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domingo, 31 de janeiro de 2016

Sentença de morte reversível

“Dentro de três dias Faraó tirará tua cabeça, te pendurará num pau, as aves comerão a tua carne de sobre ti.” Gên 40;19 José, na prisão egípcia entregando, pelo Espírito do Senhor, uma mensagem de morte. A outro colega de infortúnio profetizara restauração, interpretando seu sonho. Aos dois colegas de prisão, a um falou de vida, a outro, de morte.

Desse modo deve se comportar um profeta: Ser regido estritamente pela Verdade, não pelo sabor das consequências de sua mensagem. Se Deus falou de vida, igualmente o profeta o faz; se, de morte, idem.

Não raro ilustramos a iniciação ministerial de alguém tomando emprestada a sina de Eliseu, que, uma vez chamado deixou tudo, matou seus bois, queimou as tralhas do seu labor, como sinalizando que sua entrega era definitiva, sem intento de volver atrás. É válido, didático, encorajador o exemplo.

Contudo, deve ser usado no devido contexto, pois, há diferença entre uma chamada ministerial de tal envergadura, e o convite à salvação que todos recebemos. Um salvo não deixa de trabalhar, estudar, ter  vida social, por que se converteu; antes, seus valores foram cambiados; de posse dos novos, deve comparecer aos lugares que seu viver demanda.

Nesse caso, não devemos deixar bois e arado, mas, coisas mais sutis, ouçamos: “Deixe o ímpio seu caminho, o homem maligno os seus pensamentos, se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem, vossos caminhos os meus, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos que a terra, são os meus caminhos mais altos do que os vossos; e meus pensamentos mais altos do que os vossos.” Is 55;7 a 9

Quando Paulo, escrevendo aos efésios equaciona os dons ministeriais com a edificação da igreja até que cheguemos à Estatura de Cristo, tendemos a ver nessa “Estatura” poder superior de operação de milagres; mas, a ideia é uma tanto mais complexa que isso. Afinal, a consequência de tal aperfeiçoamento produz têmpera espiritual, firmeza ante falsos ensinos, mais que portentos milagrosos. “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, engano de homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo;” Ef 4; 14 e 15

Dois predicados, invés de poder: Verdade, amor. Nessa ordem. Ninguém em sã consciência pretenderá ter amor maior que Jesus; (talvez, o Lula, o mais honesto de todos ) “Ninguém tem maior amor que esse; dar a sua vida pelos seus amigos.” Jo 15; 13 Na verdade, foi modesto, pois, deu até pelos inimigos. Paulo demonstra: “Porque, alguém morreria por um justo; poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas, Deus prova seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Rom 5;7 e 8

Demonstrado o Amor Excelso do Salvador, cumpre lembrar que jamais condescendeu com o erro, faltou com a verdade, em nome do amor.  À Samaritana propôs Água Viva, mas, denunciou sua promiscuidade; ao jovem rico propôs Vida Eterna, mas, patenteou sua avareza; a Nicodemos, desafiou a nascer de novo, mas, realçou sua ignorância espiritual... Quem disse que amor e verdade são excludentes?

Como no Seu primeiro milagre em Caná quando transformou água em vinho, e o mestre sala ouviu que o bom vinho fora deixado por último, assim age O Salvador. Sua Palavra, a dura verdade que nos humilha, se, a ela formos receptivos, teremos a refinada taça de Sua graça, ouviremos tilintar Seu perdão, beberemos o delicioso vinho de Seu amor.  Porém, sem verdade, nada feito.

Infelizmente, os profetas da moda adoçam o vinagre da mentira com o açúcar da lisonja, e, onde Cristo fala de morte, esses, acenam com vida. Teria sido simpático José falar de vida ao padeiro que estava no “corredor da morte”, mas, seria mentira. Se, em matemática, a ordem dos fatores não altera o produto; na vida espiritual, tencionar que um “amor” duvidoso, amoral, preceda à verdade e só uma forma requintada de matar.

Claro que é mais agradável ouvir que Deus me ama, me quer, não importa o quê, eu faça! Mas, sobre o pecador contumaz, como sobre o padeiro aquele, pesa sentença de morte; a diferença é que agora, se pode reverter isso mediante arrependimento. Só um assassino deixaria de avisar de algo tão sério, para ser “amoroso”.

Em suma: Se, temos que deixar algumas coisas pela “mente de Cristo”, deixemos, sobretudo, esse viés sentimentaloide de equacionar frouxidão moral com amor.


O engano pode gerar agradáveis sensações imediatas, contudo, O Senhor guarda pra depois, o vinho melhor.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A Matrix e o Divino Sistema

“Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento. Como frio da neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; refresca a alma dos seus senhores.” Prov 25; 12 e 13

Primeiro temos a implicação de um sábio que repreende ante seu alvo, depois, ante quem o comissiona. Ao primeiro se faz precioso como joia de ouro; ao Segundo, traz refrigério. Não é forçar a barra concluir que, o “sábio” é um que teme a Deus, seu conselho visa trazer outros ao mesmo caminho; e, tal feito, alegra O Eterno.

Sabemos que as privações da vida são a forja Divina visando a têmpera de nossas almas; noutras palavras, as decepções, desenganos, os nãos, da estrada nos ensinam a caminhar. “Tribulação produz paciência, perseverança...” Na abordagem de Pedro.

Contudo, vivemos um tempo onde importa mais ser “legal” que verdadeiro; “curtir” determinada mensagem, mesmo discordando, sob pena de até, perder um “amigo”. Nosso feeling está sistematizado, programado apenas para coisas “positivas”.

Aliás, o próprio sistema me informa tudo o que “preciso” saber. Um clic, e “sei” quem é meu melhor amigo, quem tá a fim de mim, quem me acha um charme, qual o tamanho do meu...QI, como é minha personalidade, qual música me descreve; até, quem fui numa vida passada. ( ah, só pra constar, fui Leonardo Da Vinci ) possivelmente, muitos “descobrirão” que foram “eu” também.

