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domingo, 19 de novembro de 2017

Os Códigos de Barras enganam

Visando minimizar erros de arbitragem a FIFA patrocinou a criação da dita “bola inteligente” dotada de um chip que emite um apito no relógio do árbitro, sempre que ela ultrapassa a linha do gol. Nesse caso, eventual lapso da visão seria comunicado à audição mediante tecnologia. Os árbitros dotados eletronicamente de “sexto sentido” em busca de justiça nas decisões.

Todos os nossos sentidos têm lá seus “scanners” com os quais leem as informações que carecemos. Não raro, a privação de um acentua o poder de outros; como os cegos, que, elevam o potencial da audição e do tato, por exemplo.

Porém, certas coisas escapam ao domínio sensorial; sendo de outra natureza demandam um “Scanner” diverso também. Apressamos-nos às vezes ao logro do fenômeno, como se ele retratasse o vero ser, das coisas. Aí filosofamos que as aparências enganam; entretanto, o que acontece na verdade é que nos enganamos precipitados, quando, atribuímos a elas, essência.

Sexto Empírico, um pré-socrático dizia: “Más testemunhas aos homens são os olhos e os ouvidos, se, eles têm almas bárbaras.” Parece que ele postulava a educação da alma como “acessório” indispensável à leitura dos fatos e caracteres humanos; o que, demandaria uma percepção além daqueles “testemunhos”.

Segundo a Bíblia, “O ouvido prova as palavras como o paladar prova os alimentos”; Isso não abstrai a possibilidade de ter, alguém, o paladar estragado e gostar de lisonjas, bajulação, mentiras, por identificação passional, ideológica... Então, ouvir pode ser como colher verdade e mentira, juntas. Mas, como agricultor que passa sementes pelo crivo para separá-las dos ciscos, precisamos assistência da percepção arguta para discernir o que não é dito.
Desse modo, podemos nos enganar não apenas com as aparências, mas, com os discursos também, muito mais, quando edulcorados por nossas pré-disposições.

Quando o Senhor Jesus ensinou: “De que o coração está cheio, disso a boca fala”, não advogou o falar como retrato do coração, ao pé-da-letra; antes, que as ocupações primazes de nossos corações hão de permear nossos discursos; seja, de modo expresso, ou, implicitamente; mesmo que esses tragam a negação dos males que nos assolam.

O peso acentuado de certo valor, ou; o combate desproporcional de um vício pode ser, e, não raro, é, a tentativa de encobrir os males que nos habitam.

Para muitos seria uma boa figura a do camaleão camuflado na cor do ambiente; ele captura as presas com sua língua desproporcional e precisa. Assim, sobretudo, os políticos, no hábil mimetismo da proposição infalível das justas demandas sociais fazem o discurso correto; e, por ter línguas mais longas que o normal capturam longe suas presas mantendo-se alheios à verdade, graças ao seu espetacular raio de ação.

Sua bela “aparência” conquista espaços nos ouvidos descuidados, sonolentos, ou, meros comodistas. “Os homens preferem geralmente o engano, que os tranquiliza, à incerteza, que os incomoda.” Marquês de Maricá.

O “scanner” dos olhos lê o “código de barras” da embalagem; o dos ouvidos carece ruminar em busca do conteúdo; e, não raro, a alma precisa rebuscar-se do concurso dos fatos; sejam pretéritos no histórico de alguém, ou, futuros, que também demanda o acessório do tempo.

Infelizmente muitas coisas que nos pareciam lícitas e boas, muito “lances” tivemos que rever, após ouvir esse tardio “apito” da “bola inteligente” do convívio, da experiência. Coincidentemente o aviso está no cronômetro do árbitro, um marcador de tempo.

Os antigos já diziam lá do seu jeito: “Para se conhecer deveras, uma pessoa é preciso comer um quilo de sal junto com ela.” Como não comemos sal puro, mas, temperando os alimentos, isso demora.

