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domingo, 30 de novembro de 2014

Os pastores de si mesmo



As fracas não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam.” Ez 34; 4 e 5 

Falando contra os omissos pastores de seus dias, Ezequiel alista alguns predicados das ovelhas que sofriam com tal omissão; fracas, doentes, quebradas, desgarradas, perdidas... Todas essas situações as colocam na condição  passiva. 

Não é próprio da natureza dócil de ovelhas, vícios como, orgulho, arrogância, rebelião, sectarismo, violência, rapina... Não que essas coisas não existam no redil dos salvos; mas, quando acontecem, não procedem de ovelhas, antes, de lobos disfarçados. 

Ovelhas são postas como bichos dependentes do pastor, que, ou serão devidamente cuidadas, ou, tornar-se-ão pasto das feras do campo. São alimentadas, ou, viram alimento. 

O Salvador fez, mais de uma vez, distinção entre Suas ovelhas e os imiscuídos por espúrias razões. “Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu conheço-as, e elas me seguem;” Jo 10; 26 e 27 

Noutra parte advertiu como distinguir verdadeiros e falsos misturados. “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.” Mat 7; 15 a 17 

E não se derive daqui a ideia estúpida de salvação mediante obras, como se fossem esses os “frutos” em questão. O fruto de um profeta é sua profecia, mensagem. Qualquer que se desviar dos ensinos do Mestre, por milagreiro que seja é falso. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mat 7; 21 Vemos que o cerne da questão é o profeta ajustar-se à Vontade de Deus. 

Aos que não creram Nele, O Senhor disse que não eram Suas ovelhas. Sim, mera incredulidade é já um “fruto” comprometedor no Reino

Interessante que não há censura às ovelhas por estarem  fracas, doentes, desgarradas... Antes, aos pastores, os verdadeiros culpados disso. Amiúde, não eram diferentes das feras do campo; “...Ai dos pastores de Israel que apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.” Ez 34; 2 e 3 

Existem em nossos dias pastores assim? Que apascentam a si mesmos? Infelizmente, tais são maioria. Aliás, muitos sequer se dão ao trabalho de saber se seus rebanhos são puros ou misturados. Afinal, os “guardam” por interesses mesquinhos. Parece que descobriram um jeito de temperar a carne, de modo que, mesmo lobo se parece com ovelha em suas mesas mercenárias. 

O fato que Deus responsabiliza maus líderes pela dispersão de Suas ovelhas não muda, infelizmente, a situação dessas. Não poucas vezes ouvi de incautos, afirmações tipo: Não importa se ele está certo ou errado; eu obedeço; se estiver errado, a culpa será dele. Grande vantagem! Se eu seguir o erro por preguiça de avaliar ensinos criteriosamente a culpa será minha; omissão.

O Salvador foi categórico: “Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.” Mat 15; 14  Líder e liderado caindo. 

Assim, embora devamos reverenciar bons líderes humanos, não devemos esquecer o texto aquele que,  muitos colam na geladeira: “O Senhor é meu pastor...” Devemos obediência aos pastores nossos à medida quê, eles estejam representando fielmente a Vontade de Deus. 

Muitos usam testemunhos de milagres como credenciais de ministérios. Paulo amaldiçoou aos que extrapolam às diretrizes da Palavra. “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” Gál 1; 8

Milagre pode advir de fonte espúria; a Palavra está dada claramente, basta analisar ensinos à sua luz.

Entretanto, se há advertências contra pastores por terem negligenciado às fracas, doentes, desgarradas, não há nenhuma menção que devem eles, se ocuparem de eventuais rebeldes. Há muitos assim, que recusam  submissão; dividem rebanhos e ainda culpam aos seus pastores. 

