma boa dose de mentira.” Infelizmente ele estava certo.

Uma das paixões humanas mais latentes é o comodismo, o menor esforço, quiçá, nenhum, para conseguir saciar seus desejos desorientados. Pra constatar isso não precisamos de um tratado filosófico, uma análise antropológica profunda e tal; basta olhar nas filas lotéricas, sobretudo, em tempos de prêmios acumulados para ver o crepitar vívido do fogo dessa paixão.

Então, pregadores resolveram dizer à nossa criança do exemplo, que descobriram um chocolate medicinal; que além de servir sua doçura ainda cura o mal que assola a infeliz. Não precisa do medicamento doloroso; pode resgatar sua vida e o prazer ao mesmo tempo. Claro que essa “posologia” é a “boa dose de mentira” prescrita; mas, a “criança” não se importa, uma vez que gosta do “remédio”.

Traduzindo; refiro-me aos pregadores que acenam com salvação sem conversão; perdão sem arrependimento; cristianismo sem Cristo; prosperidade sem frutos, Evangelho sem Cruz. Pujantes estão as filas lotéricas, digo, as “igrejas” onde essas formas doces de assassinato são ministradas.

Watchman Nee disse com acerto que muitos fazem de seus ministérios um meio de ensinar viver melhor, pessoas que necessitam com urgência aprender a morrer melhor. Invés de encorajar a busca pelo fomento das paixões doentias deveriam desafiá-los a negarem-nas, na cruz.

As borboletas, cumprido seu tempo para voar exibem a beleza das asas, não o casulo, esse fica para trás. Mas, as pessoas de visão embaçada pelas paixões materiais gastam suas vidas para ficarem ricas; as que conseguem deixam tudo ao partir; chegam perante O Eterno na mais miserável indigência; descobrem tardiamente a essência do “ouro de tolo”.

Entretanto, as diretrizes para o que tem valor estão ao alcance de todos; “Aceitai minha correção, não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido. Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela. Eu amo aos que me amam; os que cedo me buscarem, me acharão. Riquezas e honra estão comigo; assim como bens duráveis e justiça.” Prov 8;10, 11, 17 e 18

O mesmo Salomão disse mais: “Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas, a excelência do conhecimento é que sabedoria dá vida ao seu possuidor.” Ecl 7;12

Assim como o conserto do telhado se faz em dias de tempo bom, o homem prudente não deveria precisar de um velório, um ambiente triste para meditar nos objetivos da vida; Poderia fazer sem dor.

Contudo, se o fizer mesmo num evento assim, poderá, como fez O Senhor na Cruz, da morte tirar vida. “...quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna; não entrará em condenação, mas, passou da morte para a vida.” Jo 5;24

quinta-feira, 27 de julho de 2017

X-Men e o individualismo

“Meu é o conselho, a verdadeira sabedoria; eu (a sabedoria) sou entendimento; minha é a fortaleza.” Prov 8;14

Indivíduo, como o nome sugere é algo ímpar, indivisível; a plena integridade psíquica fisiológica e espiritual de alguém. Essa imparidade é tal, que num espectro de sete bilhões não existem dois exatamente iguais.

Individualismo, contudo, é algo que pode ser dividido; digo, como se trata de um sistema comportamental pode ser adotado por muitos; embora seja nocivo e incoerente é o modo de vida dessa geração.

A suposta interação saudável das redes sociais, na maioria dos casos é hipocrisia. As pessoas não buscam amigos, buscam adoradores. Temos carta branca para bajulação, puxa-saquismo e atitudes afins; mas, ousemos algum conselho se nos parece que alguém erra, mesmo que de modo cordial; presto veremos que nossos brandos “amigos virtuais” escondiam as garras do Wolverine.

Em poucos dias fui excluído por duas que tentei ajudar; minha prancha não se equilibra bem nas ondas barrentas da hipocrisia.

Seguido deparo com inquilinos da “filosofia” individualista; “Pague minhas contas antes de se meter em minha vida”; “Devo ter Alzheimer, não lembro de ter pedido tua opinião.” Isso e outros mimos semelhantes. Muitas coisas são incoerentes, outras, impossíveis de praticar.

Certa vez, o assunto era homossexualismo, lembro que o Faustão disse mais ou menos o seguinte: “O negócio é o seguinte; ninguém tem nada com a vida do outro, cada qual sabe de si e não dá palpites nas atitudes alheias.” Foi ovacionado. Ora, do seu jeito tosco, truculento, disse como todo mundo deve ser, enquanto defendia contraditoriamente, que ninguém tem nada com a vida do outro. Assim, destruiu a casa que edificou na mesma frase. Foi aplaudido porque amebas não pensam; deveria ter sido vaiado, por insensato.

De igual modo alguém adicionar a outrem nas redes sociais, mas, permitir apenas elogios, curtidas; se, for além disso o exclui. Ora, o imbecil de plantão que supõe não precisar de ninguém, faça breve reflexão no curso de um dia apenas. Perceberá de quanto precisa. Ora, precisa de uma informação, de espaço, de atenção, de socorro, de conselho, companhia, etc. Mas, no egoísmo atual, decidimos precisar apenas do que gostamos. 

O individualismo faz do próprio umbigo um sol; das pessoas, meros planetas sem luz própria que orbitam ao nosso sistema umbilical.

Claro que há os palpiteiros gratuitos, enxeridos que ninguém gosta. Gente que descuida a própria vida e pretende gerir à alheia. Tais são réprobos, mas, a generalização é estúpida.

Por isso a Bíblia faz distinção entre sábios e tolos. “Açoita o escarnecedor, o simples tomará aviso; repreende ao entendido, e aprenderá conhecimento.” Prov 19;25 A um são necessários açoites; a outro, mera repreensão basta. Para esses últimos, o conselho não é uma intromissão; “Como as águas profundas é o conselho no coração do homem; mas, o homem de inteligência o trará para fora.” Cap 20;5

Contudo, os piores palpiteiros são os palpiteiros espirituais que, presumem-se mensageiros de Deus, mas, invés de reverberarem Sua Palavra, dão opiniões divorciadas da Bíblia. Um pregador autêntico não fala de Deus; entrega-se ao Senhor para que Ele fale segundo Deseja. Os palpiteiros trazem seus vasos com rótulos de Céu, e conteúdos de Terra. Às vezes gente que fugiu de uma chamada ministerial, e tenta “compensar” o lapso com carne.