A coisa é programada para ser positiva, assim, nenhum descobrirá que foi o Corcunda de Notredame, Jezabel, Judas, ou, um escravo qualquer, sempre terá sido uma personalidade. Se, for levado na galhofa, na brincadeira é inofensivo, mas, temo que muitos estejam já sistematizados, viciados em drogas psicológicas, dependentes da “Matrix”.

Pois, além do dano de furtar ações reais que poderiam gerar experiências proveitosas, a dependência virtual filtra a noção da seriedade das coisas espirituais também. Com frequência circulam posts imbecis onde somos exortados a escolher entre “Jesus” e o diabo; aliás, somos coagidos à “boa” escolha uma vez que, mero ignorar significa fazer a má. Nem imagino quantas vezes “escolhi” o diabo.

O quê, quero dizer, enfim? Que ter uma visão pueril superficial, da realidade, já é danoso; porém, ter a mesma, de Cristo, pode ser fatal.

Somos chamados todos os dias, na arena real, a escolher entre o Senhor e o inimigo, isso, quando as tentações nos assaltam. Como reagimos é o único “clic” que interessa, deveras. Ademais, encaixar sentimentos vários no mesmo molde pode atrofiar alguns membros, ou, amputar outros. Nem tudo o que vemos se encaixa num “curtir”. Tem coisas que geram tristeza, vergonha, comiseração, nojo, ira; qual a relação dessas coisas com o desejado “curtir”?

Às vezes se vê indiretas tipo: “Por quê me aceitou como amigo e não conversa comigo?” Ora, tenho pouco mais de duas centenas no Face, e converso com meia dúzia apenas; nossa “relação” é a interação com o que o outro publica, não que esteja fechado, qualquer um pode chamar, deixo o bate-papo on; mas, há pouco tempo, possibilidade; imagina quem possui números muito maiores que eu. Acho indelicado rejeitar um convite, raramente o faço, mas, não me importa o número de amigos, só, a qualidade; dos meus, uns 70% conheço pessoalmente, de modo que são mais que virtuais.

Ademais, voltando ao começo, meu alvo é repreender segundo Deus, Sua Palavra, o que afasta muitos, cujas motivações são outras. Embora os amigos verdadeiros devam sempre falar a verdade, ainda que soe antipáticos, meu medo maior seria perder a amizade de Deus, por malversar o que Ele disse. O desejo é ser mensageiro fiel, do tipo que refrigera à alma de Seu Senhor.

Afinal, a Palavra de Deus é um “sistema” milenar, programado para que nele eu descubra Deus, Seu Ser, Gostos, Vontade; também consta lá quem sou, de onde vim, as duas possibilidades de, pra onde vou; o quê, fazer, como fazer, para que O Santo “curta” meu modo de vida. Não é um sistema fácil de entrar; a senha é duríssima, tomar uma cruz e carregar, mas, as preciosidades inefáveis do “programa” compensam.

Paulo descreveu assim: “...as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Rom 8; 18

Desse modo, meu anseio não é que meus textos sejam “curtidos”, antes, que incomodem um pouco, ensejem reflexões; mesmo que não signifiquem pingentes de ouro, como seria a fala de um sábio, pelo menos, desloquem um pouco os leitores do mundo virtual; os leve a considerar a realidade. Pois, nesse caso, ignorar à Palavra de Deus equivale, sim, a escolher o inimigo. Façamos a boa escolha!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A diferença entre petistas e petralhas

Certo pensador disse: “Não se afunde nas questões, elas não têm fundo”; Embora pareça a coisa certa a ser feita, ou, a não ser, amiúde, costumamos tropeçar nisso. Tanto no prisma político quanto espiritual tendemos à porfia, à erística, seja pelo prazer de contender, seja, pela esperança de convencer o oponente a mudar de ideia. Trabalho cansativo, vão.

Contudo, os que discordam de mim poderão dizer o mesmo, dado que, sou também ferrenho em minhas convicções, aí chegaríamos ao que, filosoficamente se chama, aporia; simplificando: Beco sem saída.

Acontece que, cheguei onde estou, nesses temas, depois de várias mudanças, aperfeiçoamento, aprendizado. Isso quer dizer que minha visão, a propósito, é perfeita? Não! Penso que seja fundamentada em princípios sólidos, bons valores, apenas.

Heráclito, pensador da antiguidade dizia mais ou menos, o seguinte: “Quando dois sistemas filosóficos duelarem, nenhum tem direito de dizer: Seu ponto de vista é falso porque o meu é verdadeiro, pois, o outro poderia dizer o mesmo, o que arrastaria a contenda ‘ad infinitum’. O falso deve ser demonstrado em si mesmo, não no outro.”

Aí se denuncio eventual lapso moral de um líder do PT, vem meu oponente e acusa Aécio, FHC, Bolsonaro, por supostos erros, como se, uma vez provados, estaríamos empate, findasse o assunto. O pressuposto é que as opções alistadas encerram as possibilidades; de modo que devo ser uma coisa, ou, outra. Não! Não sou corno político, qualquer que me trair, malversando meu dinheiro, meu voto, dane-se! Prove-se a acusação, não seja calúnia gratuita, e seja exemplarmente punido, de qualquer sigla.

Porém, meu cavalo, hoje aposentado, quando trabalhava era detetive; costumava dizer: “quando alguém é acusado, das duas uma: É culpado, ou, inocente. Se, inocente, encorajará apuração de tudo, para que a verdade que o inocenta apareça. Não usará seu direito de ficar calado, antes, vai gritar a plenos pulmões, indignado, sua inocência. Terá álibis em seu favor e os patenteará. Porém, se invés disso, apenas negar, tergiversar, acusar outros para desviar atenção, é só um safado atolado em culpas até o queixo, querendo sair impune.”