Infelizmente, a dura realidade é que somos quase todos piores que parecemos; pois, agimos mais ou menos como lojistas que expõem o melhor nas vitrines, e deixam as coisas velhas e feias, nos fundos. Spurgeon dizia que nossos pecados confessos eram nossas “melhores frutas” as mais viçosas que levamos à feira; mas, os pomares guardam ainda muito mais.

Uma vez que nos falta coragem para assumir plenamente nossos defeitos, ao menos tenhamos a honestidade de não alardear virtudes, afinal, o mesmo Jesus Cristo ensinou: “Aquele que fala de si mesmo busca sua própria glória.” Mas, basta uma espiadela no que as pessoas expõem para ver quanta auto-promoção, auto-exaltação de gente sem senso do ridículo em busca de aplausos imerecidos.

Tal qual o alfabeto em LIBRAS, que tem o “discurso” nas mãos temos nós; aquilo que fazemos, não, o que dizemos é nossa voz. Nossas línguas podem ter o vasto alcance de um camaleão, mas, se servem apenas, como naqueles, para que ocultamente ataquemos nossas presas, os bichos que não sabem falar, se avantajam a nós.

“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que teu silêncio”. Pv indiano.

sábado, 18 de novembro de 2017

O Vendaval e a Fortaleza

“Quando (Deus) deu peso ao vento e tomou a medida das águas; quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões; então, viu e relatou; estabeleceu e também a esquadrinhou. Disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria! Apartar-se do mal, a inteligência.” Jó 28;26 a 28

Houve um tempo em que os fenômenos “naturais” eram atribuídos ao Criador; fosse chuva, estio, vendavais, calmaria... Ele mesmo reivindicava a autoria disso, aliás. “Por isso (a indiferença do povo) retém os céus sobre vós o orvalho; a terra detém seus frutos. Mandei vir seca sobre a terra, e sobre os montes, o trigo, o mosto, o azeite, e sobre o que a terra produz; como também sobre os homens e gado, todo o trabalho das mãos.” Ag 1;10 e 11

Certa vez, o perverso Saul quebrara um juramento feito em Nome do Senhor, matando aos gibeonitas; veio seca como punição e perdurou até a vingança; ou, como esquecer a idolatria dos dias de Acabe e Jezabel, que deu azo à profecia de Elias e um estio de quarenta e dois meses?

Em contrapartida, Paulo via em dias de fartura, de terra produtiva, um testemunho do Senhor; “Contudo, não deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria vossos corações.” Atos 14;17

Contudo, o mundo “explica” até mesmo a criação sem O Criador. A coisa explodiu e aconteceu simplesmente. Esse perfeito relógio veio à existência sem relojoeiro.

Bem, mundo é mundo; um sistema ímpio, adversário do Senhor. Dele não se pode esperar que deixe de ser o que é; pessoas, pontualmente se convertem e são regeneradas, o sistema, não.

Então ouvir os mundanos falando como tais é lógico, coerente. Aludindo à idolatria dos gentios mediante Isaías, o Senhor apenas descreveu a coisa como tola, porém, normal; mas, achar os mesmos traços entre os que tiveram relação com Ele, isso não. “Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo?” Is 41;8

Em dias de catástrofes como o vendaval que trouxe enormes prejuízos para nossa cidade as pessoas socorrem-se das mais variadas explicações; “condições climáticas, aquecimento global, reação da natureza à intervenção humana, etc.” Ninguém cogita a Mão de Deus.

Nossa falta de noção da realidade e alienação é tal, que, ontem à tarde quando centenas de pessoas se ocupavam em retirar entulhos refazer telhados e rede de energia, tinha um carro de som anunciando a droga da vez; “venha bailar e se divertir na ... mulheres não pagam”; puta que pariu! Que gente insensível, que calhordas!

Claro que sobejam motivos ao Senhor para estar irado conosco! A imensa maioria está totalmente alienada Dele; e dos que se dizem Seus uma vasta parcela é de gente que é apenas religiosa, sem entrega, sem vida transformada nem vontade de tê-la; apenas uma droga psíquica chamada de igreja; um monte de interesses doentios, carnais, “em Nome de Jesus,” acoroçoados por obreiros mercenários.