Deus não proíbe ninguém de dar palpites nas Suas coisas, mas, eventualmente denuncia aos enxeridos: “Não mandei esses profetas, contudo, foram correndo; não lhes falei, mas, profetizaram. Se tivessem estado no meu conselho, então teriam feito o meu povo ouvir minhas palavras, e o teriam feito voltar do seu mau caminho, da maldade das suas ações.” Jr 23;21 e 22

Vemos que, militarmos segundo A Palavra de Deus não nos faz simpáticos, uma vez que denuncia o mal. Ninguém pediu meus conselhos, eu sei; mas, Aquele que é Senhor do Universo, ordenou que se anuncie Sua Palavra a toda criatura.

Na maioria dos casos somos arranhados pelas garras afiadas dos “X-Men” do individualismo; mas, mesmo assim, é preciso que quem recebeu dons espirituais frutifique laborando na Causa do Eterno.

Enfim, há incômodos causados por pessoas sem noção; podemos evitar esses, eventualmente; contudo, os que mais nos incomodam são aqueles cujas causas estão em nós.

Esses, não apenas incomodam, antes, condenam. “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas.” Jo 3;19 e 20

“Os arrogantes são como os balões: basta uma picadela de sátira ou de dor para dar cabo deles.” Madame de Stael

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Violência; perto do fim

“...o homem violento terá fim; a destruição é desfeita; os opressores são consumidos sobre a terra. Porque o trono se firmará em benignidade; sobre ele no tabernáculo de Davi se assentará em verdade um que julgue, busque o juízo; se apresse a fazer justiça.” Is 16;4 e 5

Segundo o Gênesis o Dilúvio foi porque a humanidade se enchera de violência. Isaías estava vaticinando o fim da mesma atrelada a certo Trono vindouro, onde se assentaria Um que se apressaria em fazer justiça. Óbvio que se trata de Jesus Cristo.

Contudo, como a violência teria fim, se, foram justo, homens violentos que assassinaram ao Rei sem motivo? O supra-sumo da violência, o máximo que pode conseguir é matar sua vítima; inda que, possa fazer isso com certos requintes. Tendo O Rei vencido a morte, quais alvos lhe restaram?

Ainda atua usando a cegueira doentia dos que apaixonadamente domina; entretanto, sua eficácia foi desacreditada de modo cabal, no espectro das coisas que permanecem. Somos instados a sofrê-la pacientemente, se, necessário; cientes que nossos algozes terão a justa ceifa do seu plantio. “Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e fé dos santos.” Apoc 13;10

O antídoto proposto para ela foi a justiça, que, no devido tempo vai erradicá-la de uma vez por todas. Assim, mesmo o juízo sendo violento como foi o dilúvio, será apenas o reflexo das ações contra os agentes.

Contudo, violência não se restringe à imposição física; seu potencial é multifacetado. Mercadejar com promessas falsas é uma forma de violência como fez satanás; “Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei profanado do monte de Deus; te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas.” Ez 28;16

No modo de falar dos perversos há violência “Bênçãos há sobre a cabeça do justo, mas, violência cobre a boca dos perversos.” Prov 10;6 Falsos profetas que faziam parecer distante o juízo eram patrocinadores dela; “Ó vós que afastais o dia mau, e fazeis chegar o assento da violência.” Am 6;3 Qualquer tipo de violação; heresias são violências contra a sã doutrina.

Na verdade, os filósofos consideravam até as paixões carnais violentas. “A velhice é um estado de repouso e de liberdade no que respeita aos sentidos. Quando a violência das paixões se relaxa e o seu ardor arrefece, ficamos libertos de uma multidão de furiosos tiranos.” Platão

Contudo, se aos semeadores de violências o juízo necessariamente será violento, aos que querem ser submissos ao Rei Manso e Humilde, é suficiente a inefável, injusta violência sofrida por Ele na cruz; a nós é proposta uma “crucificação” espiritual, onde a mortificação das más inclinações capacitada pelo Espírito Santo é a violência que basta; nossa cruz. “...Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas, sim pelo meu Espírito, diz O Senhor dos Exércitos.” Zac 4;6

Como foi então, no contexto da reconstrução do templo é depois do advento o Rei, nas vidas dos que recebem a salvação. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, da vontade da carne, nem, do homem, mas, de Deus.” Jo 1;12 e 13

Não significa, contudo, que não venhamos a sofrer violências; se não são necessárias para efeito de salvação, são permitidas pelo fato do mundo ainda jazer no maligno, e os agentes desse terem permissão para agir como desejam.

O Reino pacífico do Messias inda é parcial; a violência cobre a Terra. Quando for pleno não ouviremos mais sobre isso. “Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, desolação nem destruição nos teus termos; mas, aos teus muros chamarás Salvação, às tuas portas, Louvor.” Is 60;18

Assim, pretensões políticas dos que querem anexar sistemas corruptos e violentos à Doutrina de Cristo são órfãs de filiação Bíblica. Outro dia deparei com um vídeo de um padreco canalha, comunista, dizendo que Abraão foi um “sem terra” querendo dar base Bíblica aos violadores do MST. O Senhor mandou socorrer aos pobres, cada um partindo seus próprios bens, não, tomando mediante violência os alheios para isso.

Abraão se deixou conduzir por Deus e Sua Palavra; comprou um lugar para sepultar a esposa falecida, mesmo tendo lhe sido ofertado de graça. Portanto, é pai da fé, não, do comunismo.

Ditoso dia onde a violência, até mesmo verbal, estará sepultada!

“Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas, o bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente.” Mahatma Ghandi

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Embaixadores autônomos

“Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive; prega contra ela a mensagem que te digo.” Jon 3;2

O ministério profético de Jonas passando por um “Recall”; como a convocação primeira falhara, depois de certo “estímulo” O Senhor estava fazendo segunda chamada. “Prega a mensagem que te digo.” Não quero me deter, por ora, na sina dele, mas, num aspecto da mesma que diz respeito a nós pregadores.