Usar de violência, promover divisões não é característica de ovelhas. Ao violento, aliás, temos uma receita em Provérbios: “O homem de grande indignação deve sofrer o dano; porque se tu o livrares ainda terás de tornar a fazê-lo.” Prov 19; 19  

E a violência mais danosa que há é a que desvia da senda da salvação; pois, seu dano será eterno.

sábado, 29 de novembro de 2014

A saudade de Deus



Sempre que a nuvem se alçava de sobre a tenda, os filhos de Israel partiam; no lugar onde a nuvem parava, ali, os filhos de Israel acampavam.” Núm 9; 17  

Charles Spurgeon disse: “Deus nos abençoa muitas vezes, cada vez que nos abençoa”. Eis um exemplo!  A marcha dos israelitas  precedida por uma “nuvem guia”, que, além de mostrar a direção, trazia efeitos colaterais; Cobria protegendo da calma no deserto; à noite resplandecia como que, em fogo, iluminando o caminho; além de direção, a nuvem trazia refrigerio e luz. Mais; servia como sinal para a marcha determinando ocasiões, de acampar, ou,  partir. Desse modo, a bênção se vertia em muitas. 

Como seriam nossas vidas se; chegadas, saídas, pausas e partidas fossem segundo a Vontade do Senhor? Dado o exemplo em apreço teríamos luz, refrigerio, direção.

Entretanto, essa “lua de mel” com O Senhor durou pouco. Mediante Jeremias, O Eterno falou saudoso aqueles dias; “Vai, clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim diz o Senhor: Lembro-me de ti, da piedade da tua mocidade, do amor do teu noivado, quando me seguias no deserto, numa terra que não se semeava. Então Israel era santidade para o Senhor, as primícias da sua novidade; todos os que o devoravam eram tidos por culpados; o mal vinha sobre eles, diz o Senhor.” Jr 2; 2 e 3 

Parece que havia algumas bênçãos mais; provisão de pão e proteção contra quem afrontasse Seu povo. 

Todavia, como nas relações humanas baseadas em anseios carnais, simplesmente, invés do vero amor, passada a lua de mel, os olhos infiéis começam a buscar “alternativas”; o mesmo Jeremias foi portador da denúncia de adultério. “Porque o meu povo fez duas maldades: a mim deixaram o manancial de águas vivas, cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas. Acaso é Israel um servo? É ele um escravo nascido em casa? Porque veio a ser presa?”  cap 2; 13 e 14 Aqui temos a causa: Infidelidade; a consequência: Escravidão. Mediante Moisés o Eterno dissera que seria assim; se fossem fiéis, bênçãos, proteção; senão, servidão. 

O mesmo Senhor considerou como seriam as coisas pelo prisma da obediência: “Ah! se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, a tua justiça como as ondas do mar! Também a tua descendência seria como a areia; os que procedem das tuas entranhas como os seus grãos; o seu nome nunca seria cortado nem destruído de diante de mim.” Is 48; 18 e 19

Naqueles dias, porém, o Criador tratava com uma nação específica; hoje, com todas as nações, em Uma pessoa específica; Jesus Cristo; descendente de Abraão, no qual serião benditas todas as famílias da Terra. 

Dessa vez, a direção não deriva de uma nuvem, antes, Sua palavra. Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz,  eu conheço-as, elas me seguem;” Jo 10; 26 e 27 Orbitavam ao Salvador dois tipos de pessoas; umas criam e obedeciam; outras duvidavam.  Dessas disse não serem suas ovelhas. 

Não há pré-escolha em Cristo, as pessoas escolhem crer ou não. As que creem se fazem ovelhas Dele. Em Sua bendita Palavra temos muito mais que na nuvem tinham os antigos; além de luz, refrigerio, direção; sabedoria espiritual, conhecimento de Deus, vida eterna, dons espirituais, segurança, etc.

Também Ele manifestou sentir saudades de um bom começo de relação que estava dando sinais de desgaste. “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te; pratica as primeiras obras;...” Apoc 2; 4 e 5  

Parece que fidelidade ao curso do tempo é nossa maior dificuldade. O Salmista evoca essa fragilidade como razão da misericórdia Divina. Assim como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se que somos pó.” Sal 103; 13 e 14 

Então, compensa nossa fragilidade dando aos que Lhe obedecem, a assessoria do Espírito Santo; uma “nuvem” interior que dirige aos sensíveis e obedientes; “Os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes para a direita nem para a esquerda.” Is 30; 21 

Os rebeldes, então, acabavam escravos do midianitas, assírios, caldeus, persas... Os de hoje, inspirados por satanás acabam reféns de si mesmos; recusam o resgate de Cristo. 