Foi só um aviso, uma dosimetria controlada de ira que tende a se agravar à medida que nossos corações recrudescem, e nossos pecados não cessam.

Que o mundo se preocupe com Defesa Civil e similares, tem seu valor em situações de emergência; mas, os que professam O Nome Santo do Senhor deveriam pensar seriamente na necessária entrega e submissão ao Escolhido de Deus, Jesus Cristo; “Será aquele homem como um esconderijo contra o vento, um refúgio contra a tempestade; como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.” Is 32;2

Não será construindo melhores casas, com maior grau de resistência que estaremos seguros; antes, descansando de vez no “Esconderijo do Altíssimo”, pois, só Nele estamos seguros, deveras. “Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre.” Salm 125;2

O mesmo Senhor que deu peso ao vento, formou nuvens e ordena chuvas, é o “Refúgio e Fortaleza” para aqueles que Nele confiam.

Ainda clama em Seu amor e misericórdia, mas, já está saturado de ser tido com “estepe” algo que recorremos em horas de emergência, no mais, fica esquecido. “Rejeitastes todo meu conselho, não quisestes minha repreensão; também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei em vindo o vosso temor.” Prov 1;25 e 26

Porém, as coisas não precisam ser assim, pois, o mesmo Senhor diz: “Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá. Mas, o que me der ouvidos habitará em segurança; estará livre do temor do mal.” Prov 1;32 e 33

domingo, 12 de novembro de 2017

Racismo e o Paradoxo de Epimênides

“Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos. Este testemunho é verdadeiro...” Tt 1;12 e 13

Historiadores dizem que o “profeta” cretense em apreço era Epimênides, que, ao ter dito aquela frase evocada por Paulo teria dado azo ao dito “Paradoxo de Epimênides”. Pois, sendo também cretense, e, “os cretenses são sempre mentirosos;” como disse, se, ele estava falando a verdade, mentia; mas, se mentia, falava a verdade. (???) Deu um nó? Soou paradoxal? Pois é.

Sócrates em seus ensinos acusou aos sofistas de “caçadores de palavras” para perversos fins. Embora não se trate aqui, de mero sofisma, há algo mais a ser considerado. Assim como um juiz sábio ao encontrar eventuais omissões nos códigos legais formula seu parecer atentando ao “espírito da lei”, um leitor avisado ao deparar com uma “contradição” assim rebusca-se de acessórios como lógica, perfil do autor, intenção, para dissipar a fumaça.

Nem sempre uma contradição verbal o é também em essência.

Epimênides era tido por alguém honesto e pio; sua atuação ao livrar mediante sacrifícios e preces a cidade de Atenas que sofria intenso surto de peste rogando ao único Deus que estava ofendido com uma traição oficial dos governantes que prometeram indulto e mataram sediciosos, reconhecera que ignorava o nome de qual Deus, amante da justiça, se deveria honrar pelo livramento. Sua ignorância honesta ensejou que houvesse o altar citado por Paulo; “Ao Deus Desconhecido”.

De alguém assim, com esse histórico de temor, reverência e honestidade se pode esperar tudo, exceto, que seja um reles mentiroso. Se, sua atuação profética abençoara à Cidade-Estado de Atenas, era mais que cretense da gema, digo, sua visão e atuação eram diversas da dos ilhéus comuns.

Então, quando disse que os cretenses eram sempre mentirosos, não pretendia legar uma informação com precisão de ciência exata; mas, denunciar como quem vê de fora, a inclinação de um povo em seu aspecto majoritário.

Nós mesmos usamos expressões verbais que não dizem exatamente o que queremos. Por exemplo, quando o mau caráter de alguém nos dana, exaspera, em momentos de ira o chamamos de “Filho da mãe”. Qualquer um sabe que a intenção sequer se aproxima de ofender à mãe do sujeito; nossa bronca é com ele mesmo. Assim, verbalmente expressamos algo que, intencionalmente é diverso.