Qual o álibi do Lula? Ah, ele disse que é o mais honesto dos homens...é mesmo? Sua evolução patrimonial e de seus familiares combina com honestos meios de prosperar? Sendo ele “socialista” portanto, à favor de dividir o bolo dos capitalistas com os pobres, ao se tornar também milionário não estaria sendo incoerente? Sempre culpou as “elites” pelas privações dos pobres, mas, ao se tornar da elite também, não se faz réu de seu próprio juízo?

Por fim, uma questão ideológica: Se, o socialismo é mesmo superior como sistema político, por que, não nos oferece a história, nenhum exemplo de país onde tenha trazido justiça social e prosperidade? União Soviética? Alemanha Oriental? Romênia? Tchecoslováquia? Cuba? Venezuela?

A China exibe certa prosperidade mas, com um sistema totalitário, partido único, repressão sangrenta às pretensões democráticas como o massacre de estudantes na “Praça da paz celestial”; desejaríamos algo assim? 

Por que todos os grandes do partido dominante viram milionários, enquanto o populacho segue na mesma?

Porque, senhores, a discussão, capitalismo socialismo é mera fumaça, nada a ver com os fatos, com o que está em jogo. Trata-se da maior quadrilha de corruptos, ladrões, estelionatários de todos os tempos. Lavaram cérebros das massas plantando um discurso ensaiado, de opção pelos pobres, e apropriaram-se de programas assistenciais do Estado como, se, do partido, para cooptarem a massa, como escudo para impunidade.

Suas defesas são ridículas, patéticas, tipo, serem acusados de matar elefantes “apenas” por que possuem bastante marfim e cabeças empalhadas em suas salas de troféus. Francamente.

Assim, estou tentando dizer que o petismo é uma quadrilha, uma farsa, em si mesmo, denunciando seus feitos, suas incoerências. Quem quiser se opor e denunciar eventuais erros de meu ponto de vista, deverá demonstrar que defender valores como verdade, probidade, honestidade, evocar o testemunho dos fatos e da história é um erro. A quem me convencer disso, darei a mão à palmatória.

Por fim, há diferença entre ser petista e ser petralha; aquele, é um que vota no PT, acha suas propostas melhores, não entende bem como as coisas não estão dando certo. O Petralha entende bem tudo o que está em jogo. É especialista em produzir fumaça, lançar calúnias, desviar atenção dos fatos ignominiosos de seus líderes.

O Petista pode ser mero idealista, ingênuo, incauto enganado; petralha é um canalha, cúmplice, lesa-pátria safado, engajado.

Não tenho mais tempo nem vontade para gente assim. Tratá-los-ei como Paulo aconselhou que se tratasse aos hereges: “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo, condenado.” Tt 3;10 e 11

A mesmice de Deus

“Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais...” II Ped 1; 12 Que falta de criatividade de Pedro! Invés de prometer novidades, afirmou que iria “chover no molhado”, tornar a lembrar o que já sabiam.

Os apóstolos reunidos também incorreram na mesmice: “Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais, por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas.” Atos 15:27

Paulo tropeçou na dita pedra, a monotonia, invés de acenar com algo novo. “... Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas; é segurança para vós.” Filipenses 3:1

Eis o “problema” de servir a Um Deus no qual não “há mudanças, nem sombra de Variação”. Não importa quantos anos perdure nosso ministério, “lato sensu” devemos anunciar sempre, as mesmas coisas.

Lembro de um outdoor que vi certa vez em Porto Alegre: “Chester, a mais nova tradição do Natal”. Apontei a um amigo e disse: Notou a contradição? – Qual? – Tradição sugere algo trazido de antanho através do tempo; o novo, óbvio, é recente; assim, se é novo não pode ser tradicional, se o é, não pode ser novo. Mas, à propaganda não importa que seja coerente, basta que venda; Deus não é assim.

Observando a vida no aspecto dos fenômenos, pipocarão novidades todos os dias, mormente, as que atinam ao domínio da tecnologia; agora, se o prisma for espiritual, filosófico, veremos a mesmice cíclica já denunciada por Salomão quando observou à natureza: “O que foi é o que há de ser; o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados antes de nós.” Ecl 1; 9 e 10

Não que o Eterno seja avesso ao novo, apenas, não muda o que é perfeito; não carece ser mudado. Assim é Sua Palavra. Nossas almas, tão deturpadas pelos vícios, são instadas na conversão a uma mudança de mente, e consequentemente de agir, tal, que a Bíblia chama de “Nascer de novo”.

Paulo, em dado momento exorta a que se verifique essa mudança do nosso modo de agir: “...fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” Rom 6;4

Noutra parte vai além de mera novidade, antes, total novidade de valores espera dos convertidos; “Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram, tudo se fez novo” II Cor 5;17

Resta sermos cuidadosos, pra não confundir o contextualizar, que é, apresentar valores eternos numa linguagem contemporânea, com, perverter, amoldar-se aos espetáculos do mundo, pra parecer atualizado, moderno. Shows de luzes, fumaça colorida, ritmos alucinantes podem alegrar a galera jovem, mas, será esse o alvo do louvor?

A igreja ainda deveria ser um lugar para conversão de almas; isso não equivale a preparar um bolo com cobertura “espiritual” e o recheio favorito dos pecadores; antes, demanda uma mensagem incisiva contra o pecado, capaz de gerar uma crise existencial no pecador, de colocá-lo em conflito entre os efêmeros prazeres da carne e a eterna perdição. Capacitado pelo Espírito Santo o pregador será tão eloquente, que convencerá muitos a trocarem o vil, pelo precioso, não importando, quão antiquado pareça.

Afinal, mesmo sendo já milenar o Evangelho, ainda é a Boa Nova que, em Cristo, Deus perdoa, regenera, salva os pecadores. Se, isso é lugar comum para tantos que abraçaram e vivem à fé, ainda é novidade para quem resiste, tanto quanto, para quem nunca ouviu, pois, ambos, cada um de seu jeito, desconhecem o Gracioso amor Divino.