Se uma nuvem como a mão de um homem prenunciou o fim da seca nos dias de Elias, a mão do homem rebelde fecha sobre si os céus da graça Divina. Para aqueles houve provisão no deserto; esses, fazem seu deserto particular em pleno jardim.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Se nascer de novo nasce gay?



“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos  também em novidade de vida. Sabendo isto, que  nosso homem velho foi com ele crucificado...” Rom 6; 4 e 6

Paulo ilustra os salvos como ressuscitados; não são outros, estritamente; os mesmos com outro modo de vida. Radical. Velhas tendências são reputadas como crucificadas, mortas. 

O Salvador ensinou o novo nascimento; Paulo explicou minúcias. Embora o apelo de Cristo seja à liberdade, tal é com limites; podemos escolher a quem servir. Evocando o passado dos crentes de Roma, o apóstolo os colocou sob certo senhorio; “Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais?...” Rom  6; 20 e 21 Servos do pecado; a condição pregressa. Após Cristo, novo Senhor; “Mas agora, libertados do pecado, feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação; por fim, a vida eterna.” V 22  

A liberdade preceituada é em relação ao domínio do pecado; servir a Deus traz, invés de vergonha, santificação,  vida eterna. Depois, concluiu a ideia dizendo que a condenação primeira era questão de justiça; a salvação, graça. “Porque o salário do pecado é a morte, mas, o dom gratuito de Deus é vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” V 23

Daí, como nascemos em nosso berço natural perde a relevância em face ao novo nascimento. Todos nascem iguais em relação ao pecado; ou seja: Inclinados a ele. “O que é nascido da carne é carne...” Jo 3; 6 “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois, não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, pode ser.” Rom 8; 7

Desse modo, os que pleiteiam a aceitação do homossexualismo na igreja com o argumento que “nasceram assim”, se, acolhido seu pleito, também deve ser o de eventuais adúlteros, promíscuos, heterossexuais, pois, eles igualmente nasceram assim; digo, inclinados a isso.   

Onde ensinou o novo nascimento, O Salvador advertiu que ele se dá à partir da água e do Espírito. Uma vez mais é Paulo que interpreta em quê consiste a “água”. “Para  santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,...” Ef 5; 26  Enfim, nascer da água e do Espírito equivale a, da Palavra de Deus e do Espírito Santo. 

Pedro compara a vida natural com a espiritual realçando a superioridade dessa. “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus; viva,  que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como  erva; toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva,  caiu a sua flor; mas, a Palavra do Senhor permanece para sempre...” I Ped 1; 22 a 25 

Em suma, se o novo nascimento se dá à partir da Palavra com auxílio do Espírito Santo, eles, “Pai e mãe” devem escolher como amamentar ao infante. Ainda Pedro: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;” Cap 2; 2 O contexto imediato ensina que esse “leite” é a Palavra de Deus. 

Paulo, posto que chegou a conhecer Jesus fisicamente disse que tal predicado não tinha valor; pra ele, nem pra ninguém. “Assim, daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, ainda que  tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, já não o conhecemos deste modo.” II Cor 5; 16  

Então, nem a “herança maldita” de Adão, nem eventuais laços sanguíneos seriam considerados; antes,  quem postulasse ter renascido, que produzisse frutos condignos à profissão de fé; “Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas  passaram; eis que tudo se fez novo.” V 17.

Desse modo, quaisquer que sejam as “coisas velhas” que venhamos acarinhar; adultério, mentira, engano, promiscuidade, homossexualismo... morreram com o velho homem.   

Mas, se estão atuantes ainda, no jeito de ser do “novo”, há fortes indícios que não há novo nenhum; apenas, um verniz tentando pintar ao morto, de vivo. Claro que a santificação é gradual; mesmo os convertidos verazes ainda recaem em erros dos velhos hábitos. Porém, se pleitearem pela “canonização” do erro, invés de perdão, certamente, entre os salvos, estão no lugar errado. 