Há algum tempo, quando a ditadura do politicamente correto ainda hibernava não havia a rigorosa patrulha atual dos caçadores de palavras que veem racismo em tudo. Benedita da Silva chegou a protestar contra a expressão, sempre tida como normal: “Lista negra”. Agora não pode; é racismo. Imagina se eu disser que quero firmar algo, preto no branco. É racismo contra qual raça?

Trabalhei em determinada fábrica onde meu superior me chamava de alemão, embora, meu sangue descenda de italianos, e daí? Mas, chamar alguém de negão caso ele seja isso mesmo, aí não pode.

Claro que o racismo contra todas as raças é abjeto e deve ser coibido, punido. Mas, precisamos poder respirar sem sermos acusados de separar oxigênio de gás carbônico, senão, a vida deixará de valer à pena.

Racista é quem diminui, restringe, recusa companhia, segrega, tolhe direitos, ofende... meras brincadeiras verbais todos cometem; ou, cometiam quando era permitido.

Quantos negros já ouvi dizendo de outros, em tom de brincadeira; “coisa de preto”. Nenhuma ofensa, nenhuma inimizade.

Aliás, ouvi de um branquelo, um gringo como eu que, num grupo de trabalho de cinco homens, tínhamos dois colegas negros; ele disse: “Racismo não deveria existir; era só matar os negros e isso acabaria.” Pros padrões atuais seria preso inafiançável etc. Todos riram, e os “ofendidos” disseram algo parecido sobre os brancos e ninguém se melindrou, ou, ofendeu; a vida seguiu.

Então, combata-se o racismo onde se manifestar e contra qualquer raça; mas, menos melindres gratuitos, menos caça às palavras; apenas, vigilância com as atitudes.

Perdemos o foco faz muito, desde que a política deixou de ser um instrumento para gerir demandas sociais e tornou-se uma fonte de gerar querelas banais.

Temos grave insolvência na saúde, desemprego recorde, malha viária em deplorável condição, professores, policiais sub-remunerados, mas, estamos “trabalhando” para perverter crianças, doutrinar adolescentes, e pasmem! alterar nossa bandeira, pois, precisamos de “amor”.

Os nossos paradoxos. Uma leva de políticos irresponsáveis que galgam o cume do poder prometendo cuidar dos interesses públicos; uma vez lá, cuidam de seus comodismos, carreiras.

Quem despende tempo e esforço em busca do banal, se verá frágil, impotente diante das demandas vitais.

Somos um país a deriva, com o leme em mãos frouxas, indignas. Enquanto sonolentos discutimos o sexo dos anjos,
eles saciam-se folgazes nos orgasmos múltiplos da corrupção. Demos um troante cartão vermelho a esses cretenses! Digo; mentirosos, cretinos!

Por falta de óleo

“Tu, pois, ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente.” Êx 27;20

Quando alguém era escolhido para rei, sacerdote ou profeta, tal, era ungido com azeite fazendo firme sua escolha por parte do Eterno que enviava Seu Espírito para capacitá-lo.

Desse modo, além de ser o que é em si, azeite, o mesmo também é um símbolo do Espírito de Deus, como várias passagens mostram. “... Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e vertem de si azeite dourado? Ele me falou, dizendo: Não sabes tu o que é isto? Eu disse: Não, Senhor meu. Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda Terra.” Zac 4;12 a 14 Etc.

As lâmpadas de azeite puro iluminavam ao Tabernáculo, apenas; contudo, como “sombras dos bens futuros”, ou, tipos proféticos aludiam à pureza espiritual necessária na Obra do Senhor. “Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou, recebeis outro espírito que não recebestes, outro evangelho, que não abraçastes, com razão o sofrereis.” II Cor 11;4

Quem emitia a luz não era o azeite, mas, a lâmpada; todavia, essa morreria sem o combustível necessário. O espírito do homem é a lâmpada; iluminado com o “combustível” do Espírito Santo desfruta a Luz. “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre.” Prov 20;27

Mas, lâmpada não é a Palavra, segundo o salmo 119? Sim. A Luz que o Espírito Santo enseja atuando em nós é a capacidade de compreender e praticar a Palavra de Deus que João chamou de “andar na Luz”. I Jo 1;7