Acostumamos a ouvir de roubos assassinatos, corrupção, prevaricação, aumentos, todos dias; sempre assistimos aos jornais como quem vê, na mesmice, novidade; novo se faz o que troca o vício pela virtude, o profano pelo santo, o mundo, por Cristo.

Contudo se surgirem “novidades” espirituais, convém rechaçar, pois, são meras nuances da velha perversão do inimigo. “... ainda que nós mesmos ou, um anjo do céu, vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” Gál 1;8

Em suma, mesmo soando como coisa nova aos ouvidos do pecador, o Evangelho genuíno é o mesmo de sempre: “Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. Mateus 13:52

Nossa abordagem pode ser diversa, criativa, exortativa, narrativa, poética, mas, seu teor não foge disso: “... Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu Filho Unigênito, para que, todo aquele que nele crer, não pereça, mas, tenha vida eterna.” Jo 3; 16

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Batismo com fogo

“Tira da prata as escórias, sairá vaso para o fundidor;” Prov 25;4 Essa metáfora refere-se ao ser humano que, como a prata em seu estado bruto demanda purificação antes de ser utilizável, igualmente, requer a purificação da alma, se, tencionar ser de alguma utilidade ante O Senhor.

Alguns entendem mal a João Batista quando disse que, O Messias que o sucederia batizaria com o Espírito Santo e com fogo, como se isso tratasse de evento único. São duas coisas distintas. Batismo com o Espírito Santo, parece que a maioria está inteirada do quê, significa; porém, o batismo com fogo é que passa despercebido.

Não importa a gama de vícios, maus hábitos da vida pregressa, se, ao ouvirmos A Palavra, formos movidos pelo Espírito em direção ao arrependimento, confissão, seremos perdoados, salvos; teremos “nascido de novo”. Porém, após esse venturoso passo, nossa consciência, antes, cauterizada, adormecida, se faz viva novamente, e, posto que ainda cometamos pecados, não mais o fazemos “sem culpas”, como fazíamos antes.

Esse “incômodo” é ação do Espírito Santo, trabalhando na prata ainda bruta, visando a purificação. Deveria bastar o ensino da Palavra, mas, infelizmente, não é assim. Precisamos o concurso de experiências dolorosas; bebermos o chá de folhas amargas das consequências de alguns pecados, para que, os acreditemos maus, como A Palavra diz que são.

Essas aflições, são nosso “batismo de fogo”, onde O Senhor derrete a natureza bruta, para separar escórias dos maus hábitos, da prata da alma renascida. Isaías ensina: “Eis que te purifiquei, mas, não como a prata; purifiquei-te na fornalha das aflições.” Is 48;10

Paulo também alude à prova de fogo que sucede à profissão de fé dos cristãos; ouçamos: “se alguém sobre este fundamento ( Cristo ) formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; o fogo provará qual a obra de cada um. Se, a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse, receberá galardão.” I Cor 3; 12 a 14

Vemos que é possível, mesmo sobre fundamento precioso edificar com material vil; assim ocorre, quando, invés de basearmos nossa fé estritamente sobre A Palavra de Deus, anexamos preferências naturais, tradições, costumes humanos. Essas coisas equivalem aos materiais combustíveis, madeira, feno, palha, não resistem ao fogo. Noutras, palavras; na hora das provações, apenas de Deus e sua Palavra vem Socorro veraz, vão é o socorro do homem.

Assim, mensageiros espirituais verazes são auxiliares do Espírito, quando, usados por Ele, incendeiam o coração dos pecadores com mensagens de arrependimento. O quê, há de errado com a exortação, arrependei-vos?? Nada, é Bíblica; foi usada por João Batista, Jesus, Pedro, Paulo... então, por quê, caiu em desuso ultimamente? Não sei. Talvez a igreja moderna tenha descoberto um veio de prata de uma pureza tal, que nem demande purificação; saia de origem pronta para o uso final.

Na verdade, a imensa maioria dos pregadores da moda não foi comissionada por Deus; é feita de mercenários, egoístas, e seus mesquinhos alvos. A motivação dessas igrejas-empresas, passa a ser atrair “clientes”, e, mensagens de arrependimento podem “produzir” pouco. Melhor que “culpar” pecadores é fazê-los sentirem-se bem no ambiente. A prata está bruta, amalgamada às muitas escórias, o máximo que tais “pregadores” conseguem é lançar sobre ela as águas poluídas da bajulação, das promessas fáceis.

Porém, quando advogo a necessidade de fogo para derreter corações, não entendam, por favor, as criancices que tanto se vê em determinados ambientes, onde grassa a desordem, balbúrdia, como se fosse manifestação de poder espiritual; não falo disso, antes, do “martelo que esmiúça a penha” a Palavra de Deus na unção e autoridade do Espírito Santo, que incendeia corações, como fez com dois discípulos, O Mestre, a caminho de Emaús.

Ademais, a exortação ao arrependimento tem um lado muito positivo que devemos explorar; significa que Deus ainda está perdoando, que resta um tempinho aos pecadores. Como seria se nossa sina fosse como a de Esaú quando desprezou a primogenitura? “Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas buscou"; Heb 12; 17

Então, enquanto a Arca não foi fechada por fora, se pode entrar. Digo, enquanto O Eterno ainda requer arrependimento, o faz, porque oferece perdão. 

Nosso trabalho, dos pregadores, não é fazer você se sentir bem; antes, quanto mais mal, melhor; pois, só assim, antevendo os horrores da perdição, estarás sedento pelo refrigério de Cristo.

Depois de nos purificar, O senhor nas faz instrumentos para depuração de outros. “Prata escolhida é a língua do justo; o coração dos perversos de nenhum valor.” Prov 10; 20

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Falsidade, heresias, hipocrisia; "necessidades" da Igreja.