Não somos autônomos, antes, devemos pregar o que O Senhor ordena. Como Paulo dizer: “Porque eu recebi do Senhor o que vos anunciei...” Ou, segundo o Próprio Salvador, “O que vos digo em trevas dizei-o em luz; o que escutais ao ouvido pregai-o sobre telhados.” Mat 10;27

Paulo disse mais: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.” II Cor 5;20 Ora, um embaixador no exercício do ofício representa seu Governo de modo tal, que não fala como sendo uma pessoa particular, mas, um país. “Na questão da emissão de gases poluentes o Brasil...” diria nosso embaixador. Ele não seria ele, seria o Brasil.

Noutras palavras, não tem autoridade nem autorização para falar de própria vontade. Seu Governo lhe põe as palavras que deve dizer no interesse do mesmo. Assim, um embaixador não é uma fonte, mas, um porta-voz. Quando quiseram saber de João Batista sobre sua identidade, ele colocou-se assim, como voz de Um Governo, não, dele. “...Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai suas veredas.” Luc 3;4

Isso posto empalidece o sentido de certas afirmações da praça, onde, uns se dizem teólogos liberais, inclusivos, revisionistas até, ou, as pechas que se encontra do outro lado da moeda, onde estariam os fundamentalistas radicais. Na verdade não há um espectro tão amplo possível; a coisa se reduz a uma dualidade simples, ou o sujeito é fiel a quem o comissionou, ou, não; o que passar disso é verniz.

Recorramos a outra figura: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.” I Cor 4;1 e 2 Não somos nós que decidimos quais produtos haverá na despensa; é O Senhor que faz o bom depósito que nos cumpre guardar. “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé, no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós.” II Tim 1;13 e 14

Temos o bravo Jonas como modelo de fujão da Presença do Senhor, alguém pior que nós, cujo exemplo, devemos evitar. Em parte é assim; contudo, é mais honesto um fujão que se omite, e, dada a gravidade da missão teme, silencia; ainda, se dispõe a abrir mão da própria vida, como ele, que os covardes que fogem falando, pregando.

No que tange à função de embaixadores, não representam fielmente seu Governo, antes, falam de inclinações próprias pervertendo diretrizes originais para não serem vaiados na Assembléia do Mundo. Esses não podem receber uma segunda chamada, pois, acreditam estar cumprindo a primeira; se fazem surdos a qualquer coisa que divergir disso.

Embora, grosso modo se pense que desviados são os que saem da Igreja, há muitos nela, que apenas saíram da verdade e seguem pregando, como fora já, nos dias de Pedro. “Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais, a escuridão das trevas eternamente se reserva. Porque falando coisas mui arrogantes de vaidades engodam com concupiscências da carne, e dissoluções, aqueles que estavam se afastando dos que andam em erro; prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.” II Ped 2;17 a 19

O pior de tudo é que, dada a “matéria prima” com a qual lidam os pregadores, (pecadores e suas inclinações), as mensagens sem cruz têm um apelo maior; prometem chegar ao mesmo lugar dos que negam-se, sem necessidade desse “pedágio”. Assim, dão muito mais “frutos” as obras dos assassinos que, dos embaixadores fiéis.

Todavia, nosso alvo não é sucesso numérico, antes, preservação da Pureza da Água da Vida. Outro dia ouvi um ministro dizer que um computador de última geração funcionaria mal com software errado; as pessoas seriam a “máquina”; os pensamentos negativos o software do capeta. Fica fácil quando nossa culpa é do Capiroto.

Na verdade somos PCs comuns com o danoso vírus do pecado que põe tudo a perder. Se não formos “formatados” por Cristo, só servimos pro ferro velho. Muitos carros que foram “Tops” estão lá; e pregadores de sucesso divorciados de Deus, também estarão.

domingo, 23 de julho de 2017

A herança desprezada

"Grandemente se regozijará o pai do justo; o que gerar um sábio, se alegrará nele.” Pro 23;24

Há um provérbio asiático que diz: “A terra não é um bem que possuímos; mas, que tomamos emprestado dos nossos filhos.”

A ideia é que, o que pensamos possuir, na verdade é só o bastão na “corrida de revezamento” da vida; um dia legaremos aos descendentes. Paulo expressou assim: “...não busco o que é vosso, antes, a vós: porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas, pais para os filhos.” II Cor 12;14

Essa é a ordem natural das coisas. Pais entesouram, filhos usufruem. Contudo, no provérbio inicial temos os pais usufruindo as riquezas dos filhos. “Grandemente se regozijará o pai do justo; o que gerar um sábio se alegrará nele.” Acontece que, se, bens materiais se transmitem, simplesmente, sem retorno, os morais e espirituais quando legamos ainda ficam conosco; nossos ensinos e exemplos guardam uma réplica na pasta dos “itens enviados”.

Essa coisas, não precisamos morrer, para que os sucedâneos herdem, antes, podemos ver e conviver com nossos enriquecidos que, de posse da herança nos fazem sentir ricos também.

Os japoneses dizem: “Se teu filho for bom não carece tua herança; se for mau, não merece.” Não se trata aqui, de desprezar as posses simplesmente, antes, de priorizar a formação do caráter, pois, se, bem feita essa tarefa, as demais perdem a relevância.

Duas correntes filosóficas se opõem desde muito no que tange ao saber: Empirismo e Racionalismo. A primeira advoga que nascemos com nossas almas como um CD virgem, e, mercê do aprendizado, das vivências, experiências, nosso saber e valores são “gravados.” A segunda, que certa dose de saber é inata; trazemos já ao estrearmos no palco da vida; recorrendo à razão, fonte desse saber, podemos chegar a sentenças justas e sábias mesmo não as tendo aprendido.

Não pretendo adotar um rótulo, nem empirista, nem racionalista, pois, acho que ambos os conceitos têm sua porção de verdade, não são excludentes, mas, complementares. Pois, se somos grandemente moldados pelos ensinos, sobretudo, pelos exemplos que miramos em nosso existenciário, muitas vezes tivemos que lidar com situações desconhecidas, e, certa intuição espiritual nos conduziu bem; de modo que parece lícito concluir que alguma centelha de luz espiritual, trazemos, em nosso HD original.