Ao “homem natural” falta azeite; sua lâmpada está apagada, e, incapacitado para ver na dimensão do Espírito. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; não pode entendê-las, porque se discernem espiritualmente. Mas, o que é espiritual discerne bem tudo e de ninguém é discernido.” I Cor 2;14 e 15

Por isso O Salvador condicionou ao novo nascimento espiritual, tanto o ver, quanto, o entrar no Reino de Deus. “...aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus... aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar...” Jo 3;3 e 5

Como o azeite para luz do Tabernáculo deveria ser puro, igualmente, nosso lume espiritual deve ser isento de impurezas, tanto de “outro espírito” como vimos, quanto, das próprias propensões humanas, carnais. O primeiro passo rumo ao novo nascimento é um “suicídio”. “Negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”.

Se, o “si mesmo” estiver atuante (paixões naturais) seremos similares às sementes caídas entre espinhos que não frutificam com perfeição.

Como o incidente onde o Profeta Eliseu multiplicou azeite pra uma viúva endividada, à qual ordenou que provesse o máximo possível de vasos; enquanto teve vasos vazios houve azeite para enchê-los. De igual modo, tantos quantos conseguirem se esvaziar ante O Santo, haverá “azeite” para fazê-los espiritualmente plenos. “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Lc 11;13

Esvaziar-se não é algo fácil; requer o que Paulo chamou de “sacrifício vivo”; rejeição dos padrões, valores, modo de ser e agir desse mundo ímpio: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. Não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rom 12;1 e 2

Não andar conforme o mundo, renovar o entendimento para conhecer a Vontade de Deus, eis o desafio! Invés da ditadura ímpia do “politicamente correto”, não alinhar-se pela sábia opção do espiritualmente sadio.

Nesse mundo enganoso de tantos hibridismos, sincretismos, onde, “inclusão” é acoroçoada invés de conversão, a manutenção da pureza do “azeite” fatalmente nos deixará isolados. Pechas como fanáticos, radicais, fundamentalistas, certamente nos caberão. Porém, à medida que nos achegamos à saída do funil a fé vai sendo depurada.

Os que não se importam com a pureza acabarão aplaudidos nos palcos do ecumenismo; só quando da chegada do Noivo as virgens néscias descobrirão que sua amplitude inclusiva, a rigor, é apenas retrato da falta de azeite.

À “rica” Laodicéia O Senhor disse: “...não sabes que és um desgraçado, miserável, pobre, cego, e nu...” Apoc 3;17

“Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.” Ecl 9;8

sábado, 11 de novembro de 2017

Força e Luz

“O Senhor dará força ao seu povo; o Senhor abençoará seu povo com paz.” Sal 29;11

Soam até contraditórias as bênçãos alistadas; força e paz. Normalmente temos a força associada ao belicismo, ao poderio pra guerra; enquanto, um cenário de paz parece prescindir da mesma.

Entretanto, a força vista pelos olhos espirituais reside em outros nichos que não, robustez física, ou, aparatos bélicos. Aliás, Isaías cotejou duas dimensões com inefável superioridade para a espiritual em face à natural; “Porque os egípcios são homens, não, Deus; seus cavalos, carne, não, espírito; quando o Senhor estender sua mão, tanto tropeçará o auxiliador, quanto, o ajudado; todos juntamente serão consumidos.” Is 31;3

O contexto imediato era de um povo que se inquietava ante ameaças circunstantes, mas, recusava ouvir a voz do Senhor, confiar; “Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos que não querem ouvir a lei do Senhor. Que dizem aos videntes: Não vejais; aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis; vede para nós enganos.” Cap 30;9 e 10

Uma vez rompida a relação com Deus vai-se junto a confiança; restava confiar na força humana apenas; isso faziam buscando apoio no Egito. Duas vezes o profeta lamentou desejando apenas que se aquietassem e deixassem a peleja com O Todo Poderoso; “Porque o Egito os ajudará em vão, para nenhum fim; por isso clamei acerca disto: No estarem quietos será sua força.” “...Voltando e descansando sereis salvos; no sossego e na confiança estaria vossa força, mas, não quisestes.” VS 7 e 15

Visto desse modo, pois, fica fácil compreender a associação da força com a paz. Aquele que se submete ao Senhor, antes de tudo tem paz com Ele; depois, a Força do Todo Poderoso, o “esconderijo do Altíssimo” como amparo.