“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. Não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Natural que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça...” II Cor 11; 13 a 15 Temos duplo disfarce, satânico e humano; duplas vestes: Luz e justiça.

Por que não se disfarçam, de ladrões, mentirosos, profanos, assassinos??? Ou, por que meninos que brincam com bola fantasiam, eventualmente, com nomes de grandes craques, invés de cabeças de bagre? Pela razão simples, óbvia, que não se falsifica bijuterias, já são falsas, antes, se costuma imitar o que é precioso, de valor.

É que deparei com um comentário em defesa do espiritismo onde, a pessoa se disse egressa evangélica, pois, frequentou várias igrejas, nelas conviveu com disputas, divisões, coisas que a magoaram; não mais acontece no arraial onde, convive.

Certamente, nunca se converteu, tampouco, entendeu em quê, consiste o Evangelho. Primeiro: Saí porque não me sentia bem; ora, o vero convertido abdica do “eu”; idiossincrasias, preferencias, na cruz, no “negue a si mesmo”. Segundo: Entende que a igreja está em pleno combate, cheia de infiltrações inimigas. Mesmo assim, no meio disso deve triunfar, se, deveras, ama a Cristo. Mente quem diz que entrou pra igreja por causa de Cristo e saiu por causa dos homens. Cristo trabalha com “material de construção” ruim, pecadores.

Num cemitério não há disputas, barulho, contendas; antes, silêncio, paz, calmaria, e, mortos. Eventuais divisões no seio de doutrinas totalmente anti-bíblicas podem ocorrer, mas, serão de origem carnal, humana, o inimigo não costuma trabalhar onde não precisa.

Contudo, na igreja, infiltra-se, infiltra ministros, cria ministérios com rótulo certo e produto errado, etc. é o seu trabalho. “Porque eu sei isto, que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;” Atos 20; 29

Como lidar com isso? Paulo viu nessas contradições a pedra de toque onde assomaria o caráter dos verdadeiros servos de Deus. “Até importa que haja heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.” I Cor 11; 19

Sim, ao menor sinal de desvio da sã doutrina são chamados à peleja os sinceros, os defensores da verdade, pois, diverso do que devaneiam alguns sonsos, a igreja não é um aglomerado de perfeitos, ambiente dedetizado livre de insetos, antes, “... é a igreja do Deus vivo, coluna e firmeza da verdade.” I Tim 3; 15 Vemos, pois, que a harmonia, paz, não são os primeiros valores no seio da igreja, antes, A Verdade.

Quando, os que olham de fora identificam divisões, obreiros mercenários, hipocrisia, e decidem, em vista disso, fazer uma terra arrasada, afastando-se de onde se anuncia à Palavra de Deus, em parte se fazem suicidas espirituais, coautores do sucesso parcial do inimigo.

Claro que têm os espíritas direito de crer no que lhes aprouver, indiscutível. Agora, usar partes da Bíblia que lhes convém, e descartar as demais como se fossem indignas de crédito, isso não! O mesmo Senhor ensina: “Não só de pão viverá o homem, mas, de TODA a Palavra que procede da Boca de Deus”. E, Jesus autenticou as Escrituras então existentes, depois, selou a revelação no Apocalipse, vetando acréscimos ou, omissões. Assim, ou tomamos a Bíblia na íntegra, ou, podemos descartá-la totalmente, pois, não é fracionável.

Sabemos que, há regras de interpretação, hermenêutica, exegese, variáveis culturais, contextuais, que um intérprete honesto considerará, antes de apontar “contradições”. Ademais, nada mais contraditório que comer porções de um bolo inteiro, e evitar outras, pois estariam “envenenadas”.

Por fim, uma coisinha elementar, que até meu cavalinho sabe: Quem acredita em Deus, de fato, deve dar credito à Sua Palavra; lá, adverte da existência e dos ardis do diabo. Na doutrina espírita não há Salvador, Cristo vira apenas Mestre; as pessoas se salvam purgando karmas com boas obras, tampouco se aponta para ações traiçoeiras do inimigo, e pecado; no máximo, ignorância, primitivismo espiritual. Então, são livres pra crer nisso, reitero, mas, nem de longe são cristãos, tampouco, bíblicos.

A igreja é uma mistura disforme de adúlteros, hipócritas, ladrões, mercenários, com pecadores arrependidos, outros dúbios ainda, e alguns íntegros, sinceros, verazes. No meio disso tudo, O Mestre, Senhor e Salvador, que não veio para os sãos, mas, para os doentes, executa Sua Obra.

Os que saem, preferindo calmaria ao bom combate, não passam de covardes, e por suave que pareça, o ”Anjo de Luz” que os guia, no devido tempo se revelará um assassino.

Num campo de batalha não se aponta armas para mortos, quem, nesse mundo tenebroso se sente seguro, livre de ameaças, deveria, no mínimo, cogitar que está no lugar errado. Pois, O Mestre afirmou: “No mundo, tereis aflições...”

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Fugitivos da Luz

“Não há trevas nem sombra de morte, onde se escondam os que praticam a iniquidade.” Jó 34;22 Não diz, o texto, que os iníquos não tentam se esconder; antes, que é inútil.

O avestruz quando sente-se ameaçado enterra a cabeça na areia, não vendo, sente-se seguro. De certo modo agem assim, os que imaginam se esconder de Deus. Sua “segurança” deriva da ignorância, não dos fatos.