Quantas vezes aconteceu-me de sonhar algo inédito, e tempos depois isso acontecer! Qual o papel da experiência em casos assim? Agora que a coisa é pretérita se fez uma experiência, a qual, ensina que, para algumas coisas basta o espírito, não careço experiência.

Acho que, como os pais humanos legam riquezas abstratas aos filhos e se alegram no usufruto comum, Deus colocou uma centelha espiritual em nós, que devidamente avivada nos enriquece e O alegra juntamente. “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo interior até o mais íntimo do ventre.” Pov 20;27

Por ser espiritual, a riqueza é eterna; sendo atemporal prescinde da experiência que é um incidente pontual na linha do tempo. Dessas coisas que O Mestre falou quando disse que devemos ajuntar Tesouros no Céu. Na verdade devemos alegrar Nosso Pai nos exercitando desde já, nas riquezas que Ele nos legou. “Filho meu, se teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu; sim, o meu próprio. Exultarão meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas.” Prov 23;15 e 16

Não se trata de rejeitar bens materiais, reitero, tampouco, o valor do ensino e dos bons exemplos; antes, de situá-los devidamente na prateleira dos meios, invés de exaltá-los no pódio dos fins, como a imensa maioria tem feito. Seria insano ganharmos determinadas ferramentas para execução de um trabalho e no fim do nosso período de labor constatarmos que multiplicamos nossas ferramentas por cem, contudo, o trabalho que era nosso alvo não foi feito.

Assim fazem os que usam todos os meios para a multiplicação de coisas, e seguem tão desprovidos de valores que nada resta para legarem aos filhos. Constroem até um berço de ouro, muitas vezes, ouro sujo de sangue dentro do qual criarão um suíno, invés de um ser humano.

O que trazemos ao nascer precisa ser fomentado, avivado, senão, definha. E, nosso cenário familiar e social, carece de referenciais de valor, decência, moral. Vivemos dias de inversão tal que o poste mija no cachorro. A pornografia e o mau gosto se travestem de arte. Em nome da liberdade de expressão, os biltres vomitam contra homens dignos; e quem se indispõe contra isso é um “reaça” “moralista radical”.

O Pai amoroso ainda deseja que mais filhos tomem posse de Suas riquezas; e, demonstra Sua alegria fortalecendo espíritos daqueles que O alegram. “A alegria do Senhor é a nossa força.”

sábado, 22 de julho de 2017

Temer e as velhas fraldas novas

“A política foi primeiro a arte de impedir as pessoas de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte de forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem.” Paul Valéry

Dizem que, se o elefante soubesse da própria força seria dono do circo; contudo, o bicho se exibe para que o dono fature em troca da parca ração.

O circo da política, desde sempre tem tripudiado do elefante, digo, eleitor. Embora, para efeitos de doma, escolha “representantes”, na real, escolhe donos, feitores; segue servindo ao “circo”; se orgulha de poder decidir por quem será montado.

Nossa política tupiniquim assemelha-se à Hydra de Lerna, o dragão mitológico de três cabeças que, se, na tentativa de matá-lo, alguém cortasse uma, nasceriam duas no lugar. Nossa “democracia” o dragão; seus três poderes as cabeças; Brasília, o pântano onde o bicho vive. Cada eleição um “corte” que invés de matar o monstro aumenta-lhe as cabeças secundárias. Assim, os bravos “Hércules” até cortam vez por outra, mas, falta um Iolaus que cauterize a ferida antes do monstro se refazer.

Claro que há exceções, mas, minoria absoluta, como disse Henry Kissinger: “Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação.”

A rejeição ao PT foi ímpar, por duas razões em especial: Uma, surgiram como alternativa de inclusão social com ética na política, mas, “incluíram” aos “companheiros”, instrumentalizaram ao Estado e fomentaram a corrupção como “nunca antes na história deste país;” natural que a cobrança fosse maior. Outra, seu discurso sempre foi divisionista, de ódio; do nós contra eles; não éramos convencidos por eventuais propostas, antes, tachados de uma coisa ou, seu oposto. Essa postura extremista uma vez patentes seus erros, tornou a rejeição inflamada a tal ponto, que o mero discursar de um deles na TV ensejava um “panelaço”. Mérito do PT.

Cortada a cabeça Dilma, temos sua regeneração a temer, digo, seu vice, Temer. Igualmente corrupto e safado como eram as cabeças pretéritas, porém, sem panelaços, pois, esquivo, bom de retórica sem a rejeição que o PT colheu por ter plantado.

Denunciado em falcatruas que mereceriam também seu impeachment, segue governando o circo na base de sempre. A compra de picaretas na base da toma lá dá cá. A liberação de verbas polpudas aos parlamentares, sob o eufemismo de “emendas orçamentárias”, para que os “emendantes” engavetem denúncias contra ele.

Como não se faz tento sem couro, o orçamento, óbvio, extrapolou e o rombo causado precisa ser tapado, e, adivinhem! Novos impostos serão cobrados dos elefantes, pois, os donos do circo acham que seu “espetáculo” não pode parar.

Muitos consolam-se com o fato de que ano que vem haverá eleições e poderemos usar o “poder do voto”. Santa ingenuidade! Aqueles dez por cento, cujos noventa restantes se encarregam de sujar a reputação nunca sobem ao trono, infelizmente. Seguirão sendo os albinos morais da casa, enquanto os de pele “normal” é que darão as cartas.

Eça de Queiroz disse que políticos e fraldas devem ser trocados periodicamente, pela mesma razão. Não sei como eram os políticos nos dias dele; mas, atualmente, as fraldas “novas” já vêm usadas, se é que me entendem.

Contudo, algum leitor desavisado poderia supor ao meditar em meu texto, que eu estaria propondo uma revolução, um assalto ao poder, para que, enfim, o “Elefante” se apossasse do circo. Lamento decepcionar, mas, a ideia não é essa. Todos os “libertários” da história que assumiram mediante a força não fizeram melhor que aqueles que depuseram, antes, pior. Seguiram governando movidos por interesses mesquinhos; como conheciam apenas a força como método, apresentaram esse a quem se lhes opôs; em miúdos, mataram opositores.