Por isso, o mais sábio dos homens colocou o temor do Senhor como matrícula na escola do saber; “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento...” Prov 1;7 Depois, a sabedoria como superior ao poderio militar; “Melhor é a sabedoria que a força... Melhor é a sabedoria que as armas de guerra, porém, um só pecador destrói muitos bens.” Ecl 9;16 e 18

Se, o pecador é posto em antítese ao sábio fica fácil saber de qual “sábio” ele está falando; do que teme ao Senhor, procura evitar as veredas do pecado.

Assim foram, por exemplo, dois cativos hebreus, José e Daniel. Aquele no Egito, esse, Babilônia, depois, Medo Pérsia. Para eles, como de resto, para todos, a força espiritual advinda da comunhão com O Eterno foi e é, antes de tudo, luz, discernimento, revelação.

Qual força guindou José do cárcere ao trono, senão, a luz espiritual mediante a qual lhe foi revelado o porvir? A Daniel sina semelhante que resultou no livramento de muitas vidas inclusive a dele? Ele mesmo chamou de força, aliás; “Ó Deus de meus pais, te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força; agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.” Dn 2;23

Muita bravata se ouve na dita “batalha espiritual” as campanhas de “derrubada de muralhas” como se, a peleja fosse mesmo no âmbito da força bruta, quando, se dá pelo domínio das mentes; seja, iluminando, a ação do Espírito Santo; seja, cegando, a do canhoto. Assim, a batalha é por entendimento acima de tudo.

“Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e revelação tendo iluminados os olhos do vosso entendimento...” Ef 1;17 e 18 Esse o trabalho Divino.

A oposição; se vê alguém ainda fora obra para que a cegueira permaneça; “...o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” II Cor 4;4

Porém, contra quem já crê atua tentando perverter, sofismar; “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo.” II Cor 10;4 e 5

Entendimento cativo à obediência; assim, desfrutamos, tanto, da paz de Deus, quanto, da Sua força a nos guardar. A Justiça de Cristo nos é atribuída e seus benéficos “efeitos colaterais” também; “O efeito da justiça será paz; a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. O meu povo habitará em morada de paz; em moradas bem seguras e em lugares quietos de descanso.” Is 32;17 e 18

“O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente que há no mundo.” Gandhi

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

MST; Bois e Jumentos

“Com boi e com jumento não lavrarás juntamente.” Deut 22;10

Não havia restrição para ambos os animais em serviço, apenas, que se não fizesse uma junta “híbrida”, dada a desproporcionalidade de força dos mesmos. Não requerer de um animal nada além das suas forças, nem expô-lo a uma parceria desproporcional nos soa coerente, natural, lógico, justo.

Entretanto, não pretendo, por ora, analisar a formação de juntas de animais; antes, um aspecto do comportamento humano que, faz “juntas” extremamente díspares, insanas até. Palavras e ações.

O que são os hipócritas, tão desprezados pelo Senhor, senão, os que dizem, aparentam, uma coisa e fazem outra? Suas pretensiosas palavras ostentam a força de um mamute, mas, pelos maus caracteres, nas ações não chegam a um pônei.

Ensinando que tanto as palavras quanto, os atos devem ter a mesma força O Salvador prescreveu: “Seja o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” Mat 5;37

O Salmista dissera algo semelhante descrevendo o “Cidadão dos Céus”: “... aquele que jura com dano seu, contudo, não muda.” Salm 15;4

Na política, sobretudo, vemos a incoerência no superlativo. Candidato em campanha é acessível, cordato, popular, pródigo... depois de eleito, enclausurado, hermético, distante, olvidado do que prometeu.