“Não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas, patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” Heb 4;13

Sobre Onisciência Divina o salmista disse: “Para onde irei do teu espírito, para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno minha cama, tu ali estás também. Se tomar asas da alva, habitar nas extremidades do mar, até ali tua mão me guiará; tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz ao redor de mim. Nem trevas me encobrem de ti; mas, a noite resplandece como o dia; trevas e luz são para ti a mesma coisa;” Sal 139;7 a 12

Diz certo provérbio que, quando não podemos combater um mal, o melhor é nos unirmos a ele. Nudez ante O Eterno é um “mal” inelutável, do qual não podemos escapar. Como faríamos para nos unirmos à tal luz que tudo perscruta? Ora, arrependimento e confissão existem pra isso; pra que tragamos nossos males Àquele que os pode perdoar. Não confessamos culpas para que Deus saiba, Ele já sabe;  o fazemos para patentear nossa admissão quanto a elas, e, eventual arrependimento.

Entretanto, as pessoas tendem a buscar aceitação social, antes, que aprovação Divina. Assim, ocultando erros de nossos semelhantes já estará “de bom tamanho”, pensam. O Salvador denunciou essa escolha doentia como consorte da condenação dos ímpios: “A condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas.” Jo 3;19 e 20

Esse é o “mal” da Luz; a reprovação dos ímpios. Nenhum livro da Terra é como a Bíblia, que gera amor e ódio tão intensos. Aos que se deixam por ela iluminar e corrigir, traz segurança; aos que resistem, anuncia condenação.

Alguns entendem mal, como se fosse mero compêndio de conselhos para bem vivermos, não! Além de muitos conselhos sábios, óbvio! Traz a jurisprudência do Juízo Divino. Como assim? Simples, não haverá sentenças novas no julgamento; só, menção do quê, está escrito será contraposto às escolhas de cada um, eis o Juízo! “Quem rejeitar a mim, não receber minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.” Jo 12; 48 

Os que aceitam a Luz e suas implicações, desnudam-se do orgulho, buscam o perdão Divino; entregam sua causa a Jesus Cristo, advogado que jamais perde; os demais serão acusados pelas consciências, terão contra si o testemunho dos fatos, e o Juízo da Palavra.

Se, é da consciência que vem a acusação, os que, arrependidos são perdoados, carecem remover máculas daí, como fazer? Cristo já fez: “...o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” Heb 9; 14

Afinal, o que leva alguém a esconder o que pratica, senão, a ciência de sua atitude é reprovável? Todavia, muitos, uma vez cauterizada a consciência, descambam pra dissolução; praticam o mal ante todos, alardeiam até “orgulho” disso, como se, assumir publicamente fosse mérito, sem o concurso do arrependimento; ante O Santo, é mero marketing do pecado: O aspecto do seu rosto testifica contra eles; publicam os seus pecados, como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos.” Is 3;9

Denunciar erros equacionam à falta de amor, tolerância; contudo, a eles falta amor próprio, pois, tentamos lhes fazer bem, anunciar a salvação, mas, preferem a sina onde, “fazem mal a si mesmos.” Em suma, impor na marra à sociedade posturas adversas à Palavra de Deus, no fundo, é um modo sutil de se esconder também; a paciência Divina não é cumplicidade, antes, longanimidade, mas, mesmo essa, termina: Estas coisas tens feito, e me calei; pensavas que era como tu, mas, eu te arguirei, porei por ordem diante dos teus olhos:” Sal 50; 21


Triste sina dos ímpios! Fugir por toda a vida da Luz, e desejá-la na eternidade, onde só haverá trevas! Agora, arbitrários, fazemos escolhas, as consequências já não dependerão do arbítrio. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Excluídos inclusivos

“Não mandei esses profetas, contudo, foram correndo; não lhes falei, todavia, profetizaram. Mas, se tivessem estado no meu conselho, então, teriam feito meu povo ouvir as minhas palavras; o teriam feito voltar do seu mau caminho, da maldade das suas ações.” Jr 23; 21 e 22

Algumas coisas sobre os mensageiros de Deus assomam nesse breve recorte de Jeremias. Deveriam ser por Ele enviados; ouvir Suas Palavras, antes de profetizar. Por fim, uma pista para identificar os falsos: Sua mensagem não denuncia à maldade do povo, não insta à conversão. Noutra parte diz que anunciavam paz, quando, paz não havia.

O profeta será sempre um “não alinhado”, uma espécie de consciência extra-corpórea, incomodando àqueles que, mesmo professando amor à Deus, cauterizaram às suas, ainda vivem segundo o mundo. Afinal, há sutilezas satânicas que cumpre expor.

As palavras de ordem do Evangelho são, arrependimento, cruz, regeneração, obediência, santidade... as da moda, tolerância, inclusão, união, ecumenismo... ir contra isso necessariamente nos fará “personas non gratas” num sistema que é milenar opositor do Altíssimo.

Falsos, o Senhor disse que reconheceríamos pelos frutos; todavia, no “pomar” há sutilezas malignas também. Os frutos de um profeta não são lavar os pés aos mendigos, numa “humildade” ostensiva disfarçando o orgulho; tampouco, tolerância inclusiva dos que se opõem cabalmente à Palavra de Deus, como se O Santo devesse mudar, uma vez que eles resistem. Ora, quem obra por desqualificar à Palavra de Deus, o faz, por saber-se desqualificado para o Reino, mediante seus justos padrões.

Então, quem, livremente tomou a decisão de se opor a Deus, não deve ser “incluído” mesmo assim, antes, deve ser cientificado do erro, na esperança que não recrudesça nele, repense caminhos. Concordar com o tal pra ser “inclusivo” é uma forma de assassinato; mata-se deixando no erro, para evadir-se à responsabilidade de ser antipático advertindo-o.

Assim, por legais que pareçam, “inclusivos, ecumênicos” no fundo, não passam de assassinos de almas, espinheiros imiscuídos no vinhedo. Contudo, se mediante essas pistas ainda for difícil identificarmos o “pedigree” dos profetas da moda, podemos analisar os efeitos colaterais da mensagem.