Acontece que, a maioria da indignação social não deriva da ojeriza à inversão de valores, mas, da inveja de serem outros, não os indignados que usufruem boa vida às alheias expensas. Nossa crise não é sistêmica, política, ou, partidária.

Está em nós, dentro de cada um que, mesmo acarinhando seus vícios, deplora-os em outrem. Tenho visto nas pequenas coisas indícios de grandes males. Cada um copula com a corrupção com o falo que tem.

Quem não resiste a tentações mixas, como furar fila, devolver troco recebido a mais, como resistiria quando a coisa estiver na casa dos milhões? Supõe que venceria a Hydra, esse fracote que apanha de lagartixa.

Enfim, embora não seja pregoeiro da alienação política, (o que podemos é apenas escolher o mal menor) prego o desafio evangélico que cada um ouse enfrentar o que pode e deve; a si mesmo.

“O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real.” Abraham Lincoln

Conversão; relacionamento desprezado

“Crescia a palavra de Deus, em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos; grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.” Atos 6;7

Dois aspectos que vale realçar: Os convertidos chamados à escola, discípulos; os já religiosos, à obediência. “grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.”

Contudo, nem sempre o discipulado foi tratado com a devida seriedade. Por isso alguns dizem que a fé é cega; muitos satisfazem-se em dizer que creem em algo que não entendem; descansam nisso, como se estivessem seguros debaixo de mera sentença, eu creio. Ora, conversão requer relacionamento, esse, conhecimento daquele com quem vamos nos relacionar. Por isso, o discipulado, o conhecimento de Deus é indispensável para quem crê, deveras.

O conhecimento espiritual não nos é proposto como um hobby, algo que acrescento à minha crença já salvadora, uma espécie de salto, que, mesmo não necessário, embelezaria minha profissão de fé. Antes, é vital. “A vida eterna é esta: que conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro, e, Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo 17;3

Já nos dias do Antigo Testamento era posto em termos de vida, ou, morte. “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim...” Os 4;6 Mesmo a um rei gentio, o babilônio Belsazar foi denunciado pelo profeta Daniel que ele conhecia e cultuava uma série de deuses alternativos, enquanto, profanava Ao Senhor, de quem dependia sua vida. “...deste louvores aos deuses de prata, ouro, bronze, ferro, madeira e pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas, a Deus, em cuja mão está a tua vida, de quem são todos teus caminhos, a ele não glorificaste.” Dn 5;23

Assim, sendo o conhecimento de Deus, de tal relevância, que dizer dos pregadores que desafiam o povo a fazer mandingas demandando coisas que desejam, como se O Todo Poderoso estivesse no mesmo nível desses que trocariam favores por despachos?

Pois, se aos convertidos foi ordenado o conhecimento, e aos religiosos, obediência, a primeira coisa que devem obedecer é que o chamado do Alto é para que ensinem. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” Mat 28;19 e 20

A conversão requer que capitulemos em nossa vontade natural, trocando-a pela Divina; isso demanda uma mudança de alvos e comportamento que nos faz estranhos no mundo, como disse Pedro: “Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; eles acham estranho não correrdes no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.” I Ped 4;3 e 4

A Divina Vontade nos será cada vez mais clara, à medida que vejamos os apelos do mundo como escuros, desprezíveis. Por isso somos desafiados a renunciá-los; só então, conheceremos Deus e Sua Boa Vontade. “Não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rom 12;2

Assim, saltamos do degrau inicial do conhecimento, para o entendimento, que já nos faz, em parte, usuários do conhecimento, uma vez que, o mesmo passa a moldar nosso pensar e agir. Se não for assim, nossa fé será morta, como aquela que denunciou Tiago.

Em suma, conversão não é mudar o método para perseguir os mesmos fins; antes, mudar o alvo, pela Excelência Suprema do conhecimento de Deus.

A má inclinação da carne é notória, necessita da cruz para tratar; agora, a má inclinação dos ministros mercenários que, invés de obedecer e ensinar obediência manipulam incautos por interesse é assassina. “...percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.” Mat 23;15

Concluindo, a conversão não me guinda de uma opinião para outra, uma troca de religião como pensam alguns; antes, é bem mais radical que isso. “Para lhes abrires os olhos, das trevas os converteres à luz, do poder de Satanás a Deus...” Atos 26;18

Como, a luz não existe para si estritamente, antes, para proveito de outros, nossa mudança em Cristo deve ser tal que se faça um apelo mui visível aos que nos conhecem. Inda que a mudança seja interior, seus reflexos se veem de longe; “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.” Mat 5;14 e 15

domingo, 16 de julho de 2017

Reforma trabalhista e manipulação

“Desejar violentamente uma coisa é tornar-se cego para o demais.” Demócrito

A ideia lembra uma tourada; o bicho deseja tanto atingir seu inimigo, o qual busca como se fosse o pano vermelho, que torna-se cego para o esguio toureiro e toda plateia que se diverte com tal esforço vão.

De um animal meramente instintivo é natural que tenha comportamento assim. Agora, quando seres “racionais” cegados pelas paixões agem desse modo parece-me lícito concluir que podem mais.

Desde a ascensão do PT a sociedade foi empacotada em dois moldes; “nós” e “eles”; pobres e elites. Desse modo, se discordo pontualmente de uma proposição do, “nós”, necessariamente sou “deles”; não há espaço intermediário para eventual dissenso.

O tema momentoso é a Reforma Trabalhista. Revisão de alguns direitos, flexibilização de outros. Se, acho-a oportuna, bem vinda uma vez que seus efeitos em médio prazo serão benéficos, no meu apreço, logo sou um “coxinha”, elitista, inimigo dos trabalhadores.

Ora, todo assunto bilateral deve ser visto pelos dois lados. O excesso de direitos torna impraticável para muitos o emprego formal. Trabalhei recentemente por um ano de carteira assinada onde, na mesma constava menos da metade do que eu recebia; pois, era a única maneira que meu empregador supostamente conseguiria honrar seu compromisso. Não pode nem assim; há outras razões, claro!