Piores ainda em coerência, os ditos socialistas que vociferam contra o capitalismo liberal defendendo utópica igualdade; pois, usufruem as benesses todas que o dinheiro pode comprar. Roupas e eletrônicos de griffe, viagens aos States, carros de luxo, etc.

Sua ideologia “igualitária” e seu modo de vida destoam tanto que teríamos que formar uma junta de elefante com pulga para figurar devidamente; e há quem abrace suas baboseiras sentindo-se superior, politizado.

Ora, deveriam começar validando o que dizem acreditar dando o exemplo; demonstrando em atos a veracidade das teorias; aí, concordando ou não teríamos que os respeitar, dada sua justiça, coerência.

Cristo propôs exatamente isso, aliás; que nosso agir seja nossa mensagem; primeiro por questão de iluminar, convencer pelo exemplo ao próximo, e, amor a Deus: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos céus.” Mat 5;16 Depois, pelo necessário vínculo com a justiça que Deus tanto ama; “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também, porque esta é a lei e os profetas.”

Recentemente, os “Socialistas” do MST destruíram plantações de mamão, laranja, milho e uma estação de energia elétrica. São os “libertários” de um “sistema opressor” que insiste em plantar alimentos e comercializar pelo devido preço, ou, gerar energia em suprimento a certas demandas. Qual alternativa propõem?

Ah, querem reforma agrária com terra para todos? Estiveram com o poder e a caneta durante quatro mandatos, não fizeram isso por quê? Conheci em Candiota RS um “assentamento” fantasma. Cada “agricultor” ganhou 25 hectares de terra para trabalhar; um apenas ficou e estava próspero, produzindo frutas, legumes, mel, galináceos...

Aquele “infeliz” desafinou da causa e pensou que era para trabalhar mesmo; não o vi mais, mas, por certo tornou-se um péssimo exemplo do que essa doentia mania de trabalhar costuma produzir. O negócio é apenas quebrar, incendiar, destruir. 

Gerar pão, energia, riquezas é um tremendo desserviço à causa, pois, acaba fortalecendo os postulados dos “inimigos”; sim, socialistas não têm adversários políticos; têm inimigos. Se discordarmos deles não temos uma opinião diferente, apenas; antes, somos a escória política, social, moral, da humanidade. Presto nos rotulam: “Elitista, fascista, nazista...

Ora, usamos apenas argumentos e exemplos em defesa do que acreditamos, essa é nossa força. Concordem com nossa posição, ou não, quaisquer que, forem intelectualmente honestos terão de convir que a junta é de bois; digo; coerente. Trabalho mais méritos igual a frutos a quem de direito. Há discrepâncias, injustiças? Há. Devem ser minimizadas, corrigidas; mas, não solver injustiças pontuais com um sistema inteiro injusto no lugar.

Na verdade, o Estado democrático de direito tem monopólio no uso da força; o faz, pelo menos deveria, pela preservação da ordem, do direito; contudo, tem sido escandalosamente omisso em coibir, restringir, ou mesmo, punir os crimes desses marginais que, não vivem de brisa; alguém com dinheiro grosso os financia, usam caravanas de ônibus, tratores, carros de luxo; basta seguir o curso para se chegar à fonte.

Para alguma coisa deve servir tanto dinheiro que tem sido roubado e segue sendo “diuturna e noturnamente” como diria a “Mulher Sapiens” Dilma Roussef.

Logo ali, eleições; cabe-nos formar um Governo que seja uma junção equilibrada entre impostos e serviços; melhorando esses e minorando aqueles com melhor administração; fim da corrupção. Senão, será nossa ainda a dura e longa sina de sermos bois na hora de trabalhar, e jumentos na de usufruir.

domingo, 5 de novembro de 2017

Inveja; Razão da Fome e da Sede

“Estevão, cheio de fé e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, cireneus, alexandrinos, dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Ele. Não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. Então subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.” Atos 6;8 a 11

Esse incidente realça algumas nuances humanas que faz sentir vergonha de pertencer à espécie; isso, após sermos regenerados por Cristo, pois, antes éramos do mesmo calibre.