Um profeta do Senhor, causa temor, tremor, contrição, lágrimas, qual uma Tsunami de Justiça Divina, no sonolento litoral do pecado; um falso, pode ser bem humorado, provocar muitos risos, simpatias, aplausos, até; prometer prosperidade, fartura, aos que, ainda são refratários à Palavra de Deus.

Outra coisa que os incautos devem atentar, é que um profeta não é aprovado “por média”. Como assim? Muito ouvi alguém dizer: “Fulano vez em quando fala algumas coisas fora da casinha, mas, em geral, sua pregação é boa.” Não é!

Falar coisas Bíblicas eventualmente, o diabo faz, como fez quando tentou Adão, e mormente, a Cristo. Quem tem deformidades doutrinárias na mensagem, das duas uma: É falso, ou, neófito precipitado que ousou antes de ser capacitado por Deus.

Influenciar na conversão de alguém, falar do amor de Cristo, qualquer salvo pode e deve fazer; agora, ministerialmente atuar, requer chamada, preparo, probidade, acuidade doutrinária.

Mas, o “ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura” não é missão da igreja? É. Acontece que neófitos e falsos não pregam, estritamente, o Evangelho; antes, deturpam-no, impondo-lhe suas idiossincrasias, suas inclinações naturais, como fizeram, em dado momento, entre os Gálatas.

Outra sutileza é fundir o “Bom”, e “Bem”, como se fossem a mesma coisa. O bom é amoral, tem a ver com as sensações que provoca; muitas coisas insanas, mortíferas, achamos boas; aliás, o pecado é bom. Contudo, o bem é proposital, se adjetiva em face ao resultado que produz, mesmo que, beber dele, não seja bom; como o arrependimento que conduz à vida.

Assim, quando o Papa Francisco, por exemplo, faz declarações “inclusivas” aos ateus e homossexuais, a galera o aplaude como um sujeito bom. Produz uma sensação agradável de tolerância, compreensão, inclusão. Mas, seus “bons” frutos são podres, não nascem no Pomar do Eterno.

Ele diz que quem duvida blasfema, O faz mentiroso; essa é a posição do ateu ante Ele; do homossexualismo chama abominação, paixão infame; essa é a implicação do comportamento. Qualquer mensagem que destoe disso, é falsa!

Mas, diria alguém, não devemos amar aos tais, entender? Sim, não devem ser escorraçados, antes, ensinados, amparados, se, suas almas se moverem à Vontade de Deus.

Agora, “cristianizar” maus comportamentos para que não fiquem de fora, não os inclui; antes, exclui ao profeta que isso promove, da honrosa galeria dos servos do Senhor.


Se, é inútil mera pregação, onde a demanda é por pão, como ensina Tiago, é mortal dar pão aos famintos, associado a uma doutrina falsa, que mata a alma. O criador de porcos engorda-os pra matar; pastor de ovelhas, vai adiante, é exemplo ao rebanho. 

domingo, 24 de janeiro de 2016

Fé é coisa de covardes?

“Porque os egípcios são homens, não, Deus; seus cavalos, carne, não espírito; quando o Senhor estender sua mão, tanto tropeçará o auxiliador, quanto o ajudado; todos juntamente serão consumidos.” Is 31;3

O contexto é de um povo que estava endividado com Deus; invés de se corrigir, ameaçado por inimigos, buscava apoio no exército do Egito. Ora, justo Israel, cujo nascimento como nação se dera no Êxodo daquele país, sem poderio militar algum, apenas a intervenção milagrosa de Deus, agora, invés de buscar socorro no Senhor, buscaria no Egito?

Tinham feito algo semelhante, quando o Eterno “demorou” para devolver Moisés, fizeram como deus, um dos tantos ídolos que viram ser cultuados na terra dos Faraós. Todavia, as consequências da blasfêmia não lhes era desconhecida; como voltariam a repetir o erro que tantas vidas custou?

Comunhão com Deus que O constrange a lutar de nosso lado demanda renúncia, obediência; apoio de outros, mera troca de favores; tendemos ao caminho mais fácil, não obstante, possa ser danoso no fim.

Pra maioria, as coisas imanentes são reais, as transcendentes, meras abstrações; coisa de gente débil que fantasia em sua fraqueza um socorro imaginário. A fé é esconderijo de fracos, desculpa de covardes.

Contudo, é exatamente o contrário. O texto de Isaías lança luz sobre a superioridade das coisas espirituais, ante as físicas, diz: “Porque os egípcios são homens, não, Deus; seus cavalos, carne, não espírito;” Afinal, se o vigor espiritual foi forte o bastante para dobrar os exércitos de Faraó, que prova mais careceria para ser reputado superior?

A paz com Deus que colocaria os poderes espirituais ao nosso lado demanda tomar a cruz, isso é coisa para valentes. Covardes fogem como o diabo, da cruz.

Deparei com um texto onde diz que, conhecimento bíblico vale mais que curso superior; e, um motejo com a imagem de um pastor famoso entre cédulas, dizendo: “É verdade”.

Conhecimento de Deus não nos enriquece monetariamente; mas, o conhecimento bíblico pode ser malversado assim. Certamente, quem postou a ideia tencionava ilustrar a superioridade das coisas espirituais às materiais. Quem distorceu isso quer lavar-se com lama, ao pegar um mau exemplo e tentar fazer má, uma carreira que é santa.

A Bíblia não apresenta o conhecimento como posse, antes, compromisso. Devo obedecer o que sei, como credencial inicial para seguir aprendendo, até conhecer à Verdade, para, enfim, ser livre. “Jesus dizia aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; conhecereis a verdade, a verdade vos libertará.” Jo 8; 31 e 32

Há conhecimento atual, e factual. Digo, o que norteia ações, atua; o que apenas acresce informação é o factual, existe, embora, faça hipócritas, invés do atual, que faz servos.