Não estou dizendo que alguém não pode ser gay, se desejar; mas, tal qual, se eu fosse torcer pelo Corinthians não deveria usar bandeira verde, por respeito aos demais corintianos; se alguém quiser ser gay, que não imponha tal postura onde é tida por erro abominável, simples assim.

A dureza branda do amor



“Muitos dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” Jo 6; 60, 67 e 68

Temos duas reações opostas; um anônimo achando o discurso duro, e Pedro dizendo serem palavras de Vida. É possível que fossem as duas coisas ao mesmo tempo; cada um reagiu conforme a inclinação. 

Antes de pensarmos no discurso em si, devemos atentar ao  contexto. Um dia antes o Senhor multiplicara pães e peixes para uma multidão faminta. Então, atravessara o lago para pregar a novos ouvintes; mas, deparou com a mesma plateia anterior a Sua espera como quando se marca um show de um artista famoso qualquer. 

Invés de exultar com sua súbita popularidade, O Senhor deplorou aquela visão imediatista e interesseira e denunciou o erro. Vocês não me buscam por que entenderam meu ensino e querem mais, antes, porque comeram pão de graça e querem mais. Trabalhem, não pela comida que perece, mas, pela que permanece para a vida eterna. 

Eventuais interlocutores nem se deram ao trabalho de negar seu interesse, antes, confirmaram. “Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que vejamos e creiamos em ti? Que operas tu? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.” VS 30 e 31 ( Voltaire disse que conhecemos um homem mais por suas perguntas que por suas respostas) A pergunta daquele cogitava de receber “pão do céu”. “...Moisés não vos deu pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.” 32 e 33 

Aqui estava o problema. O substantivo, “pão” estava certo; a questão era o adjetivo; celeste. “Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.” 48 a 50 O pão proposto pelo Mestre não tinha como alvo mera manutenção temporária da vida; antes, vencer a morte.

Quando o Senhor disse que para isso deveriam comer Sua carne e beber Seu sangue, a debandada começou; dada a “dureza” do discurso. Se, tudo aquilo que contraria interesses imediatos e naturais é duro, o Evangelho, malgrado o concurso do amor e da graça Divinos é uma mensagem assim. Declara inúteis, meras obras mortas, todas as “boas obras” humanas, que pretendem chegar a Ele desviando da cruz. 

Paulo em seus escritos denunciou uns assim: Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, cuja glória é para confusão deles; só pensam nas coisas terrenas.” Fp 3; 18 e 19 Parece que uma vez mais temos o erro de pão. 

Claro que, quando Pedro inspirado disse que o Senhor tinha “Palavras de Vida Eterna”, não se trata de algo que as palavras façam sozinhas. Elas trazem diretrizes, que, uma vez seguidas conduzem à Vida Eterna. 

Outro dia, fazendo vergonhosa concessão à blasfema Teoria da Evolução, o Papa Francisco disse que Deus não criou tudo o que há com uma varinha mágica. A Bíblia ensina que O Fez à partir de Sua Palavra. 

Possivelmente miríades de anjos foram “coautores”; Ele ordenava: “Haja plantas, seres viventes, etc.” e deixava a forma ao alvitre deles; depois, supervisionava: “viu que era bom.” Daí, a riquíssima variedade que temos. Só o ser humano foi dito que Ele mesmo fez com Suas mãos. 

Assim ordena a nós, que preguemos “Palavras de Vida Eterna” à toda criatura; mas, deixa conosco, ocasião, modo como faremos. Somos os “anjos” da vez dando difusão à Sua Vontade.

Enfim, é certo que Ele não criou como mago; mas, fez espécies definidas, presas ao determinismo biológico da repetição mecânica. Aliás, segundo os pleitos evolutivos nem teríamos espécies, antes, estágios.

Na verdade, o “duro discurso” da salvação encontra uma dureza maior nos corações humanos que estão moldados há muito num cenário de aversão a Deus. Essa dureza leva pessoas a se aproximarem Dele apenas em busca dos próprios interesses. 

Se, é vero que chama a Si, todos, também condiciona a “comer sua carne e beber Seu sangue”; “tomais sobre vós, meu jugo”. Paulo amplia: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus... esvaziou a si mesmo, tomando a forma de servo... humilhou a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Fp 2; 5 a 8