Algum tempinho atrás Estevão era nada, não incomodava ninguém; mais um na multidão. Promovido pela igreja à humilde posição de diácono, mero garçom, mas, capacitado por Deus a operar prodígios e sinais, passou de irrelevante, a alvo de disputas, de inveja.

Essa, do latim Invídia, significa uma recusa em ver as coisas como são, ou, aceitá-las. Sempre o invejoso estará olhando assim para alguém que supõe numa condição superior à sua. Ninguém olha para baixo e recusa ver algo que o coloca em superioridade.

Salomão ensina: “Também vi eu que todo o trabalho, toda a destreza em obras traz ao homem a inveja do seu próximo...” Ecl 4;4

Aliás, não foi, justo, essa vetusta, atuante desde o Éden que patrocinou a crucificação do Salvador? Ele Era a junção da pureza com autoridade, carisma, sabedoria e poder; tudo o que os religiosos queriam ser quando crescessem; mas, seu nanismo moral e espiritual impedia; então, restou a violência motivada pela inveja. “Porque ele (Pilatos) bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes o tinham entregado.” Mc 15;10

Desde que o primeiro casal aceitou a sugestão de autonomia humana em relação a Deus, de decidirmos o bem e o mal sem interferência “externa”, o bem, passou a ser visto pela perspectiva diabólica. Esse, além de “Pai da Mentira” é genitor da inveja; dele se diz: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei meu trono; no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens; serei semelhante ao Altíssimo.” Is 14;13 e 14

Assim como o canhoto lida mal com a submissão hierárquica, seu “legado” à espécie caída inoculou no homem o mesmo vírus. Afinal, de onde brota a inveja, senão, de se constatar eventualmente que outrem desfruta uma posição “superior” à nossa? Seja, na posse de bens, dotes, circunstâncias, talento...? Ao vermos algo assim, não que o ditoso visto seja nosso superior hierárquico, estritamente, mas, por usufruir de algo que desejaríamos para nós soa como tal.

Desse modo, nossa perversão do bem enseja também a perversão da justiça; pois, de certo modo passamos a achar injusto algo que aconteceu alheio a nós, sem nos fazer dano algum, muitas vezes, nos beneficiando, até.

Como um abismo chama outro, depois de suplantados o bem e a justiça, afundamos também a verdade. Voltemos aos invejosos de Estevão. Se, “não podiam resistir ao Espírito com que falava” partiram para o plano B. Subornaram falsas testemunhas em “defesa da virtude” para acusarem Estevão de vício.

Onde está o limite da maldade? Até onde o ser humano pode afundar na lama sem se incomodar, sem ter um estalo e pensar: Puxa, preciso parar com isso?

Naquele caso, esse limite não foi encontrado. Pois, malgrado a brilhante defesa do diácono, num resumo correto e sábio de todas as Escrituras, então, existentes, mesmo assim, sua defesa de nada valeu; foi apedrejado à morte.

O fogo do capeta produz calor sem gerar luz; açoda paixões e cega entendimentos; seus títeres são levados a defender interesses dele presumindo ser os seus. “O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam.” Prov 4;19

Por isso temos mães expondo os próprios filhos à ambientes geradores de pedofilia, prostituição, em nome de um pretenso bem; liberdade. Será que é mesmo isso? Não. São apenas fantoches do Satã usados para afrontar ao que ele inveja; a Santidade de Cristo, representada, inda que timidamente pela igreja e a família.

Em seus domínios nossa defesa resulta inútil como foi a de Estevão, posto que, perfeita. Por quê? Porque, como nosso malfadado STF, seu tribunal também está abaixo da linha de pobreza moral; não julga segundo fatos, evidências, provas, em busca da justiça. Antes, segundo suas más inclinações; sua inveja. Seu senso de “justiça” resume-se a condenar desafetos.

Por isso, pois, somos desafiados a sofrer fome e sede de justiça por amor a Cristo. Porém, no seu tempo seremos fartos. “Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, mesmo, tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” Ecl 12;14