Mas, o que quero dizer é que, ao aceitarmos constar em nossos contratos valores inferiores aos que, de fato, recebemos, de certo modo fazemos por nossa conta uma reforma pontual, pois, achamos melhor um emprego com menos direitos laterais, que o desemprego pleno de direitos ausentes, como se dá no momento, com 14 milhões.

Os países mais desenvolvidos da Terra têm legislações semelhantes. Está na hora de adequarmos a dança à musica, invés da tola rebeldia que, em nosso desemprego ninguém toca.

Não sou de “nós”, nem de “eles”; antes, pretendo pensar por conta já que dentro do crânio há certos meios. Sou trabalhador braçal, tenho uma empresa registrada pelo Simples para direitos básicos, Previdência; uma formal eu não poderia bancar.

Esse é o ponto, aliás; excesso de direitos acaba patrocinando a informalidade, que, uma vez incrementada enseja necessidade de maior carga tributária sobre os que atuam no modo formal; mais impostos, óbvio, menos empregos, as empresas começam “enxugando” a máquina; sobra para o trabalhador. Desse modo é desinteligente supor que defender a reforma nos moldes da que foi feita seja atuar contra os trabalhadores. Contraria interesses políticos de quem os manipula como se, deles fossem donos.

A esquerda manipula o que pode; se diz defensora de negros, gays, mulheres; mas, ousem os tais não serem canhotos, como Fernando Holiday, negro e gay, Joaquim Barbosa, Ana Amélia, Simone Tebet, etc. para ver como, de fato, usam as bandeiras, mas, defendem apenas quem se lhes revela manipulável, subserviente.

A cegueira é tal que muitos são “pautados” no pensar e agir, a partir das diretrizes dos gurus. Lula fala mal de Miriam Leitão, no dia seguinte ofendem-na em um voo onde a encontram; ele diz que a culpa é da Veja, Globo; picham, vandalizam como podem os prédios das empresas... que gente incapaz de pensar, de ver!!

Agora estão furiosos porque Temer compra sua permanência no Palácio com liberação de verbas. Acho graça disso. Eles compraram deputados mensalmente, no Mensalão; Lula comprou votos contra o impeachment; com nosso dinheiro, óbvio. Agora estão gritando por ética? Ora, a virtude é uma coisa boa; mas, usá-la seletivamente a serviço do vício é coisa de patifes.

Tô nem aí se o Temer cair não votei nele, nem votaria. Mas, pensando bem, não sei se não é melhor que siga esse mala mesmo, por mais um ano, que a coisa cair no colo do Rodrigo Maia, mais corrupto e incompetente ainda.

Ah, tem os artistas do site 342 pelejando pelo impeachment de Temer; os mesmos que achavam o outro, “Golpe”; não respeito gente assim. Temer tem culpa, claro! Mas, acho um mal menor sua permanência; se cair prometo não chorar.

Enfim, nos regimes socialistas até hoje, só governantes enriqueceram; quanto ao povo teve igualitária participação na miséria; não desejo isso para o Brasil. Precisamos de um Estado mínimo, que incentive a livre iniciativa, empreendedorismo, pois, crescendo a economia, ganham todos.

O que temos agora, desemprego recorde e instituições no vermelho como CEF, BNDS e Petrobrás é efeito do governo do PT. Contudo, os fanáticos pelejam contra a justiça que pesa sobre seu líder imaginando que a cura do câncer venha de quem o causou.

Tiveram quatro mandatos e fizeram isso. Que carta lhes resta na manga? Está mais que na hora de “nós” e “eles” abrirmos os olhos; senão, seguiremos como touro, batendo cabeça contra o pano vermelho.

Homens atrás do seu tempo

“Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, vede; perguntai pelas veredas antigas, qual o bom caminho, e andai por ele; achareis descanso para as vossas almas...” Jr 6;16

O dito: “É pra frente é que se anda”; embora pareça dizer apenas o óbvio, traz algumas variáveis a considerar.

Normalmente temos o novo, o moderno, como símbolo de excelência; quem não tiver o aparato de ponta, de última geração, sente-se defasado, inda que possua algo bom, funcional. A corrida insana do “progresso” derivada da “Árvore da Ciência”, que, de mãos dadas com o positivismo filosófico amoral pergunta apenas, como? Jamais, por quê?

Muitos visionários que se anteciparam em algum aspecto à marcha humana foram tidos como homens à frente de seu tempo. Malgrado, seja duvidoso que a busca de conforto e comodismo a todo custo seja o alvo certo, pois, isso tem descartado o humano em prol do robótico, (e o humano ocioso tende ao vício, não à virtude) não obstante essa dúvida, digo, a coisa parece inevitável. Não sabemos o que há do outro lado da ponte, mas, investimos sobre ela a toda velocidade.

Em tempos mais remotos quem sobressaía por algum talento na arte, escrita, esportes era uma singularidade. Tocar acordeom, por exemplo, no Rio Grande do Sul admirava-se Mary Teresinha e Jeanete. Hoje, basta olharmos no Youtube a vastidão de jovens talentosas mandando ver. Atrevo-me a pensar que os dons sempre estiveram latentes, mas, os meios, não. Agora ambos se encontraram. Isso em todos os aspectos.

Assim, por um lado temos um tsunami de talentos; por outro, um deserto moral. Isso, porque demos corda sistemática ao relógio da ciência, enquanto relegamos ao ferro-velho, os “mecanismos” da filosofia, e do Espírito. Fomentamos o carisma, ignoramos o caráter.

Não existe progresso possível naquilo que já é perfeito. Se houver nisso algum movimento será rumo à degeneração, decadência. Como quem escala o Everest; a partir do topo só pode descer. O progresso espiritual existente e necessário atina à nossa inserção e caminhada na senda Daquele que é perfeito e labora por nos aperfeiçoar. Nele, Sua Palavra, Sua Obra, não há “mudança nem sombra de variação.” É o Topo.