Tiago alude ao que aprende e não pratica, como o que olha-se no espelho incidentalmente, sem nenhuma providência ante os desarranjos que vê. “Se alguém é ouvinte da palavra, não, cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; contempla a si mesmo, e vai-se, logo esquece de como era.” Tg 1; 23 e 24

Então, nada vale um que rejeita a fé, justificar-se apontando outro que a malversa; hipócritas e céticos, malgrado aparentes contradições, caminham juntos; digo, chegarão ao mesmo destino por caminhos diversos, pois, têm em comum, a rejeição aos preceitos de Deus.

As guerras que Deus permitia contra Israel eram já Seus juízos pela desobediência; aí, invés de arrependimento, os corações endurecidos tomavam “providências” pecaminosas; “Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomam conselho, mas não de mim; que se cobrem, com uma cobertura, mas não do Meu Espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado; que descem ao Egito, sem pedirem o meu conselho; para se fortificarem com a força de Faraó, para confiarem na sombra do Egito.” Is 30; 1 e 2

Ações precipitadas sem o conselho de Deus; será que fazemos melhor que isso, ou, em nossas angústias só acrescentamos pecado a pecado?

Finalmente, um exemplo de nosso meio: O ex presidente Lula, malgrado ser semi-analfabeto não teve problemas sérios com isso, pois, venceu duas eleições; Agora, que assomam indícios de grandes roubos, lapso de valores, a maioria o despreza, mesmo, os que votaram nele. Se, pode ser sem estudo, desde que, não seja sem caráter, e essa faceta tem uma derivação espiritual, todos sabem bem, o que vale mais.

Quem deposita esperança no dinheiro em face às angústias da alma, no fundo, se evade à solução em Deus, e “desce ao Egito.” Dinheiro é invenção humana; a vida, dom de Deus.

“Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas, a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu possuidor.” Ecl 7;12

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Justas todas as formas de amor?

“... Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, toda a tua alma, todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mat 22; 37 a 40

Aqui temos o resumo das demandas de Deus em relação a nós; um preceito, amar. Dois objetos: Primeiro a Deus, depois, o próximo.

Não raro deparo com a frase: “Consideramos justa, toda a forma de amor.” Como se fosse, “amor” uma varinha mágica que sagra todo tipo de ações. Ninguém nega que um diamante é precioso; contudo, se for usado entre cascalho para fazer concreto, por exemplo, será esse seu valor objetivo; cascalho.

Igualmente amor; é um sentimento nobre, mas, se divorciado de seus alvos, objetivos, acaba vil. Claro que a intenção da frase aquela, é a legitimação do homossexualismo! Que, tal postura é possível, permitida a seres arbitrários não se discute; agora dizer que isso é justo, aí é usar de uma autoridade que não possuímos. O Juiz é Deus. Quem disse que os humanos decidiriam por si mesmo as noções de bem e mal, foi o diabo no Éden. Ousar assim, desconsiderando Deus é agir, submisso a ele.

Se, o primeiro mandamento é amar a Deus sobre tudo, como posso, em nome do amor, endossar ao que Deus declarou abominável, infame? Se, amo meu próximo, o segundo mandado, como lhe omitirei a informação que pode salvá-lo, se, identifico que se comporta de modo a ferir o Amor de Deus? Para ser “legal” me torno cúmplice de sua morte? Estranha forma de amor...

Amor fora do devido lugar pode ser lixo, sim; vejamos: “O que ama a transgressão ama a contenda; o que exalta a sua porta busca a ruína.” Prov 17; 19

“O que ama os prazeres padecerá necessidade; o que ama o vinho, o azeite nunca enriquecerá.” Prov 21; 17

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; nessa cobiça alguns se desviaram da fé, traspassaram a si mesmos com muitas dores.” I Tim 6; 10

“A condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” Jo 3; 19 etc.

Vemos, pois, que se pode amar à transgressão, à contenda, aos prazeres, vinho, azeite, dinheiro, trevas... desse modo, o amor não é um absoluto, antes, depende do objeto sobre o qual repousa, ser precioso, ou, vil.

Todos os vícios acima que fazem o amor errar em terra estranha derivam do excesso de amor próprio. Ora, amar a si mesmo é uma coisa natural; tanto, que, a Bíblia toma isso como referencial do amor devido ao próximo; “ama teu próximo como a ti mesmo.”

A maioria das vezes que se diz, “eu te amo”, infelizmente, no fundo o significado é outro: Eu me amo, quero ter você; vou dar-te de presente a mim mesmo, nem que precise fingir amar também.

Paulo ensina: “O amor não busca os próprios interesses...” Como seriam as relação conjugais, fraternas, se, todos se comportassem assim? Um buscando o melhor no interesse do outro, pois, o ama?

Mas, as coisas não são assim. Temos até, os que “matam por amor”, na verdade, em excesso de amor próprio ao descobrirem as fraquezas de quem convivem, manifestam mediante ódio, a intensidade de seu “amor”. Não que não seja razoável o ciúme em face a uma traição, mas, daí, a matar, evidencia que o amor próprio era maior, bem maior, que o presumido amor em relação à sua vítima. Em caso de infidelidade a Bíblia permite o divórcio, não, assassinato. O Juízo, uma vez mais, pertence a quem criou a vida.

Podemos amar ao quê, quisermos, não, definir em quê, consiste o amor. Um Bêbado pensará que no céu tem cachaça; um promíscuo, libertinagem, um avarento, riquezas individuais... tendemos, pecadores que somos, a sagrar nossos gostos, preferências. 

Mas, há um juízo absoluto que colocará por terra as idiossincrasias. “Ai dos que ao mal chamam bem, ao bem mal; que fazem das trevas luz, da luz trevas; fazem do amargo doce, do doce amargo!” Is 5;20

Assim, não conta o que consideramos “justo”; há um padrão mais alto, que aquilatará nossas escolhas; “...como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos ( de Deus ) mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Is 55; 9 

Amar a Deus e ao próximo, eis o amor saudável! O resto é febre, sintoma de egoísmo.