Portanto, nesse caminho, os melhores ministros não são homens à frente de seu tempo, antes, que preservam valores; tanto doutrinários, quanto, comportamentais. Por isso, mediante Jeremias O Eterno falou do retrovisor; “Perguntai pelas veredas antigas qual é o bom caminho e andai por ele.”

Quando Lutero promoveu a Reforma não trouxe novidade alguma; a degeneração adquirira intensidade tal, que o desafio pro retorno às “veredas antigas” soou como, intempestivo, revolucionário.

Óbvio que a ideia do novo está ligada ao Evangelho! É a aglutinação aportuguesada das “Boas Novas”. Temos nele o Novo Nascimento, novidade de vida, tudo se faz novo, etc. Porém, o que é novo ao nascituro é rotina ao experiente.

Entretanto, mesmo carecendo urgentemente uma nova Reforma, isso não é mais possível, dada a dissolução doutrinária, a multifacetada besta das heresias, com suas lideranças de origem obscura e fins, igualmente.

Não ecoa mais um brado acusando que determinado meio está errado para servir a Deus, em ouvidos que tencionam servir-se. Deus é pretexto. Quando a Estátua de Daniel estava nas duas pernas se podia optar num cenário dual; hoje estamos nos dedos, mistura de barro e ferro.

Assim, os partidários da ciência correm até que em dado momento consigam romper a fita em que a máquina descartará o homem; os “de Deus” em sua imensa maioria estão mui adiante do seu tempo, já descartaram O Santo por “Obsoleto”, malgrado, preservem o “Rótulo” que tem certa utilidade.

Ora, na senda espiritual, os caminhantes que põem a mão no arado não devem olhar para trás, como a tola mulher de Ló; antes, fixar seus alvos no novo; entretanto, os que os ensinam, dicipulam, não têm permissão para inovar no conteúdo, inda que possam nos métodos; devem fazê-lo segundo as “Veredas antigas.” “...Por isso, todo escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.” Mat 13;52

Não que a ciência em si seja um mal; mas, ponderarmos os porquês dessa competitividade doentia não nos faria dano. Muitas vezes no afã de buscarmos o que não precisamos acabamos perdendo o que é vital. A desertificação moral tem aguçado nossa sede de valores, mormente nos cenários político e eclesiástico.

Entretanto, não joguemos a toalha, apesar das dificuldades, pois, como disse o pequeno Príncipe, “O que dá beleza ao deserto é que esconde uma fonte em qualquer parte.” E por enquanto, como cantou Raul Seixas, a “Água Viva ainda está na fonte”. “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”.

A cruz e os jeitinhos

"Os filisteus ouvindo a voz de júbilo, disseram: Que voz de grande júbilo é esta no arraial dos hebreus? Então souberam que a arca do Senhor era vinda ao arraial. Por isso os filisteus se atemorizaram, porque diziam: Deus veio ao arraial. Diziam mais: Ai de nós! Tal, jamais sucedeu antes.” I Sam 4;6 e 7

A batalha estava se mostrando encardida; alguém teve a brilhante ideia de “buscar Deus” para pelejar junto. Na verdade, a Arca da Aliança, símbolo da Divina presença, a cuja chegada fizeram festa.

Ora, um símbolo é apenas isso; simboliza algo, mas, não é o “Algo” que simboliza. A Arca era uma caixa artesanal revestida com ouro, não era Deus. Assim como uma aliança no dedo simboliza noivado, casamento, conforme o dedo, mas, não significa, necessariamente, fidelidade de quem usa.

A permissão da derrota na batalha, onde já haviam caído uns quatro mil hebreus era juízo Divino por causa do descaso de Israel com O Santo; patrocinado pelo relapso sacerdócio de Eli, e corroborado com as infames profanações praticadas pelos filhos dele.

Ironicamente, os inimigos tinham uma visão melhor sobre Deus, que eles próprios. Claro que ignoravam as diferenças no relacionamento do Senhor com Seu povo, mas, conheciam o histórico dos feitos do Eterno. O Temiam por isso; disseram: “Ai de nós! Quem nos livrará da mão desses grandiosos deuses? Estes são os deuses que feriram aos egípcios com todas pragas junto ao deserto.” V 8

Assim, enquanto os de fora consideravam ao Todo Poderoso, Alguém temível, os Seus agiam como se fosse desprezível. Quantas vezes o mesmo se dá e nosso meio. Os de fora respeitam; dizem; não é para mim isso, pois, exige uma renúncia que não me disponho a praticar, mas, é coisa séria. Muitos de dentro profanam ao Santo com suas heresias, “orações” agressivas, como se mandassem no Altíssimo invés de suplicar-lhe, quando não, escandalizam cometendo adultérios; ainda usando púlpitos até que, pelo Divino zelo, o vento do Juízo “espalha a moinha” purificando a congregação dos justos.

Quando O Santo permite que adversidades se levantem diante de nós, de duas uma; ou é exercício, ou, correção. No primeiro caso o que resta é aprendermos Dele lutando ao Seu lado; no segundo, só arrependimento, mudança de atitudes; mandingas não podem nos livrar do mal que nossa própria insubordinação buscou.

Tem muitos salafrários ensinando alternativas à obediência que Deus tanto preza; acenam com sal grosso, rosa ungida, lenço consagrado, óleo disso, daquilo, sal de Jericó... Bem, funcionam essas coisas perguntaria o Simplício? Sim, exatamente igual “funcionou” a “estratégia militar” de levar a Arca à batalha imaginando que estivessem alistando Deus ao exército.

Jogue essas tralhas todas no lixo; troque por uma cruz; “Tomai sobre vós o meu jugo...” A disciplina da cruz não vai começar trazendo as coisas que você deseja; antes, mediante obra da Palavra e do Espírito, removerá de sua alma doentia os vícios que Deus não deseja nos Seus servos. Regeneração é o alvo inicial. 

Tendemos a pensar que carecemos coisas, quando, o essencial é que aprendamos a Justiça do Reino. “Buscai primeiro o reino de Deus, e sua justiça; todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mat 6;33

Desse modo, cambiar dos “fetiches góspeis” para a cruz não é mudar de método; antes, de objetivo. As coisas necessárias o Senhor provê; porém, a excessiva preocupação com elas, a inquietação que faz dos meios, fins, foi equacionada na Parábola do Semeador com espinhos. “O que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;” Mat 13;22

Enfim, se nossa alma egoísta ainda é um espinhal carece ser “cultivada”; se, esperamos que nela cresçam frutos agradáveis ao Senhor. Ouçamos Jeremias: “Porque assim diz o Senhor aos homens de Judá e a Jerusalém: Preparai para vós o campo de lavoura; não semeeis entre espinhos.” Jr 4;3

Senão seremos como os batalhadores iniciais, que, estavam endividados com O Santo, mas, presumiam que Ele os defenderia se tão somente expusessem a Arca ao perigo. Deus deixou que a mesma fosse tomada pelos Filisteus. Nas coisas espirituais não há espaço para espertezas, atalhos, jeitinho.

Trata-se de uma batalha; lutamos com Deus, ou, contra Ele. Não há meio termo. E lutar com Deus não significa pairar sobre as dificuldades; antes, triunfar a elas fortalecido pela Divina presença. “Quando passares pelas águas estarei contigo, quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” Is 43;2

Aí, invés de bailarmos ao redor de um símbolo inerte brilhará em nós, para que todos vejam, a Luz, do Deus vivo.

sábado, 15 de julho de 2017

Amor correspondido

“Responderam: Se este não fosse malfeitor, não te entregaríamos.” Jo 18;30

Pilatos quis saber das acusações contra o Prisioneiro Jesus. Como resposta recebeu uma assertiva que nada provava; o fato de que estava sendo entregue seria, por si só, comprovação de que era mau. Será?

Dependendo de quem acusa, às vezes é o contrário. Quando as pessoas tomam suas paixões, preferências, por valores absolutos, qualquer coisa que destoe vêem como um mal, não significando, necessariamente, que seja mesmo assim. Isaías o profeta aludira em seus dias já, à inversão de valores. “Ai dos que ao mal chamam bem, ao bem mal; fazem das trevas luz, da luz, trevas; fazem do amargo doce, do doce, amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, prudentes diante de si mesmos!” AP 5;20 e 21 Também ele dera a absolutização do relativo como a causa;”...sábios aos seus próprios olhos...” Noutras palavras, faziam das preferências doentias, leis.

É insana a perspectiva filosófica, se não me engano, de Nietzsche, que o homem seria a “medida de todas as coisas”. O Eterno reservou a Si o direito de definir valores, prescrevê-los, e por eles, julgar Suas criaturas.

Não serão as constituições terrenas, paixões doentias, tampouco, palavras de ordem de organizações humanas que definirão os termos do juízo; antes, a imutável e Bendita Palavra de Deus. “Quem me rejeitar, - disse O Senhor - não receber minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa, o há de julgar no último dia. Porque não tenho falado de mim mesmo; mas, o Pai, que me enviou, me deu mandamento sobre o que hei de dizer, o que hei de falar.” Jo 12;48 e 49

As leis, tanto Divinas, quanto, humanas deveriam ser os limites que ensejassem medo transpor; todavia, corruptos deitam e rolam ao arrepio das mesmas; quando são pegos alguns, invés da resignação de ter perdido por estarem errados, saem ousados julgando ao juiz; em visível abuso da liberdade de expressão, e flagrante desacato à autoridade; quem, no cumprimento do dever faz valer a Lei é tachado de covarde, parcial, mau caráter, etc. Estou falando de Sergio Moro, óbvio!

A coisa atinge descalabro tal, que réus potenciais, ou, atuais fazem as leis. Para o famigerado “Estado Islâmico”, por exemplo, a única lei que admitem é a chamada Sharia que tentam impor à força sobre as demais culturas com suas aberrações, barbarismos, idiossincrasias. Quem não for como eles, a despeito dos atos de terrorismo, assassinatos é um “infiel”; deve ser morto. Assim, segundo sua escala perversa, devem, as pessoas, optar entre ser vítimas, ou, assassinas; não há meio termo.

Na nossa política também temos nossos Xiitas, Talibãs, que desconhecem direitos da sociedade aos próprios valores, diversos dos grupos minoritários e tentam se impor na marra dada a “superioridade” da sua “visão” de mundo. Chamam ditaduras sanguinárias de democracia; se, alinhadas ideologicamente; atos legais de “golpe”, se, contra eles; criam mitos e seguindo o conselho do nazista Goebbels, que uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade” repetem seus mantras: “Lula foi o maior presidente da história”; “Tirou o Brasil do mapa da fome”; “criou o Fome zero”, isso, aquilo, etc. Uma dezena de “criações” que provariam quão bom é o sujeito, quanto teria feito pelo país.

Ora, administrar um orçamento na casa dos trilhões, num país continental e ter marqueteiros de plantão, também ladrões como Duda Mendonça e João Santana, pagos para darem nome pomposo a cada peido oficial, não passa de propagar mentiras, ou, deveres básicos como se, realizações de estadista.

Alguém ouviu falar do “Fome Zero” depois do lançamento do mesmo com pompa e circunstância? Não. Não saiu do ovo. Entretanto, tem incauto atribuindo ao presidiário futuro esse “grande feito” e muitos do mesmo calibre. Se, saiu da condição de pobre para de bilionário não importa; é “defensor dos pobres, combatente das elites”; francamente!

Enfim, se a Palavra de Deus será o escopo pelo qual todos serão julgados, as nossas palavras testificarão contra nós. “Mas, eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, por tuas palavras serás condenado.” Mat 12;36 e 37

Pilatos recebera O Acusado com garantia que era malfeitor; ouvindo-o concluiu: “Não acho nele crime algum”; mesmo assim, entregou-o era o julgamento no tribunal da mentira; a Verdade deveria morrer.

Assim, se por aqui se repete a mentira até se tornar “verdade”, lá a verdade dará sua sentença uma vez só, e a mentira retomará o devido lugar. Quem ama a verdade defende-a, mesmo que, eventualmente seja adversária; pois, quando precisar dela em sua defesa ela retribuirá fielmente a esse amor.